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A vantagem dos “delta updates”

Como eu já tinha mencionado num post anterior, instalei o Fedora 20 – ainda em Alpha -, substituindo o Elementary OS Luna. Não o fiz por desagrado com a distribuição, que por acaso gostei muito de utilizar (é “leve”, simples de utilizar e bastante agradável a nível estético), mas por curiosidade em experimentar o Gnome 3.10 e as Client Side Decorations (CSD).

Mas o Fedora tem outra coisa de que gosto bastante e da qual tinha saudades, porque as distribuições baseadas em Debian e/ou Ubuntu normalmente não o têm. Refiro-me aos delta updates, que não são mais que atualizações onde apenas é descarregado aquilo que é diferente em relação ao que está instalado.

Simplificando, as atualizações que são instaladas no Ubuntu não são mais que o software completo, com as alterações que foram feitas, ou a nova versão. Se a aplicação a ser atualizada tiver mais ou menos 40 megas, a atualização também vai ter mais ou menos esse tamanho. No Fedora isso não é bem assim; em vez de se descarregar a nova versão completa do software, o gestor de pacotes descarrega apenas as alterações e aplica-as. O tempo de espera é muito menor porque o tamanho dos ficheiros descarregados é sempre bastante inferior (com as devidas exceções, que normalmente acontecem com os repositórios não oficiais).

Este tipo de atualizações é muito útil para quem, como eu, tem um acesso lento à internet (por culpa de um claro e gritante desmazelo, e nenhuma manutenção minimamente decente do cobre que serve a minha área de residência). Em vez de ter que esperar 15 minutos ou mais, porque a ligação não passa 1Mb de download, espero quase sempre 5 minutos, no máximo.

A última atualização que fiz é exemplo disso:

Total download size: 23 M
Is this ok [y/d/N]: y
Downloading packages:
No Presto metadata available for rpmfusion-nonfree-rawhide
updates-testing/20/i386/prestodelta | 1.1 MB 00:27
Delta RPMs reduced 7.6 M of updates to 822 k (89% saved)

Repararam na última linha? Dos 23MB de atualizações, 7.6MB passaram a 822KB. É uma diferença enorme! O tempo de download acabou por ser de 4 minutos e 17 segundos, num total de 16MB descarregados, mas podia ter sido bastante superior caso não tivesse os delta updates.

Não quero começar mais uma flamewar entre defensores do formato DEB e defensores do formato RPM. Cada um tem as suas vantagens, e aliás o próprio Debian tem algo semelhante, o projeto debdelta. Pode ser útil se utilizarem o sistema operativo universal.

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8 clientes Twitter para Android

O site Android Authority apresentou uma lista das 8 melhores aplicações Android para o Twitter e, concordância (ou falta dela) à parte, é um bom ponto de partida para encontrarem a boa app.

Só tenho pena que não esteja mencionado qualquer aplicação de código aberto. O mustard é um exemplo, mas esta há algum tempo que tem tido desenvolvimento lento. Há outras também, que poderão pesquisar no site do F-Droid.

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Snake Venom, uma cerveja com 67,5% de volume de álcool

Quem não tem saudades do Verão e das cervejas na esplanada? A estação já pode ter acabado, mas a cervejaria escocesa Brewmeister lançou uma cerveja que também poderá ser ótima para esta altura do ano.

Apelidada de Snake Venom, esta cerveja com 67,5% de volume de álcool, poderá ser ótima para aquecer nestes dias de mais frio.

Se foram surpreendidos pelo o volume de álcool, muito atípico para uma bebida deste tipo, não vão ter uma experiência diferente com o preço. Cada garrafa custa umas simpáticas 50 libras (mais ou menos €58.52), mais portes de envio.

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As primeiras horas com Fedora 20 (ainda em Alpha)

Aviso à navegação: instalei o Fedora 20 há menos de 24 horas, como tal o que aqui escrever hoje poderá já não se aplicar amanhã. A distribuição está em fase Alpha e as atualizações são em muito maior número, para tentar corrigir todos os erros a tempo e evitar que esta seja mais uma versão com atrasos no lançamento (não pude deixar escapar esta).

Desde que tive uma chatice com o Fedora 19 e os drivers binários da NVidia disponibilizados pelo repositório RPMFusion, que estive a usar o Elementary OS Luna e tenho que admitir que foi uma experiência positiva. O interface, baseado no Gnome Shell, é muito bom e agradável de utilizar. Tem também a vantagem de ser mais um pouco mais leve, o que é bom porque o meu computador fixo já anda a necessitar de um upgrade ao processador single core que tem.

