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Balanço: Uma semana de Android Kit Kat

Já tenho a versão 11 da rom Cyanogenmod, baseada no Android Kit Kat 4.4.2, há pouco mais de uma semana e este é o meu balanço.

Os problemas

O melhor deve ficar para o fim, por isso começo com as chatices que tive.

Desde o primeiro dia que tenho tido alguns problemas. Um deles foi o Google Plus não funcionar quando estava ligado através do 3G. A primeira coisa que fiz foi limpar a Dalvik e a Cache. Só que isto não resolveu. Entretanto decidi instalar novamente as Google Apps e fazer o processo “wipe dalvik” e “wipe cache”, mas só lá para a décima tentativa é que finalmente ficou resolvido. Entretanto já passaram mais de 12 horas e ainda não tive qualquer regressão.

Outra chatice que tive foi o erro de sincronismo do email que tenho nas Google Apps For Your Domain. Aqui, o problema parece ter sido ter feito a configuração da conta mas não ter permitido a sincronização durante o assistente de instalação. Removi a conta, voltei a adicioná-la, mas desta vez deixei o assistente sincronizar. Ficou a funcionar perfeitamente depois disto.

Como o meu Galaxy S já começa a acusar o peso da idade, uns dias depois de ter instalado a rom resolvi fazer novamente overclocking. Instalei o kernel Semaphore e a respetiva aplicação, e coloquei o processador a 1.2GHz. Enquanto na versão 10.2 funcionava bem, agora faz reboot ao telemóvel de 5 em 5 minutos. O valor mais alto com que consegui estabilidade foi 1.1GHz. Apesar de ser apenas um aumento de 100MHz na velocidade do processador, a fluidez – que já é boa de origem – melhora um pouco.

A parte boa

A grande vantagem do upgrade foi a melhoria da performance. O Kit Kat parece-me mais fluido em equipamentos mais fracos (como agora é o meu) e tem algumas alterações estéticas que são muito do meu agrado.

Uma delas é no Dialer (a aplicação para fazer chamadas). O aspeto mais “flat” e mais parecido com o Google Plus torna a experiência de utilização mais simples para mim.

Conclusão

Tirando os bugs com que me deparei, mencionados acima, a experiência tem sido positiva. Nota-se que esta versão ainda é um pouco verde, mas as nightlies que têm sido lançadas parecem bastante estáveis para uma utilização diária.

Se estão mais à vontade com estas coisas e ainda não fizeram o upgrade, recomendo que o façam quando sair o primeiro “snapshot” da rom. Apesar de me ter focado em descrever mais os bugs, isso foi apenas para também deixar a solução que funcionou comigo caso se deparem com eles. O balanço é bastante positivo até ao momento.

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Boas festas

boas festas

As festas de Natal são das poucas memórias que tenho da minha infância. Sempre associei esta festividade à família; mas desde os meus 13/14 anos, mais ou menos, que deixei de ligar completamente à parte religiosa. Há mais de 16 anos que me desvinculei de qualquer religiosidade, crença ou algo semelhante (a não ser a fé de que sou o melhor blogger do mundo!).

A associação à família nada tem a ver com a “sagrada família” do cristianismo. Esta referência deverá ser entendida por: pais, irmão, tios, primos, etc.

Em criança, ficava fascinado com as luzes na árvore e com toda a “magia” que se cria para os pequenos. E, claro, adorava receber presentes. Melhor que isso, no entanto, era ter toda a família reunida para a festa e divertir-me sempre imenso. Passava o dia todo a brincar com o meu irmão e os nossos primos, e à noite, depois do jantar, abria os presentes. Não podia esperar pela meia-noite porque era frequente adormecer num sofá ou mesmo à mesa no máximo até às 23h.

A dada altura, devido ao falecimento de um familiar, que tinha na altura 20 e poucos anos de idade, o Natal passou a ficar mais restrito aos pais e irmão. Coisas da vida. Isso também acabou por torná-lo mais intimista e deixar-me ainda melhores memórias.

Isto faz com que o Natal seja uma altura do ano especial para mim, pela vertente familiar. Este ano vou passá-lo com quem me é mais próximo e espero que também tenham essa sorte. Boas festas.

