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Hackarino diddly: a fusão de Ned Flanders com o símbolo hacker

hackarino_diddly

Certo dia, a caminho de casa, ousei imaginar o resultado do cruzamento entre o Ned Flanders e o símbolo hacker. Agora, aquilo que começou como uma ideia que tive enquanto ia a conduzir, conhece a sua primeira – e provavelmente única – versão, porque o meu jeito, que para vectores ou desenho, anda ali muito próximo do zero… A não ser que alguém com mais à vontade que eu em vectores se chegue à frente.

software livre

Dyne:bolic 3.0: a arte em base Debian/Ubuntu

Ao invés de escrever sobre as betas do Ubuntu ou os rumores de um sistema operativo proprietário qualquer, vou aproveitar este pouco tempo livre para dar foco à nova versão do Dyne:bolic. No entanto, antes de passar às novidades desta distribuição de GNU/Linux, uma pequena contextualização.

O que é o Dyne:bolic

dynebolic

O Dyne:bolic, como já escrevi no parágrafo anterior, é uma distribuição de GNU/Linux. Ao contrário da maioria das outras, tenta utilizar apenas e somente software livre. Por isso, é uma das distribuições recomendadas pela Free Software Foundation.

O público alvo deste sistema operativo é essencialmente artistas e/ou pessoas com veia artística (não excluindo qualquer outra pessoa sem jeito nenhum para estas coisas). Nele, estão incluídas diversas aplicações para edição de imagem, áudio e vídeo, modulação 3D, fotografia, veejaying, servidores para streaming prontos a utilizar, etc. A quantidade de software disponível é enorme.

As novidades

A nova versão do Dyne:bolic, a terceira, surge cinco anos após o lançamento da anterior e com ela vêm várias novidades. Por exemplo, o XFCE foi substituído pelo Gnome como gestor de desktop e o Grub2 é o boot loader escolhido para fazer o arranque deste e de outros sistemas operativos que possam ter instalados no vosso computador.

Outra novidade, talvez a de maior destaque, é mudança de uma base de desenvolvimento própria para uma em que o Trisquel e Pure:dyne são a grande referência. Podemos dizer que o Dyne:Bolic 3.0 é um descendente em terceiro grau de Debian, já que tanto o Trisquel como o Pure:dyne são baseados em Ubuntu e este, por sua vez, em Debian.

Em suma…

Estas são as poucas novidades que consegui saber pelas notas de lançamento do projecto. Se tiverem curiosidade em saber quais são as restantes ou pura e simplesmente dar asas à vossa veia artística, basta que descarreguem o Dyne:bolic 3.0.

geekices

Europa vai prolongar direitos de autor de músicas por mais 20 anos

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Imagem da autoria de Marco Gomes, sob a licença CC-BY-2.0

Ontem, o Comité de Representantes Permanentes (tradução directa de Committee of the Permanent Representatives) da União Europeia reuniu-se em Bruxelas. Em causa estava a posição formal do Conselho Europeu em relação à extensão dos direitos de autor de composições sonoras de 50 para 70 anos.

O resultado desta reunião foi a decisão de aprovar a directiva na próxima segunda, dia 12 de Setembro. De acordo com Christian Engström, representante do Partido Pirata sueco no Parlamento Europeu, a aprovação da directiva está classificada como “item A”. Isto significa que vai receber o selo de aprovação sem qualquer discussão. Muito grave!

Um relatório [pdf] da autoria de John Hendrik Weitzmann e Philipp Otto vem mostrar que é tudo menos claro que esta alteração à lei traga reais benefícios. Os autores compararam as alegações da industria musical com as opiniões de vários experts da área e concluíram que as vantagens da extensão não estão de todo provadas. Também, afirmam que esta decisão poderá ter um impacto negativo na cultura.

A extensão da duração dos direitos de autor de composições sonoras por mais 20 anos foi defendida por várias personalidades ligadas à música com os direitos prestes a expirar. Duas delas foram Cliff Richard e Paul McCartney, dois dos poucos beneficiados com esta alteração. A grande maioria dos músicos vai continuar a sobreviver como até agora, enquanto apenas uma pequena minoria de “estrelas” musicais caquéticas sai beneficiada.

via Paula Simões e Wired

divagações

Um Estado que quer jogar bilhar de bolso

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O Estado sempre foi como um motor desafinado, com consumos demasiado elevados para a “cilindrada” que tem. Para sustentar este “camelo” (e os jobs for the boys, má gestão e todas as falhas que lhe são conhecidas mas não colmatadas), sabíamos que a nossa carteira recebia visitas constantes através de impostos. Pelo menos ficavam-se por ela.