O facto do Elementary OS Luna ser baseado no Ubuntu 12.04 foi um dos factores principais na escolha. Esta versão é a atual LTS (Long Term Support) da Canonical, o que significa que à partida é mais fiável e estável. Isto não é necessariamente verdade, mas a intenção destas LTS é serem usadas em ambientes de produção porque são mais testadas. Isto é anunciado pela própria Canonical na Wiki do Ubuntu.

Apesar de ter gostado da distribuição, há algum tempo que ando curioso para testar o Gnome 3.10 devido às CSDs (Client Side Decorations), que permitem que uma aplicação faça a gestão do botão de fechar (mas mais compacto e integrado como um botão normal da própria aplicação), tarefa normalmente atribuída ao gestor de janelas. Graças a isto ganha-se mais alguns pixeis para mostrar informação, mas também torna a barra que é mostrada completamente personalizável. Foi por isso e pelo facto desta versão marcar o 10 aniversário do projeto que, entre Ubuntu 13.10 e Fedora 20, optei por instalar o segundo. Esta versão ainda está em Alpha mas, de acordo com o que li online, a estabilidade é considerável para arriscar a utilização.

Onde achei o impacto positivo desta funcionalidade mais visível foi no Files (o antigo Nautilus, o gestor de ficheiros do Gnome). Com a utilização das CSDs, a aplicação tem mais espaço para mostrar as funcionalidades de navegação de pastas e respetivas operações; o conteúdo. Isto é um pouco difícil de explicar, mas a imagem abaixo vai ajudar a perceber.

Gnome Files

Passadas 6 horas após a instalação, posso dizer que estou a gostar. Existe um ou outro bugs, ou não estivesse ainda em franco desenvolvimento e considerada instável, mas parece-me uma versão muito promissora.

Caso tencionem instalar o Fedora 20, recomendo que leiam primeiro a página de erros comuns, para saberem com que erros contar e o que podem fazer para os evitar. As notas de lançamento são um ótimo local para confirmarem quais as novidades esperadas.

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Routers D-Link com backdoor inserido pelo próprio fabricante

As “portas das traseiras” inseridas pelos fabricantes já são conhecidas há algum tempo, e começaram a ter mais destaque quando o escândalo da NSA (National Security Agency) rebentou nos media. Graças ao antigo analista desta agência de espionagem norte-americana, ficámos a saber que as nossas comunicações no Facebook, Gmail, etc, são guardadas e analisadas pela agência, e que nem as comunicações seguras escapam.

Como se isso não fosse grave o suficiente, descobriu-se que a D-Link, uma conhecida fabricante de routers, inseriu um backdoor no firmware de alguns equipamentos que permite o acesso à página de configuração sem necessidade de qualquer login. Para isso, basta apenas mudar o user-agent do browser para xmlset_roodkcableoj28840ybtide. É assim tão simples!

A versão do firmware com esta funcionalidade é a 1.13 e afeta os modelos DIR-100, DI-524, DI-524UP, DI-604S, DI-604UP, DI-604+ e TM-G5240. Se por acaso possuírem um, o ideal é fazerem o downgrade. Até ao momento, não consegui saber de algo semelhante na versão anterior do software que permita fazer o mesmo que esta.

O Carlos Martins, no Aberto até de Madrugada, escreve muito bem o porquê deste tipo de backdoors terem um risco maior que o normal para os utilizadores:

Este é o tipo de erros e vulnerabilidades que mais me assusta. Um router/modem é o equipamento que serve de porteiro entre a nossa rede doméstica e a “selvagem” internet que está lá fora. Uma vulnerabilidade num PC muitas vezes torna-se de risco insignificante considerando que os atacantes não conseguem chegar até ele por estar precisamente “atrás” de um router que nos isola da internet. Mas quando se trata de uma vulnerabilidade num equipamento que passa toda a sua vida exposto a “todo o mundo”… é certo e garantido que toda e qualquer vulnerabilidade irá ser utilizada.

Esperemos que, depois deste barraco, a D-Link lance nova versão sem falhas de segurança deste género.

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Como promover um filme e matar de susto o público alvo

Os produtores do filme Carrie, um remake de um filme de terror de 1976 com o mesmo nome, tiveram uma ideia fantástica para a promoção do filme. O local escolhido foi o ‘Snice Coffee Shop, em Nova Iorque, onde vários clientes viram uma jovem a levantar um homem com os seus “poderes telequinéticos” e a causar mais alguns desacatos. A reação das pessoas, cheias de medo, foi impagável!

O filme estreia a 18 de Outubro do corrente ano.