divagações

Retunde esse corretor ortográfico

O ano é 2016. Quase a acabar. Já ultrapassamos metade desta década cheia de evolução tecnológica. São poucos os que não têm um smartphone ou um tablet. Neles, já vêm integrados corretores ortográficos, que também encontramos nos browsers que usamos nos nossos computadores. E mesmo assim ainda há quem escreva ‘retunda’ para se referir àquelas coisas redondas e chatas que apanhamos na estrada, onde muitos idiotas param os automóveis para fazer ou atender chamadas, e que pouca gente parece ter percebido como funcionam com aquela outra coisa ainda mais chata que é a prioridade. Sabem, as rotundas. Até deixam o gato parvo.

Grammar nazi out.

geekices

Moeditor, o melhor editor Markdown do mundo

Há pouco tempo, talvez 3 meses, achei que tinha de encontrar uma maneira de unificar a forma de escrita de notas rápidas, apontamentos e posts. Essa solução teria que me permitir definir algum tipo de estrutura, ser simples, portátil e, acima de tudo, future proof.

Não precisei de pesquisar muito para redescobrir Markdown.

Para quem não conhece, Markdown é uma linguagem markup criada por John Gruber e Aaron Swartz. O texto é escrito normalmente, como seria se estivessem a usar o bloco de notas ou um editor semelhante, e recorre a um sistema de caracteres super simples para a formatação, pensado na conversão para HTML.

Depois de optar por Markdown, faltava o editor. Mais uma vez teria que ser algo simples, porque a intenção é escrever e não fazer manutenção ou ter que usar o rato/trackpad. Foi assim que descobri o Moeditor, o melhor editor markdown do mundo! 🙂

O Moeditor está disponível para Linux, OS X e Windows. Mais, é software livre [ou opensource, se preferirem]; a licença é a GPLv3. Win Win (salvo seja!).

A aplicação tem as seguintes características:

  • utiliza a versão do GitHub para Markdown;
  • permite personalizar o tamanho e tipo de letra, e a altura da linha;
  • inclui pré-visualização em tempo real, simultânea e alternada;
  • disponível em vários idiomas;
  • vem com temas para destaque de código de algumas linguagens de programação;
  • e suporta expressões matemáticas para TeX.

O Moeditor está disponível no Github. Podem descarregar uma das várias versões disponíveis na página releases, ou clonar o repositório e ir acompanhando as alterações à medida que vão sendo feitas. Se optarem pela segunda, não se esqueçam de instalar as dependências.

software livre

Notes Up – um bloco de notas com suporte para Markdown

Os blocos de notas fazem parte da vida de muitas pessoas. Seja num formato analógico ou digital – com ou sem sincronização – já não passamos sem eles para organizar as nossas ideias e até alguns projetos pessoais.

Evernote, Google Keep, Moleskine, um simples caderno, post-its. As escolhas são imensas, cada uma com as suas vantagens e desvantagens.

Hoje, apresento-vos mais uma opção, o Notes Up. Esta aplicação está disponível para GNU/Linux e será de particular interesse para os utilizadores do Elementary OS, uma vez que foi desenhada com esta distribuição em mente.

As funcionalidades são as seguintes:

  • multiplos blocos de notas
  • suporte para markdown
  • exportação para PDF
  • temas
  • partilha de notas por email ou bluetooth
  • sistema de favoritos para as notas
  • organização hierárquica dos blocos de notas

Ao contrário de muitas aplicações semelhantes, não tem sincronização disponível. Mas isso não impede que o façam. Podem recorrer, por exemplo, ao rsync ou outra solução idêntica para terem as vossas anotações acessíveis noutros dispositivos.

Para instalarem o Notes Up na vossa distribuição, basta seguir as instruções disponíveis no repositório git da aplicação.

dicas, geekices

Como ativar o multi-processamento de janelas no Firefox

Electrolysis é uma nova funcionalidade do Firefox que torna um separador num processo independente dos restantes separadores abertos no browser. Isto é semelhante ao que o Chrome faz.

Apesar de já existir suporte para ela desde a versão 48 do Firefox, não vem ativa por padrão na maioria das instalações. É possível, no entanto, fazer essa ativação manualmente.

Antes de passarem à fase da ativação, convém que confirmem se precisam realmente de o fazer. Para isso, basta abrir um separador, escrever about:support na barra de endereço e carregar na tecla Enter.

Nessa página, a antepenúltima linha da primeira tabela vai ter o seguinte conteúdo: Multi-processamento de janelas. Se o valor que estiver à frente for 1/1, então está ativa; se for diferente, podem seguir para o próximo passo.

Para ativar o multi-processamento de janelas, façam o seguinte:

  • abram um novo separador e, na barra, de endereço, escrevam about:config e primam a tecla Enter;
  • aceitem o aviso;
  • na caixa de pesquisa localizada no topo dessa página, escrevam browser.tabs.remote.autostart e alterem esse valor para true (basta um duplo clique em cima do valor para o alterar);
  • na mesma caixa de pesquisa, escrevam agora extensions.e10sBlockedByAddons e alterem o valor para false;
  • reiniciem o Firefox.

Com isto, o Firefox vai passar a ser mais rápido a abrir e a carregar os sites. Alerto para o facto de poder haver extensões que deixem de funcionar corretamente. Aconteceu-me isso com a extensão para o Hootsuite, mas foi a única; as outras têm funcionado como seria de esperar.

geekices

MintBox Mini ganha novo modelo, o dobro do armazenamento e da RAM

A CompuLab desenvolveu uma nova versão do MintBox Mini, o mini-computador que resulta da colaboração com o projeto Linux Mint e que vem com essa distribuição pré-instalada. O novo modelo tem o dobro da RAM e do armazenamento do anterior.

