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KDESC: fraco no Ubuntu, bom no Fedora

Eu sou um fã assumido do polémico interface do Ubuntu, o Unity. Acho-o bastante funcional e simples de utilizar, com a grande vantagem de poder aceder a quase todas as funcionalidades dele através do teclado. Também, visualmente é muito agradável.

Esta é uma combinação boa para muitos utilizadores, com mais ou menos experiência. Aqui, acho que a Canonical fez um bom trabalho.

Claro que ele também tem os seus defeitos. O lado negativo da simplificação feita pela Canonical e a comunidade é a falta de personalização. Há ferramentas, como o MyUnity, que ajudam a configurar algumas opções; ainda assim fica a milhas da possibilidade de configuração do KDESC. É por isto que, enquanto usava Ubuntu, tinha os dois ambientes gráficos instalados.

Na escolha entre Unity e KDESC, em Ubuntu, normalmente ganhava o primeiro. O motivo não tinha nada a ver, no entanto, com maior ou menor facilidade de utilização, mas com a fraca performance do KDESC. Por algum motivo que me ultrapassa, o Unity (que está longe de ser um peso pluma) portava-se bastante melhor. Até o Gnome Shell conseguia ser superior.

Entretanto, mudei para Fedora. Acabei por instalar o KDESC, e que diferença! A performance e estabilidade deste ambiente gráfico na versão 18 da distribuição são tão boas que é muito raro usar outro. Fazendo uma analogia com automóveis, usar KDESC em Ubuntu é como andar com um carro lento que gasta demais, tem a direção um pouco desalinhada e mais alguns defeitos; em Fedora, é como ter um carro afinado.

Bem, esta é a minha opinião acerca do KDESC em Ubuntu. A vossa experiência foi diferente?

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Acordeão virtual

Artem Polikarpov é o autor de um projeto que mistura o webdesign (HTML e Javascript) com a habilidade para tocar acordeão, e que permite a qualquer pessoa com um browser moderno tocar este instrumento como se fosse Pietro Frosini, bastando apenas redimensionar a janela do browser.

Eu testei no meu computador, mas como hardware já não é o mais recente a performance ficou um pouco aquém das expetativas.

O projeto em si também ficou um pouco aquém das minhas expetativas. Só é possível tocar o acordeão virtual se dimensionarmos a janela do browser e não existem teclas de atalho que permitam tocar os botões do instrumento. Ainda assim, é um bom time waster.

Curiosos? A página está disponível aqui. Experimentem e digam como correu.

opinião, política

Com chavões se enganam os tolos

Não era para abordar aqui a escolha do Governo para embaixador do “Impulso Jovem”, até ter lido um post do Pedro Couto e Santos, com o qual concordo. Deixo aqui parte do texto:

[…]

Trabalhar é uma merda. Trabalhar é cansativo e aborrecido. Fazer a mesma coisa 200 vezes até sair bem é imbecil e sinal de falta de organização e de conhecimento da área em que se está a trabalhar.

Nós devemos é maravilhar-nos. Devemos ou trabalhar o mínimo indispensável para ficarmos com rendimento e tempo livre para irmos viver o resto da nossa vida ou arranjarmos um trabalho que nos dê prazer fazer e se confunda ou complemente com naturalidade essa vida.

Devemos ir para o trabalho para fazer coisas para nós e para as pessoas para quem trabalhamos, sejam clientes ou colegas ou mesmo para o patrão. E não para fazer horas, para queimar tempo, para podermos dizer que estivemos 22 horas no escritório todos os dias desta semana.

E o que produzimos? Não interessa? Não só interessa… é o que interessa.

Mas não me espanta que o Governo tenha ido buscar o macaquinho cujo sotaque parece fazer parte da actuação: este é o Governo que acha que é eliminando feriados e dias de férias que se produz mais, num país onde as pessoas passam mais horas no trabalho do que no resto da Europa e no entanto produzem menos do que a média.

[…]

O texto completo está no blog do Pedro.