A crise rebentou e a carteira finalmente teve descanso. No entanto, começou o assédio. Hoje, é ao bolso que me vão. As mexidas são tantas que um dia penso que querem jogar bilhar. Curioso é que, quanto mais mexem, menos excitado fico. Não sei se é problema de libido. Já pensei em comprar Viagra mas, como me atacam as finanças de forma tão vil, já não tenho dinheiro para ele.

Juro que nunca me ocorreu ter que recorrer a esta droga com a minha idade. Inocente como julgo que sempre serei, pensei que só lá para os 70 é que o faria. Não é o caso. Sofro de disfunção eréctil e não posso ter acompanhamento médico porque também não o posso pagar. E para quê? Para remediar as “avarias” do Estado?

Porque não mexem no vosso em vez de mexerem no meu?

divagações

Crenças e factos

2009-10-12-science-vs-religion
imagem retirada do webcomic Ape, not Monkey

Não sou dado a espiritualidades, religiosidades ou superstições; prefiro factos e dados empíricos a coisas como fé. Por vezes, isto causa-me alguns transtornos e mal entendidos porque, quer queiramos quer não, a tendência para crenças está entranhada na nossa carga genética. Ou, como costumo dizer, temos uma falha evolutiva.

Uma amiga minha é um pouco o oposto de mim. Embora não seja religiosa, acredita bastante no tarot e espíritos, alinhamento de astros e essas coisas. Ela diz inclusive que tem uma sensibilidade maior que lhe permite sentir o que os outros sentem. Como devem imaginar, entramos em conflito (pacífico) sempre que este tema vem à baila.

Quando falamos de espiritualidades, ela tenta sempre convencer-me de que a leitura de cartas não é treta, que existem espíritos e anjos, que há pessoas com maior sensibilidade e mais uma série de coisas que eu nem sei bem o que são ou como se chamam. Da minha parte, insisto sempre para que me apresente factos e explique porque motivo isso é assim e não de outra forma. A resposta que normalmente recebo é: “há coisas que não se explicam”.

Isto vem a propósito de mais um excelente artigo do Ludwig Krippahl sobre misticismos. No “Treta da semana: hepatoscopia“, ele aborda a prática de prever o futuro através do figado dos animais para fazer perceber que as coisas não são de uma determinada forma só porque sim, e que devemos procurar explicações e fundamentar o que dizemos.

Citando o autor:

É por isso que é tão importante perguntar como é que sabem o que dizem saber. Se perguntarem a um físico como sabe a idade das estrelas, ou a um bioquímico como sabe a estrutura do ADN, eles explicam com o detalhe que quiserem. Mais detalhe do que quiserem, provavelmente. O conhecimento é essa ligação entre as descrições e aquilo que estas descrevem, um encadeado de dados e inferências que se pode apreender e compreender. Sem mistérios insondáveis, sem saltos de fé, sem fontes autoritárias, poderes especiais ou revelações divinas.

Para conhecimento não basta apenas uma lista de alegações acerca da realidade. Para se saber é preciso também conseguir fundamentar essas alegações. Não pela fé mas, tal como a realidade, com algo que resista à dúvida. O resto é inventar deuses no fígado do carneiro.

Embora goste bastante dos nossos debates sobre religião, crenças, espiritualismos e misticismos, tenho pena que, até ao momento, ela ou qualquer outra pessoa não tenha conseguido apresentar dados concretos que mostrem que a leitura de cartas é exacta e credível, ou que de facto andam espíritos e anjos entre nós.

curiosidades

Capacete viking com fibra

Hoje, o portal Sapo faz 16 anos e acho que encontrei o presente ideal: um capacete viking com uma crista Mohawk feita em fibra óptica.

O criador deste capacete é o californiano Garret Mace. Garret foi muito para além da simples colocação da fibra para um brilho constante. No interior da crista, colocou um dispositivo que faz com que os fios brilhem em padrões complexos e cores diferentes. Podem ver uma demonstração neste vídeo.

Que melhor prenda para uma empresa que anda a apostar imenso na fibra? Talvez assim até decidam instalá-la para os meus lados ou, quanto mais não seja, coloquem umas raspas no cobre miserável e velho que vem para minha casa.

via Macetech