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MintBox Mini ganha novo modelo, o dobro do armazenamento e da RAM

A CompuLab desenvolveu uma nova versão do MintBox Mini, o mini-computador que resulta da colaboração com o projeto Linux Mint e que vem com essa distribuição pré-instalada. O novo modelo tem o dobro da RAM e do armazenamento do anterior.

À venda por 395 dólares, este equipamento, com dimensões de 108mm x 83mm x 24mm, apresenta atributos mais que capazes para as tarefas computacionais do dia-a-dia do utilizador doméstico e até para um servidor caseiro.

As especificações são as seguintes:

  • Processador: AMD A10 Micro-6700T (4x quad-core com uma frequência até 1.2GHz – ou 2.2GHz em boost), que inclui a gráfica AMD Radeon HD 8210 graphics (Radeon R6)
  • 8GB RAM DDR3L a 1333MHz
  • mSATA 3.0 para o armazenamento
  • 2 portas HDMI com suporte para áudio
  • WiFi 802.11ac
  • 2 portas USB 3.0; 4 portas USB 2.0

Para além de suportar GNU/Linux, o MintBox Mini pode ainda correr Windows (o que não recomendo, uma vez que já vem com um sistema operativo decente pré-instalado e não vale a pena mudar de cavalo para burro).

Mais informações no site da CompuLab.

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Nextcloud Box: uma solução de cloud e IoT para utilizadores “domésticos”

A Canonical, Nextcloud e WDLabs lançaram hoje Nextcloud Box, um equipamento criado a pensar nos consumidores domésticos que pretendem uma solução de cloud privada e/ou IoT (Internet of Things).

Este equipamento é constituído por um Raspberry Pi 2 – ou outra SoC similar – um disco de 1TB, assemblados dentro de uma pequena caixa. O sistema operativo é o Ubuntu, que vem com o Nextcloud pré-configurado como solução cloud.

Com este equipamento, qualquer utilizador poderá ter uma solução simples e já preparada para alojamento privado de ficheiros. É possível expandir o leque de funcionalidades desta cloud e do equipamento, usando o software disponível nos repositórios do Ubuntu e os addons do Nextcloud.

O preço é bastante generoso: €70.

Para mais informações, visitem o site nextcloud.com/box.

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Como seria estar do outro lado

O ser humano está no topo da cadeia alimentar. Fruto disso, causámos a extinção de algumas espécies e cometemos atrocidades com outras em nome do proveito próprio.

Não me refiro a matar animais para comer, mas à matança em nome da moda, do entretenimento [sádico] ou do desempenho sexual.

Por exemplo, as touradas são uma forma [sádica] de entretenimento para alguns. E para o touro? E se os papéis fossem invertidos? Alguns artistas imaginaram como seria esta troca de papéis, e o site Detechter compilou alguns dos resultados.

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GT-I9000: 6 anos e ainda está para as curvas

Este post vai ser um regresso ao passado, um momento de saudosismo, pelo menos no que diz respeito ao “tempo tecnológico”. Porque, nas tecnologias, o tempo passa a voar como o ordenado na conta.

Comprei este Samsung Galaxy S (GT-I9000) há 6 anos. Na altura, tinha as “impressionantes” características:

  • CPU: 1.0 GHz Cortex-A8 (single-core)
  • RAM: ~389MB de RAM
  • ARMAZENAMENTO: 8GB

Pelos padrões atuais, é do tempo dos Flinstons.

Usei-o durante 5 anos e flashei-o várias centenas de vezes. Houve uma altura (largos meses consecutivos) em que lhe instalava diariamente as nightlies de Cyanogenmod. Isto não dá propriamente saúde ao armazenamento. Contudo, o telemóvel continua para as curvas.

A verdade é que “as curvas” são feitas a uma velocidade baixa. Nem com overclocking ao processador, para trabalhar a 1.4GHz.

Depois de quase um ano desligado, anteontem decidi flashá-lo com Android 4.4.2. Testei-o e pareceu-me tudo OK; até a bateria, que é a origina, se tem aguentado este tempo todo com pouca degradação.

