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Califórnia aprova medida para disponibilizar livros escolares licenciados com Creative Commons

O Governador da Califórnia, Jerry Brown, assinou 2 projetos de lei que irão permitir a criação de livros, digitais e em papel, com a licença Creative Commons Attribution (CC BY).

Estes manuais, para além de serem disponibilizados gratuitamente em formato eletrónico, terão um custo de aproximadamente 20 dólares para o formato físico. As famílias californianas certamente agradecerão a medida.

Ao ser escolhida a licença CC BY, qualquer individuo ou empresa poderá usar estes manuais para criar novos produtos, melhorar os existentes ou até criar grupos de colaboração em torno dos conteúdos. O uso de uma licença livre abre um leque de oportunidades que, de outra forma, não seriam possíveis.

Em Portugal, ainda mais nos tempos em que correm, com cada vez mais famílias em dificuldades financeiras ou a declarar falência, uma medida semelhante faria todo o sentido. Os livros estão cada vez mais caros, o que poderá a vir a dificultar o acesso à educação. Com a utilização desta ou de outra licença livre, inverter-se-ia essa tendência e facilitar-se-ia o acesso à educação, permitindo também que qualquer pessoa pudesse ajudar a melhorar os conteúdos.

via Creative Commons blog

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Onda V701: tablet de baixo custo e bom hardware

Normalmente, tablet de baixo custo significa qualidade inferior: processador mais lento, materiais com menos qualidade, menos memória, etc. A Google mudou esse conceito generalizado com o lançamento do Nexus 7, oferecendo qualidade a um preço reduzido – apenas €199.

Onda V701

Apesar do custo do tablet da Google já permitir que mais pessoas o possam adquirir, €199 ainda faz muita gente pensar bem antes de se decidir, ou não, pela compra. Eu fui uma dessas pessoas que, por ter um ordenado baixo, (com muita pena minha) acabei por não comprar um.

Se, como eu, se sentiram tentados a comprar um mas o preço foi sempre um factor dissuasório, o Onda V701 com certeza que vos vai facilitar a aquisição de um tablet. O custo é de apenas €67, mais cêntimo menos cêntimo, e vem com hardware capaz de fazer inveja a alguns modelos mais caros.

As especificações deste tablet são as seguintes:

  • Processador Amlogic AML8726-MX, ARM Cortex-A9 40nm Dual Core, a 1.5GHz
  • GPU Mali400 (capaz de reproduzir vídeos em FullHD)
  • 1GB DDR3 de RAM
  • 8GB Nand Flash
  • Portas HDMI e USB
  • Câmara frontal com 0.3MP

Como puderam constatar, o hardware não é nada mau, não senhor. Se tivermos em conta o preço, é um negócio da China.

via Aberto Até De Madrugada

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Estudo: Diminuição das restrições de direitos de autor podem ajudar economia

Numa altura de crise económica, recessão, troika e austeridade, em que é necessário recuperar a economia, um estudo sobre os efeitos da diminuição das restrições nos direitos de autor, publicado pela Australian Digital Alliance (ADA) não poderia vir em melhor hora.

Os autores afirmam que uma diminuição nas restrições dos direitos de autor não só beneficia a liberdade de expressão, como também contribui para melhorar a economia. Para sustentar estas afirmações, o seu país, Austrália, é dado como exemplo: ao diminuir estas restrições, a economia poderia ter um ganho estimado de 600 milhões de dólares.

Quiçá, se adotado por cá, nos poderia ajudar a conseguir cumprir o objetivo do défice ou ultrapassá-lo. Pelo menos traria mais justiça à atual legislação, que ao longo dos últimos anos tem vindo a sofrer várias tentativas de ataque para a tornar pior, em nome do lucro dos intermediários (#pl118, por exemplo).

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A inocência dos dogmas

Quem acompanha o blog do Ludwig Krippahl sabe que a sua rubrica “Treta da semana” é sempre bastante crítica, mas também igualmente sóbria e justificada, concorde-se ou não com a opinião do autor. Esta é uma característica não muito comum nos blogs nacionais que acompanho, razão pela qual o blogQue Treta!” está nos meus preferidos a nível nacional, ao lado do Bitaites e de poucos mais.

