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Fedora 19 – Como configurar o Samba para funcionar corretamente

A versão 18 do Fedora foi talvez a melhor que já experimentei. Não me recordo de nada que me tivesse dado dores de cabeça. A 19, por seu lado, hoje deu-me uma. Vou publicar aqui este post para que, quem tiver os mesmo problema, possa encontrar possíveis soluções.

No Fedora 18, a versão do Samba que usava era a 3, tal como já tinha usado no Ubuntu e em Debian. Sempre funcionou bem e não deu chatices, até que sou forçado a usar Samba 4 com o upgrade para o Fedora 19. Desde esse momento que não consigo aceder à máquina e respetivas partilhas na rede, como normalmente fazia.

Após algumas horas a insistir, descobri que o meu ficheiro /etc/hosts não tinha o IP da máquina na rede e não o associava ao Hostname. Só após inserir manualmente a linha “192.168.1.11 fringe” é que consegui aceder às partilhas do meu PC na rede local.

Mas esta não foi a única chatice. Na versão 3 do Samba, para poder ativar as partilhas sem autenticação, bastava editar o ficheiro “/etc/samba/smb.conf” (ou usar um interface gráfico para o configurar) e alterar a entrada “security = user” para “security = share”. Como o Samba 4 já não suporta este método, tive que adicionar a entrada “map to guest = Bad User” na zona correspondente a “Standalone Server Options”. Para além disto, ainda removi o comentário da linha com o conteúdo “max protocol = SMB2”.

Algo que já deveria vir corretamente configurado, não vem. Isto é grave, porque o Samba é bastante usado para partilhar ficheiros numa rede – com ou sem máquinas a correr Windows.

Não sei se isto também acontece com uma instalação nova porque fiz upgrade direto, nem tentei instalar tudo novamente para ver se também se repete porque tenho demasiadas configurações para replicar e não ando com propriamente paciência para isso.

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Linux Deepin – um falhanço para novatos devido ao IPV6

O Linux Deepin é uma distribuição de origem chinesa, baseada em Ubuntu, conhecida por ser simples e funcional para os novatos. Realmente cumpre, no que a ambiente gráfico diz respeito. No entanto falha em algo muito importante.

O meu irmão teve a infeliz ideia de instalar esta distribuição no computador do meu pai. Durante o processo, ele não definiu o idioma como português – diz ele que essa opção não apareceu. Quando acabou de instalar, estava tudo em inglês. Escusado será dizer que o meu pai percebe tanto de inglês como de chinês simplificado: nada.

Para resolver isto, tentei (porque a esta altura o meu irmão já estava sentado no sofá, como se não fosse nada com ele) instalar os pacotes com os idiomas e foi aqui que a coisa começou a correr mal. A velocidade máxima com que o APT se ligava aos repositórios não chegava a 2KB/s. É a mais pura das verdades. E isto era quando ele se conseguia ligar, porque na maioria das vezes dava erro por timeout. O mesmo se passava com o acesso ao site da distribuição.

A minha solução foi desativar o IPV6, adicionando o seguinte conteúdo no ficheiro “/etc/sysctl.conf”:

net.ipv6.conf.all.disable_ipv6 = 1
net.ipv6.conf.default.disable_ipv6 = 1
net.ipv6.conf.lo.disable_ipv6 = 1

Depois de fazer isto, corri o comando “sysctl -p” para ele assumir os novos valores.

Seguindo estes passos funcionava tudo bem durante alguns minutos, até eventualmente voltar ao mesmo. Tinha que reiniciar e voltar a correr o comando “sysctl -p”, ou apenas correr novamente o comando sem reiniciar, para ele estabilizar durante alguns momentos e voltar ao mesmo em pouco tempo. Escusado será dizer que a esta altura já me estava a passar com tamanha falha.

Talvez por já estar no limite da minha paciência, decidi adicionar os módulos “ipv6” e “net-pf-10” ao ficheiro “/etc/modprobe.d/blacklist.conf”. Reiniciei só mesmo por via das dúvidas e, do nada, estava tudo a funcionar bem. Quer dizer, tudo menos a minha paciência, que já estava completamente esgotada. Agora, vou só ali recarregá-la e já volto.

Raios da distribuição, mais este bug estúpido.