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Atualizar o Samsung Galaxy S para Cyanogenmod 11 (Android Kit Kat)

Antes de começar com as instruções, quero esclarecer que elas presumem o seguinte:

  • Possuem um Samsung Galaxy S (GT-I9000);
  • Sabem o que estão fazer;
  • Não me vão reportar bugs. Existem alguns locais para o efeito;
  • O telemóvel já tem root feito;
  • Têm a versão 10.2, estável, da rom Cyanogenmod, com o kernel padrão (se possível, sem overclock);
  • Vão instalar uma nightly da versão 11 do projeto Cyanogenmod, que confirmaram anteriormente ser compatível com o upgrade direto no ClockWorkMod (CWM);
  • Têm a versão 6.0.4.5 do CWM instalada;
  • Descarregaram as GApps compatíveis com o Android Kit Kat.

Agora que ficou tudo esclarecido e descarregaram os ficheiros necessários (as links estão mesmo acima, no último e antepenúltimo pontos), devem fazer um backup. Para isso, têm que desligar o telemóvel e utilizar a combinação “Volume Up + Home + Power” para entrar dentro do ClockWorkMod. Depois, escolhem a opção “Backup and Restore”, e de seguida “backup to /storage/sdcard0” ou o equivalente que estiver configurado no vosso telemóvel.

A criação da cópia de segurança demora algum tempo. É recomendado que o façam com o telemóvel ligado a uma fonte de energia constante. A espera compensa, caso alguma coisa corra mal; basta só restaurar o backup e ficam com tudo como estava antes.

Depois disto, devem escolher (e confirmar) as opções “wipe data/ factory reset”, “wipe cache partition” e “advanced” > “wipe dalvik cache”. Este passo serve para limpar o sistema operativo e garantir que não há – esperemos – erros nas aplicações devido a configurações incompatíveis com as novas versões.

O passo seguinte é a instalação da rom. Escolham a opção “install zip” > “Choose Zip from Sd/Ext Sd”, naveguem até à pasta onde têm o ficheiro para atualização, selecionem-no e façam a confirmação.

Para instalar as GApps, o processo é bastante semelhante ao de cima, mas devem escolher o ficheiro com as aplicações da Google que descarregaram anteriormente.

Quando terminarem, recomendo que limpem novamente a cache do Dalvik, etc, só para ter a certeza de que a aplicação de chamadas funciona. Assim que instalei os ficheiros, reiniciei sem o fazer e poucos segundos após começar uma chamada, ficava sem qualquer áudio. Isto obrigou-me mesmo a ter que refazer a instalação do início. Recomendo, como tal, ter especial atenção a este passo.

O primeiro arranque, aviso desde já, pode ser um pouco mais demorado. Não se sobressaltem se isso acontecer.

Se por acaso tiverem algum problema com as aplicações depois de instalado o Cyanogenmod 11, restaurem o backup feito inicialmente e comecem de novo o processo de instalação. No entanto, depois de limparem a cache do Dalvik e assim, apaguem também a pasta “/system”. Mas atenção que ao fazerem isto ficam sem todas ou quase todas as aplicações que tiverem instaladas.

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Como os geeks celebram o Natal

Pablo Stanley, um cartoonista californiano, criou uma série de ilustrações que representam a visão dos geeks em relação ao Natal. A estes trabalhos chamou “How geeks celebrate Xmas”.

Esta ideia surgiu fruto da vida laboral do autor. Há alguns meses, Stanley passou a trabalhar com a empresa Koding; como tal, teve contacto direto com a “cultura geek/nerd”. A série de ilustrações é, portanto, um tributo a estes profissionais que vivem rodeados de cabos de rede, teclados, linhas de comando, etc.

Este post tem apenas uma ilustração. A série completa está disponível no site do autor, em stanleycolors.com

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Spigot, um leitor de feeds minimalista

Há algum tempo que procuro um software livre que me permita manter uma lista restrita de fontes de conteúdos e que seja funcional tanto no desktop como no telemóvel e/ou tablet. Assim uma espécie de News360, só que mais simples – quer na estética, quer na utilização.

Hoje acabei por descobrir uma plataforma ótima para o efeito. O projeto chama-se Spigot e é muito recente.

O facto de ter muito pouco tempo de vida faz com que faltem algumas funcionalidades. No momento em que escrevo este post, ainda não tem sequer suporte para paginação, mas o autor garante que a vai adicionar muito brevemente.

Apesar destas limitações, normais na fase inicial de desenvolvimento, o projeto promete. Deixou-me tão boa impressão que já contribui com um tema novo para ele e vou tentar também criar um ícone. O facto do autor ser acessível e ter respondido a todas as minhas sugestões de forma positiva também ajudou a ter esta opinião, admito. E isso é uma coisa boa: alguém disponibilizar algo e aceitar feedback dos utilizadores.

Coloquei uma demo online, para que possam testar a aplicação.