Para chamadas, sms e a ocasional navegação na internet, vai chegando. Não vai substituir o meu telemóvel atual, mas se precisar de algum de backup sei que posso contar com o Samsung.

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O Medium é uma plataforma de adware?

Na semana passada, estava a pôr as feeds em dia e um dos links que abri foi um artigo no Medium. Já não me recordo qual o artigo, apenas que não o li de imediato. Deixei o separador aberto e li outras coisas que tinha pendentes.

Quando finalmente ia para ler o tal artigo, reparei que o uBlock tinha mais de 800 itens bloqueados na dita página. Achei estranho, porque o Medium tem uma boa reputação como ferramenta de blogging [se bem que a reputação vale o que vale].

Comecei por recarregar o separador, não fosse algo específico desse post. Quando terminou, o adblocker mostrava apenas 3 itens bloqueados. Poucos segundos depois, passou a 4, depois a 5, 6, e por aí fora.

«Há aqui algum tipo de malware», pensei eu.

Continuei com o despiste. Abri outra link fora do Medium e isso não aconteceu. Tentei então abrir outro artigo no Medium e voltou a acontecer o mesmo. Estava claro que é uma questão da plataforma.

Depois de confirmar que é específico do Medium, abri o logger do uBlock e reparei que estava sempre a ser adicionada a mesma entrada: https://medium.com/_/batch. Tentei fazer foi visitar a link, mas o servidor web retorna o erro HTTP 405.

Ficou a faltar analisar os cabeçalhos HTTP. Talvez volte a isto mais tarde, mas por agora preferi documentar este comportamento estranho da plataforma Medium, com um vídeo a acompanhar.

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Perch Light

Perch Light é um candeeiro, em forma de pássaro, feito com papel sintético e bronze. O autor é o arquiteto e designer Umut Yamac.

O candeeiro tem iluminação interna, que se ativa através do contacto com o poleiro. A forma como este mecanismo foi desenhado permite que o pássaro balance sem desligar o circuito.

Uma opção interessante para a iluminação de uma sala de estar.

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Há vida em Marte?

Adam Frank. um professor de astrofísica da Universidade de Rochester, publicou um artigo de opinião, no The New York Times, sobre a possibilidade da existência de vida para além do nosso planeta. Ao contrário do que é habitual nesta questão, muitas vezes polarizada e que quase é levada ao nível da crença, o texto é incrivelmente sóbrio e interessante.

That’s why discussions of extraterrestrial civilizations, no matter how learned, have historically boiled down to mere expressions of hope or pessimism. What, for example, is the fraction of planets that form life? Optimists might marshal sophisticated molecular biological models to argue for a large fraction. Pessimists then cite their own scientific data to argue for a fraction closer to 0. But with only one example of a life-bearing planet (ours), it’s hard to know who is right.

Link
Imagem de JD Hancock, sob a licença CC-BY-2.0

opinião

Sobre o corte de financiamento público das instituições de ensino privadas

Esta estória dos cortes nos estabelecimentos de ensino privados com contrato de associaçaõ tem causado muita polémica e opiniões discordantes. Pior ainda, tem havido muita desinformação de ambos os lados.

A opinião mais realista que ouvi ou li foi a do Miguel Caetano, num post que publicou no Facebook e que transcrevo aqui com autorização do próprio.

O debate em torno do financiamento de colégios privados com fins lucrativos pelo estado português é um dos mais intelectualmente desonestos e superficiais dos últimos anos.

O argumento supremo invocado para justificar o financiamento desses colégios em situação de redundância comparativamente a escolas públicas é, como não poderia deixar de ser, o da qualidade: basicamente, invoca-se que os contribuintes portugueses devem apoiar esses colégios porque a educação que eles proporcionam aos seus alunos é de uma qualidade superior à da escola pública situada a menos de um quilómetro.

A questão é que o argumento que está aqui em causa representa quanto a mim um autêntico quebra-cabeças lógico: porque razão é que se deve financiar com dinheiros públicos colégios com fins lucrativos? Porque os alunos saem de lá melhor preparados. E porque é que isso acontece? Porque são colégios privados. Mas se são privados e visam obter lucro, então porque carga de água necessitam do dinheiro dos contribuintes para sobreviverem?

