divagações

Como aumentar a motivação no trabalho

Há alguns dias que tenho tido algumas dificuldades em encontrar motivação no trabalho. Cada vez me sinto mais cansado lá, inclusive está a afetar a minha saúde, e a vontade de mudar é cada vez maior, muito graças ao cada vez maior nível de stress que tenho sentido (o que não deixa de ser caricato, já que gosto do que faço. talvez seja um problema de saúde crónico que me está a afetar mais; noites mal dormidas; problemas pessoais recentes; etc). O grande problema é que não é propriamente fácil arranjar trabalho em Coimbra; a maioria das ofertas que vou vejo são para vendas porta a porta e isso é algo que não penso em fazer para já.

As minhas duas únicas soluções para já são despedir-me e arriscar-me ficar desempregado por tempo indeterminado, ou encontrar de novo a motivação que já lá tive. A primeira não é de todo viável, porque o carro não se paga sozinho, por isso resta-me a segunda. Mas como o posso fazer? Há vários dias que ando a pensar como nisso e hoje finalmente consegui ter algum sucesso. No entanto, não é o suficiente para voltar aos níveis anteriores.

Que mais me falta?! Bem, de acordo com este post do Jay Nathan, falta-me sentir entusiasmo por algo relacionado com o trabalho; uma tarefa das minhas funções que me entusiasme mais, para poder pegar por aí e voltar a subir os níveis de motivação.

Como escreveu o autor:

[…]. With this question now seered into my subconscience, something interesting began to happen. I started to see problems worth solving. Even better, I could see which ones were important to solve first. Seeing these opportunities and knowing there were solutions made me…could it be? Excited!

It turns out that for me, seeing users’ problems firsthand and helping energize my team around solving them is a real motivator.

Para além disto, escreve o autor, é necessário começar com pequenas conquistas e, assim, com alguma perseverança, construir pequenas vitórias que se tornarão grandes no futuro. É um conselho a reter e que eu vou guardar.

opinião

Organização dos Jogos Olímpicos que implementar ditadura de marcas

Na minha zona existe uma expressão que é utilizada quando alguém pensa e/ou faz algo muito estúpido, que é: “comer merda às colheres”. Não me perguntem a origem dela, porque não faço ideia; ouço-a à muitos anos, mas nunca me questionei de onde surgiu.

Nesta categoria está a organização dos Jogos Olímpicos, que, devido à sua enorme vontade em agradar os patrocinadores, poderá expulsar pessoas dos recintos se usarem, por exemplo, roupa com menções a marcas rivais daquelas que patrocinam o evento. Tentem levar uma t-shirt com Pepsi escrito e arriscam-se a ser acompanhados até à saída por um gorila de 2 metros, porque a Coca Cola patrocina o evento. Talvez tenham sorte se levarem roupa da Nike, apesar da Adidas patrocinar o evento, porque estão a pensar em abrir essa exceção.

O responsável pela organização, Sebation Coe, justifica esta medida draconiana com a proteção dos interesses dos patrocinadores que, diz, pagaram muito para fazer parte dos Jogos Olímpicos. O desporto e o público, esses, ficam para segundo plano. Não importa a liberdade que cada um tem para vestir o que quer sem atropelar a liberdade dos outros; é mais importante proteger os investimentos dos patrocinadores, nem que para isso se tenha que ressuscitar a Gestapo para fazer a filtragem das pessoas à entrada.

Esta não é a única medida idiota a sair das cabeças dos responsáveis pelos Jogos Olímpicos. O Daily Record tem um apanhado da estupidez que grassa por Inglaterra nestes dias.

geekices, software livre

Raspberry Pi poderá receber drivers gráficos livres

O Raspberry Pi é um mini-computador que tem um custo de produção reduzido e isso reflete-se no consumidor. Ele tem sido bastante procurado por entusiastas, dada a sua natureza hacker-friendly. Sem grandes complicações, qualquer pessoa consegue ter um mediacenter barato graças a este dispositivo ou implementar qualquer outro projecto.

No entanto, embora tenha muitas vantagens, o Raspberry Pi tinha um problema. O driver do GPU é proprietário, e curiosamente é o GPU que trata do processo inicial do arranque. Para a maioria das pessoas isto pode não trazer grande constrangimento, mas para o público alvo era um ponto negativo.

Felizmente, isso deverá mudar em breve. Não se sabe, no entanto, se pela mão da Broadcom, se pela mão da comunidade. Bem, nem é ainda certo que esse driver livre vá aparecer. Contudo, o site Phoronix anunciou que ele vai surgir nos próximos tempos.

Esperemos que este rumor seja verdadeiro. Isso significaria melhor performance, mas também que o servidor X (o que trata das coisas relacionadas com o interface gráfico) iria ter aceleração por hardware. Vamos aguardar para ver.

geekices

Twitter faz 6 anos

Hoje, 15 de Julho de 2012, o Twitter está de parabéns pelo seu 6º aniversário. A primeira mensagem do serviço foi, contudo, enviada a 21 de Março de 2006 por um dos seus fundados, Jack Dorsey. No entanto, a data que conta é a de hoje, quando há seis anos atrás o serviço foi lançado oficialmente.

Curiosamente, a minha conta nesta rede social está também a chegar ao sexto aniversário. De acordo com o site whendidyoujointwitter.com, eu registei-a no dia 28 de Novembro de 2006. Talvez até seja uma das contas nacionais mais antigas do Twitter. Ficarei na dúvida, já que não tenho forma de confirmar facilmente se assim o é ou não, mas pelo menos posso dizer que twittei primeiro que o Paulo Querido, que só o fez no dia 3 de Abril de 2007 (assim o diz o whendidyoujointwitter.com).

Se quiserem saber mais sobre o Twitter, o Carlos Martins escreveu um artigo no seu Aberto Até de Madrugada onde conta a história desta rede social de forma resumida.