Ao analisar a polémica sobre o filme “Innocence of Muslims“, o Ludwig oferece-nos um ponto de vista bastante interessante e que pouco tem sido falado: existir maior respeito pelos dogmas do que pelas pessoas. Como escreveu, e muito bem:

O respeito é a aversão a fazer mal ao outro. Portanto, não faz sentido respeitar crenças ou ideologias. Esse chavão comum, em qualquer discussão sobre crenças, de se dizer respeitador da opinião contrária é absurdo. Pode ser boa educação, como tirar o chapéu, mas não passa de um berloque retórico (7). E quando é levado a sério é uma chatice porque respeitar opiniões implica desrespeitar quem delas discorde. Eu não respeito o islamismo, nem o cristianismo nem o ateísmo, tal como não respeito a regra de três simples, nem a raiz quadrada de dois nem a Serra de Montejunto. Eu só respeito seres que sentem, como cães, golfinhos, macacos e humanos. Por isso não vou condenar ninguém por “insultar” o ateísmo, Darwin ou o Judo Clube de Odivelas e não vou “respeitar” crenças ou preconceitos em detrimento das pessoas.

Infelizmente, religiões e ideologias dessa índole têm de o fazer. Respeitar as pessoas implica, pelo menos, reconhecer-lhes liberdade de consciência e de expressão. Mas se uma religião não subjuga este respeito a um “respeito” ainda maior pelos dogmas que a identificam acaba por se desfazer ou por se transformar noutra que o faça. A violência à conta deste filme é apenas um de muitos exemplos do que acontece quando se respeita mais as ideologias do que as pessoas.

Embora o filme seja de facto provocador e de mau gosto – e, dizem, tenha sido alterado propositadamente para irritar o islamismo -, nada justifica a violência que tem ocorrido. Porque, tal como os muçulmanos querem que o seu profeta seja respeitado, também deve ser respeitada a crítica e a opinião dos outros. Como escreveu o Ludwig, deve respeitar-se as pessoas e não os dogmas ou ideologias.

política

Relação entre os custos das PPPs e os partidos no poder?

Apesar de já ter escrito aqui que não pretendo tornar este blog em mais um de política, não posso deixar de passar a oportunidade de partilhar um gráfico que mostra uma relação entre os custos das PPP e os partidos no poder. A imagem, vi-a no blog Aventar, num post da autoria de Jorge Fliscorno.

gráfico

Se atentarem ao gráfico, os períodos de maior aumento da despesa das PPPs ocorrem quando o executivo no poder é o Partido Socialista. Quererá isto dizer que o PS é o maior causador de despesa relacionada com PPPs? Com estes dados apenas, não me parece justo fazer essa avaliação. É necessária mais informação para tirar quaisquer ilações.

Outro dado interessante da imagem é a intenção de voto atual do portugueses, onde o PS ganha com 31%, seguido do PSD com 24%. Dados perigosos e graves estes, que mostram que os portugueses têm vários problemas de memória política e rapidamente esquecem quem os ajudou a chegar a esta situação. Não nos esqueçamos que os governos têm oscilado entre PS e PSD nas últimas décadas, e que o país se vem afundando desde então. Ambos foram e são os timoneiros do barco à deriva chamado Portugal. É por isto que é importante procurar alternativas a estes dois partidos e à atual atuação política nacional. O Congresso Democrático das Alternativas apresenta-se como uma solução de debate nessa procura e, por isso, recomendo a vossa comparência.

software livre

Patentes de software voltam a assombrar a Europa

Ao contrário dos Estados Unidos da América, na Europa não é possível patentear software graças a uma deliberação de 2005 do Parlamento Europeu. No entanto, o organismo europeu de patentes, o European Patent Office (EPO) tem vindo a aceitar estas patentes.

April, uma associação de defesa do Software Livre em França, congénere da ANSOL (Associação Nacional para o Software Livre) e FSF (Free Software Foundation), apercebeu-se disto e lançou uma campanha contra as patentes de software que, até ao momento, já recolheu o apoio de 460 empresas europeias. É necessário, no entanto, mais que o apoio das empresas; é preciso o apoio do cidadão.

Sendo português e europeu, isto toca-me particularmente. Tal como deve tocar a vocês. Se for permitido o patenteamento de software na Europa, a inovação nas tecnologias de informação vai sair prejudicada e isso irá refletir-se em diversas áreas da sociedade. É necessário lutar e, para isso, basta apenas que contactem os vossos representantes europeus. O vosso contributo é tão simples e rápido como ir a esta link.