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As minhas 3 alternativas ao (praticamente) defunto Google Reader

O Google Reader vai encerrar já amanhã. Gatinhos vão morrer. Mas, bem… Já há várias alternativas e ainda mais informação sobre elas na Web. São poucos os blogs mais ligados à tecnologia que ainda não abordaram o assunto e não publicaram até agora uma lista de alternativas. Este era uma exceção, até agora…

De tudo o que vi e experimentei até agora, recomendo o Tiny Tiny RSS. Os seus maiores argumentos são ser software livre e self-hosted, o que significa que eu só necessito de algum computador para o alojar e aceder a ele. Também, à semelhança do Google Reader, existem aplicações para Android e é suportado por alguns leitores de feeds para desktop.

Outro de que gostei, acima de tudo pelo interface, foi o g2reader.com. O aspeto é semelhante ao do Google Reader, e até as teclas de atalho são suportadas, mas é mais bem cuidado e agradável. Só é pena que não tenha aplicação para Android, mas parece que poderão disponibilizar uma dentro de algum tempo.

Por último, o FeedHQ. É software livre, tal como o Tiny Tiny RSS, mas tem a possibilidade de ser alojada pelos utilizadores ou de ser criada conta no site do projeto. O foco de desenvolvimento desta aplicação é o conteúdo das subscrições. É ótimo ler as feeds com este leitor; a legibilidade é muito boa. Tenho mesmo pena de não o conseguir pôr a funcionar com o meu hosting provider, a Webtuga. Talvez o meu plano não inclua suporte para Python, a linguagem de programação em que o FeedHQ é desenvolvido. Confesso que ainda não confirmei.

Existem muitas mais alternativas. O Digg já lançou o seu próprio leitor de feeds, existe o The Old Reader para quem gostava mais do Google Reader antes da última mudança que sofreu, o Feedly para os que preferem um layout mais ao jeito de uma revista online, etc.

Escolham o substituto do Google Reader que preferirem. Só vos alerto para as opções que vocês próprios podem alojar e são software livre. Elas são preferíveis, porque assim evitam que vos aconteça novamente o que vos levou a mudar o leitor de feeds da Google.

divagações, geekices, software livre

O vosso sistema operativo proprietário anda a expiar-vos

Se ainda acham que devem utilizar software proprietário, leiam o seguinte artigo da Bloomberg: “U.S. Agencies Said to Swap Data With Thousands of Firms“. Aparentemente, a Microsoft, um parceiro de que o nosso governo tanto gosta, cede informações sobre as falhas de segurança dos seus produtos às agências governamentais norte-americanas antes de as corrigir, para que eles as possam explorar. Mas não é a única empresa a fazê-lo. Isto é de loucos!

Microsoft Corp. (MSFT), the world’s largest software company, provides intelligence agencies with information about bugs in its popular software before it publicly releases a fix, according to two people familiar with the process. That information can be used to protect government computers and to access the computers of terrorists or military foes.

Redmond, Washington-based Microsoft (MSFT) and other software or Internet security companies have been aware that this type of early alert allowed the U.S. to exploit vulnerabilities in software sold to foreign governments, according to two U.S. officials. Microsoft doesn’t ask and can’t be told how the government uses such tip-offs, said the officials, who asked not to be identified because the matter is confidential.

Que isto sirva de alerta para quem utiliza tecnologias proprietárias, seja um indivíduo ou um governo. Proprietário não só não é sinónimo de segurança, como pode ser precisamente o contrário, uma enorme falta dela.

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As recriações bizarras de Jaimie Warren

Jaimie Warren é uma imitadora. Tudo o que vê, seja uma imagem no Tumblr, uma cena do antigo Egito ou um quadro famoso, recria através da fotografia. Pelos padrões atuais de uma sociedade obcecada com os direitos de autor, é um possível próximo alvo para associações como MPAA e a MAPiNET. Mas Jaimie não é uma imitadora qualquer: ela recria de uma forma que tem tanto de bizarra como de cativante.

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Bryan Lewis Saunders: 50 retratos, 50 drogas

Há pouco mais de 18 anos, no dia 30 de Março de 1995, o artista norte-americano Bryan Lewis Saunders decidiu pintar um auto-retrato seu, todos os dias, até ao fim da sua vida. Cinco anos depois, em 2000, Bryan mudou-se para um prédio de 11 andares para filmar um documentário sobre os seus inquilinos, veteranos e desempregados conhecidos pelo comportamento desagradável e sanidade mental questionável. Certo dia, o artista recebeu a visita de um vizinho que lhe mostrou um enorme livro sobre comprimidos, e disse que poderia encontrar qualquer um dos comprimidos no edifício. Isto inspirou o artista a experimentar uma droga diferente por dia e pintar um auto-retrato sob a influência, numa tentativa de ter a perceção de si próprio alterada.

Esta ideia tornou-se na série mais conhecida do artista, tendo inclusive sido exibida na galeria Maison Rouge, em Paris. São 50 auto-retratos, selecionados entre mais de 8700, cada um deles pintado sob a influência de uma droga diferente.

No que a drogas diz respeito, as escolhas foram desde as opções legais, como Valium, às ilegais, como o LSD e a cocaína. Maioritariamente, a escolha incidiu sob as legais; não por opção do artista, mas porque ele apenas tomou drogas oferecidas e foram maioritariamente estas.

Cada um dos trabalhos é diferente, variando entre os tons monótonos e carregados, a cores vibrantes, consoante a droga que estava a alterar o funcionamento do cérebro de Bryan durante a criação. É interessante observar não apenas as diferenças nos estilos, mas também para ter algo tangível e externo que representa as mudanças que ocorrem com pequenos ajustes à química do cérebro de cada um.