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Mirror City timelapse

Este vídeo (link) foi criado e editado por Michael Shainblum. O autor percorreu as cidades norte-americanas de Chicago, San Francisco, San Diego, Las Vegas e Los Angeles para gravar os clips utilizados, recorrendo à técnica de “time lapse”, e posteriormente espelhou as imagens com efeitos de caleidoscópio.

A intenção do autor, de acordo com o próprio, foi emular as paisagens urbanas de uma forma nunca vista e ao mesmo tempo criar uma estimulação visual; uma experiência única no olhar a cidade.

via Boing Boing

divagações

Estou a ultrapassar a hidrofobia

Desde criança que sofro de hidrofobia. Tudo começou quando, com poucos anos de idade (talvez 3, se tanto), tentei subir as rochas junto à água e acabei por cair. A experiência fez-me ter receio de entrar no mar, mas continuei a tentar nadar e a mandar uns pequenos mergulhos, ainda que sem grande jeito.

Alguns aos mais tarde, numa tarde de Verão perfeitamente normal, fui com os meus pais a uma praia fluvial perto de casa. Como sempre, fui à água, só que o meu jeito para nadar era pouco. Bem, nem se pode chamar nadar: eu flutuava e chapinhava dentro de água.

Por motivos que ainda hoje me ultrapassam, nesse dia o meu pai decidiu ensinar-me a nadar, submergindo a minha cabeça na água durante largos segundos, processo que repetiu durante algum tempo. A experiência foi tão má para mim que durante mais de 15 anos não voltei a entrar no mar. Até o simples bater da água nos pés me fazia sentir desorientado.

O ano passado, no entanto, fui à praia com uns amigos e acabei por entrar um pouco na água. Nesse Verão consegui estar no mar com água até à cintura, depois de tantos anos sem o fazer. Foi um feito para mim!

O meu record pessoal do ano passado foi batido este ano. Ontem, fui à praia e não só estive com água até ao pescoço, como ainda me soube bem estar no mar. Tive algum apoio, a verdade é essa, mas em dois anos fiz algo que não fazia – nem conseguia – há quase 2 décadas.

O meu próximo passo vai ser conseguir estar no mar sem sentir o coração muito acelerado e, depois disso, talvez aprender a nadar.

dicas, geekices

Como melhorar a performance do Firefox – parte II

No primeiro post desta série, há 5 meses e 10 dias atrás (pouco tempo, portanto…), deixei algumas dicas para melhorar a performance do Firefox através da diminuição da informação guardada no histórico do browser. Hoje, vou explicar-vos como podem melhorá-la ainda mais.

Há já algum tempo que o Firefox vem com o “Hardware Acceleration” ativo. Esta funcionalidade permite melhorar a performance da aplicação ao utilizar o GPU para processamento de dados. O impacto é positivo nalguns casos, mas o oposto noutros.

Se se enquadram na segunda situação, experimentem desativar esta funcionalidade. Basta aceder às opções do Firefox, clicar no ícone “Avançado” (localizado no canto superior direito da janela de configuração do Firefox), escolher o separador “Geral” e encontram a opção que devem desativar a meio da janela (+/-).

Caso sintam alguma dificuldade em fazer isto, a imagem abaixo dá-vos uma ajuda.

firefox hardware acceleration option

Esta não deverá ser a última publicação sobre dicas para melhorar a performance do Firefox. A próxima, espero, será publicada num menor curto espaço de tempo.

via Paulo Trindade @ G+ e Tweaking with Vishal

curiosidades

Factos sobre a barba

O webcomic The Dog House Diaries fez uma recolha de alguns factos interessantes sobre a barba, como podem ver na imagem.

Concordo especialmente com a parte de quadruplicar o estilo e da imunidade ao sarcasmo, porque homem que é homem tem sempre barba e não pode ser gozado por ser másculo. Já a parte de ser repelente de ursos é que me causa alguma desconfiança, mas vou preferir acreditar a testar a veracidade da afirmação, até porque o Chuck Norris usa barba.

Uma vez que estou a trazer a barba à conversa, aproveito para vos deixar a conhecer a irmandade online da barba, o site The Beardly. Esta comunidade também tem uma loja online, com merchandising bastante “interessante” para os/as amantes dos pelos faciais masculinos.

ps: eu por acaso mencionei que o Chuck Norris usa barba?