À venda por 395 dólares, este equipamento, com dimensões de 108mm x 83mm x 24mm, apresenta atributos mais que capazes para as tarefas computacionais do dia-a-dia do utilizador doméstico e até para um servidor caseiro.

As especificações são as seguintes:

  • Processador: AMD A10 Micro-6700T (4x quad-core com uma frequência até 1.2GHz – ou 2.2GHz em boost), que inclui a gráfica AMD Radeon HD 8210 graphics (Radeon R6)
  • 8GB RAM DDR3L a 1333MHz
  • mSATA 3.0 para o armazenamento
  • 2 portas HDMI com suporte para áudio
  • WiFi 802.11ac
  • 2 portas USB 3.0; 4 portas USB 2.0

Para além de suportar GNU/Linux, o MintBox Mini pode ainda correr Windows (o que não recomendo, uma vez que já vem com um sistema operativo decente pré-instalado e não vale a pena mudar de cavalo para burro).

Mais informações no site da CompuLab.

geekices

Nextcloud Box: uma solução de cloud e IoT para utilizadores “domésticos”

A Canonical, Nextcloud e WDLabs lançaram hoje Nextcloud Box, um equipamento criado a pensar nos consumidores domésticos que pretendem uma solução de cloud privada e/ou IoT (Internet of Things).

Este equipamento é constituído por um Raspberry Pi 2 – ou outra SoC similar – um disco de 1TB, assemblados dentro de uma pequena caixa. O sistema operativo é o Ubuntu, que vem com o Nextcloud pré-configurado como solução cloud.

Com este equipamento, qualquer utilizador poderá ter uma solução simples e já preparada para alojamento privado de ficheiros. É possível expandir o leque de funcionalidades desta cloud e do equipamento, usando o software disponível nos repositórios do Ubuntu e os addons do Nextcloud.

O preço é bastante generoso: €70.

Para mais informações, visitem o site nextcloud.com/box.

curiosidades

Como seria estar do outro lado

O ser humano está no topo da cadeia alimentar. Fruto disso, causámos a extinção de algumas espécies e cometemos atrocidades com outras em nome do proveito próprio.

Não me refiro a matar animais para comer, mas à matança em nome da moda, do entretenimento [sádico] ou do desempenho sexual.

Por exemplo, as touradas são uma forma [sádica] de entretenimento para alguns. E para o touro? E se os papéis fossem invertidos? Alguns artistas imaginaram como seria esta troca de papéis, e o site Detechter compilou alguns dos resultados.

geekices

GT-I9000: 6 anos e ainda está para as curvas

Este post vai ser um regresso ao passado, um momento de saudosismo, pelo menos no que diz respeito ao “tempo tecnológico”. Porque, nas tecnologias, o tempo passa a voar como o ordenado na conta.

Comprei este Samsung Galaxy S (GT-I9000) há 6 anos. Na altura, tinha as “impressionantes” características:

  • CPU: 1.0 GHz Cortex-A8 (single-core)
  • RAM: ~389MB de RAM
  • ARMAZENAMENTO: 8GB

Pelos padrões atuais, é do tempo dos Flinstons.

Usei-o durante 5 anos e flashei-o várias centenas de vezes. Houve uma altura (largos meses consecutivos) em que lhe instalava diariamente as nightlies de Cyanogenmod. Isto não dá propriamente saúde ao armazenamento. Contudo, o telemóvel continua para as curvas.

A verdade é que “as curvas” são feitas a uma velocidade baixa. Nem com overclocking ao processador, para trabalhar a 1.4GHz.

Depois de quase um ano desligado, anteontem decidi flashá-lo com Android 4.4.2. Testei-o e pareceu-me tudo OK; até a bateria, que é a origina, se tem aguentado este tempo todo com pouca degradação.

Para chamadas, sms e a ocasional navegação na internet, vai chegando. Não vai substituir o meu telemóvel atual, mas se precisar de algum de backup sei que posso contar com o Samsung.

geekices

O Medium é uma plataforma de adware?

Na semana passada, estava a pôr as feeds em dia e um dos links que abri foi um artigo no Medium. Já não me recordo qual o artigo, apenas que não o li de imediato. Deixei o separador aberto e li outras coisas que tinha pendentes.

Quando finalmente ia para ler o tal artigo, reparei que o uBlock tinha mais de 800 itens bloqueados na dita página. Achei estranho, porque o Medium tem uma boa reputação como ferramenta de blogging [se bem que a reputação vale o que vale].

Comecei por recarregar o separador, não fosse algo específico desse post. Quando terminou, o adblocker mostrava apenas 3 itens bloqueados. Poucos segundos depois, passou a 4, depois a 5, 6, e por aí fora.

«Há aqui algum tipo de malware», pensei eu.

Continuei com o despiste. Abri outra link fora do Medium e isso não aconteceu. Tentei então abrir outro artigo no Medium e voltou a acontecer o mesmo. Estava claro que é uma questão da plataforma.

Depois de confirmar que é específico do Medium, abri o logger do uBlock e reparei que estava sempre a ser adicionada a mesma entrada: https://medium.com/_/batch. Tentei fazer foi visitar a link, mas o servidor web retorna o erro HTTP 405.

Ficou a faltar analisar os cabeçalhos HTTP. Talvez volte a isto mais tarde, mas por agora preferi documentar este comportamento estranho da plataforma Medium, com um vídeo a acompanhar.