divagações, geekices

Uma pequena “observação” sobre os separadores do Gmail

Há algum (pouco) tempo atrás, a Google decidiu integrar separadores no Gmail, fazendo a separação da correspondência eletrónica em cinco categorias que não são passíveis de configuração (até ao momento de escrita deste post). A intenção foi separar os emails por diferentes tipos e ajudar o utilizador a focar-se nos conteúdos mais importantes. Mas de boas intenções está o inferno cheio.

Quer o interface web, quer a aplicação para Android (não faço ideia se isto também foi introduzido para iOS), receberam esta alteração. No primeiro, gostei da alteração e confesso que me ajudou a gerir melhor os emails que entram. Como utilizo o método “Inbox Zero, do Merlin Mann, foi muito fácil adaptar-me. No sistema operativo móvel desenvolvido pela Google, com a aplicação oficial, tem sido o caos completo. Qualquer email que mova, de um destes separadores, para a pasta onde coloco os que já li e à partida não necessito de voltar a ver, fica sempre também no separador de origem. Constato isto de todas as vezes que acedo ao webmail.

Se a opção de mover do Gmail Android realmente funcionasse, era ouro sobre azul. De facto encaixa-se muito bem na gestão que faço do email e facilitou-me ainda mais a vida. O problema é que, por mais atualizações que a aplicação receba, continua a não ser resolvido e quase que me está a fazer mudar de aplicação. A intenção, que até era boa, está a ter o efeito contrário devido a isto.

Já estou a ficar um bocado farto… Estejam à vontade para deixar as vossas sugestões de aplicações para utilizar o Gmail, nos comentários. Se forem de código aberto, melhor ainda. 🙂

curiosidades

Angry brands

O designer russo Yakushev Grigory criou este Angry Brands, um projeto em que funde os logótipos de várias marcas conhecidas com os pássaros do jogo Angry Birds. De acordo com a informação colocada pelo autor no site Behance.net:

In the future, on the Earth far, far away…
It is a period of brands war… Most of them have been forgotten. The only noticeble brand-weapon that they could use – birds…

Algumas das marcas que serviram de inspiração são: Nike, Pepsi e Twitter.

via Laughing Squid

divagações

Um beijo e uma polémica bacoca

Acabei de saber agora mesmo, através do blog da Maria João Nogueira, que duas atletas russas estão a causar polémica por terem dado um beijo na boca uma à outra na cerimónia de entrega das medalhas nos mundiais de atletismo. E isto, esta polémica bacoca (mais uma) de quem não tem mais nada para fazer a não ser meter-se na vida dos outros, nem é o pior.

Os media portugueses há algum tempo que sofrem do mal de replicar aquilo que vêm nos media internacionais. Pelo meio, esquecem-se de confirmar (total ou parcialmente) os factos, ou então distorcem as coisas talvez para tentarem vender mais umas cópias. Foi o que parece ter feito o Jornal de Notícias, como aponta a Maria João:

Há mesmo quem faça notícias dizendo “Beijo lésbico de atletas russas acende polémica“. Ora isto é uma de duas coisas. Ignorância ou sensacionalismo manipulador.

Toda a gente sabe (ou devia saber) que o beijo na boca é uma saudação banal, na Rússia, sem qualquer contexto homossexual.

E toda a gente devia saber, porque há inúmeros exemplos (uns mais icónicos do que outros) disso mesmo. São habituais e frequentes, as imagens de atletas, políticos, etc., Russos, a beijar-se na boca por dá cá aquela palha.

Esta mania de fazer eco do que os outros escrevem, sem também confirmarem a informação, é um dos motivos que me levou a afastar bastante de jornais e noticiários. Os únicos blocos informativos que vejo são o Jornal 2 e a Euronews; no que toca a jornais, muito ocasionalmente visito o site d’O Público. A informação que consumo vem quase todas das redes sociais e de alguns media internacionais que eu sigo nestes sites.

Isto não me protege de informação errada. Como estou sempre sujeito a ela, prefiro tê-a mais rapidamente do que esperar que algum jornal português a apanhe e replique quase ipsis verbis. Ao fazerem isto, e mais umas quantas coisas, não é de admirar que cada vez tenham menos leitores e caminhem para a morte. No entanto continuam a culpar a internet… Enfim.