Em suma: analisando a questão em pormenor, não parece existir qualquer razão ontológica que impeça que as escolas pertencentes à rede pública não ofereçam a mesma educação de qualidade que os colégios privados. Mais ainda: pode muito bem ser que esse dinheiro que os contribuintes gastam com colégios privados possa ser mais bem empregue na ampliação e renovação da rede de ensino público.

Esta discussão é superficial sobretudo porque confunde um sintoma com uma causa: o facto dos colégios privados ministrarem um ensino supostamente de maior qualidade não deve ser atribuído ao seu estatuto de entidades com fins lucrativos – MUITO PELO CONTRÁRIO! Se mais não fosse, a própria necessidade da existência de contratos de associação entre o Estado português e as empresas responsáveis por esses colégios para a sobrevivência de muitos destes últimos revelaria que a educação de qualidade não é e nem pode ser lucrativa!

É claro que aquilo que entendemos por “qualidade” é muito relativo, dependendo na prática da interpretação subjetiva de cada pessoa. Para uns, pode ser uma excelente média nos exames nacionais; para outros pode ser uma variedade de matérias extracurriculares; para outros ainda pode ser piscinas e ginásios olímpicos, spas, transportes pagos de casa para o colégio e do colégio para casa, etc. Mas enveredar por essa discussão já seria entrar num nível mais avançado. Para todos os efeitos, entendamos provisoriamente por qualidade como sendo uma combinação de todas essas definições, com especial ênfase para a primeira delas.

Nesse sentido, é fácil constatar pela consulta dos estatutos dos colégios, bem como da Constituição da República Portuguesa que:

1) o fim último de maior parte dos colégios privados não é uma noção mistificadora de “qualidade” mas sim a obtenção de lucros para os seus acionistas;

2) o fim último das escolas públicas não é a qualidade enquanto ideal místico mas sim cumprir a obrigação imposta ao Estado pela CRP de proporcionar uma rede de ensino o mais universal, aberta e gratuita possível.

Como se pode ver, a qualidade resume-se a um atributo mistificador que, na sua aceção maioritária – maior desempenho escolar -, resulta não raras vezes de uma consequência a posteriori fortuita, não podendo ser acorrentada de forma essencialista a um ou outro sistema de ensino. Isto porque nem colégios privados nem escola pública têm como missão última proporcionar um ensino de qualidade.

Obviamente que para além do ensino privado com fins lucrativos e do ensino público, poderemos sempre também falar de um ensino cooperativo e/ou sem fins lucrativos, proporcionado por associações locais ou organizações não-governamentais. Ainda que esse tipo de ensino seja quanto a mim mais merecedor do financiamento público do que empresas com fins lucrativos, mesmo nesse caso teremos que ter o cuidado de evitar que o contribuinte acabe por financiar propaganda religiosa, política ou qualquer outro tipo de ideologia que se desvie da missão universalista e aberta do sistema de ensino público.

Esta discussão em torno dessa mistificação chamada qualidade é aliás igualmente válida para outros domínios tradicionalmente financiados pelo Estado como os transportes ou as bibliotecas. A diferença é que alguém que viesse a terreno defender a suspensão dos planos de ampliação e renovação da rede pública de transportes coletivos (metropolitano, caminhos de ferro e serviços rodoviários) de modo a financiar os serviços privados de transporte de uma empresa como a Uber apenas porque estes são mais confortáveis, rápidos e asseados seria encarado como um autêntico idiota, quando não mesmo um palhaço.

O mesmo se diga aliás de alguém que defendesse o fim das verbas destinadas anualmente pelo orçamento de Estado às bibliotecas municipais e universitárias para que, em troca, o Estado passasse a oferecer mensalmente a todos os cidadãos nacionais um cheque-brinde no valor de 100 euros para a aquisição de livros na Amazon apenas porque as bibliotecas públicas não dispõem de todas as obras que constam dos programas das cadeiras dos cursos superiores das universidades públicas… :o)

Subscrevo a opinião do Miguel.

imagem da autoria de Carmine Savarese, sob a licença CC-BY-NC-ND-2.0