software livre

Lollypop, um doce de leitor

O projeto GNOME tem mantido o Rhythmbox como leitor de música padrão há vários anos, mas recentemente começaram a desenvolver o GNOME Music para substituir o anterior. Este novo leitor integra-se melhor com o gestor de desktop, mantendo o interface mais simples comum às novas aplicações GNOME.

A simplicidade do GNOME Music também faz com que fique aquém das funcionalidades do Rhythmbox, apesar de ganhar aos pontos no look e facilidade de utilização.

O Lollypop, desenvolvido por Cédric Bellegarde, oferece um equilíbrio entre estes dois leitores, juntando várias funcionalidades a um interface semelhante ao GNOME Music.

Este leitor integra-se com a Wikipedia e o Last.fm para mostrar a informação sobre o artista ou banda que estão a ouvir; descarrega a capa dos álbuns do Last.fm, Itunes e Spotify; suporta vários formatos; sincroniza a vossa colecção com dispositivos móveis através de MTP (ex.: smartphones Android); entre outras funcionalidades.

O melhor para mim, no entanto, é o suporte para rádios online, já que atualmente só ouço música através de streaming. As rádios podem ser adicionadas manualmente ou podem usar a integração com o TuneIn para as adicionar.

A aplicação pode ser compilada ou podem recorrer a um dos pacotes disponibilizados para vários sistemas operativos.

geekices

GhostBSD como guest em KVM

Já há algum tempo que me deixei do “distro hopping”, isto é, trocar de distribuição frequentemente. Hoje em dia, mantenho-as até me deparar com algum tipo de problema que me obrigue realmente a trocar o sistema operativo.

Foi uma situação destas que se passou recentemente com a instalação de Ubuntu que tinha no portátil, que de outra forma se teria mantido. A versão 15.04 começou a ter uma degradação de performance acentuada ao fim de alguns meses e a dar alguns erros (fiquei com o Apport, o daemon para reportar os erros aos devs do Ubuntu, pelos cabelos). Fartei-me e mudei para Debian Testing, com uma pequena passagem pelo Fedora 22, que não manti por não conseguir correr o Football Manager 2015 (via Steam).

Apesar de já não trocar de distribuição quase mensalmente, de vez em quando lá vou experimentando uma ou outra virtualizada no KVM. A última que testei foi a GhostBSD 10.1, que é baseada na FreeBSD 10.1.

A experiência não foi fácil. Sempre que iniciava a máquina virtual a arrancar pelo ISO da GhostBSD, com um disco virtual para instalar o sistema operativo, ocorria um Kernel Panic; se removesse o disco dos parâmetros do KVM, o ISO arrancava normalmente. Esta situação foi estranha, porque ainda há uma semana tinha instalado a OpenBSD no mesmo disco virtual e tinha tudo corrido dentro da normalidade.

Depois de pesquisar durante uns minutos, encontrei uma solução. O disco virtual deve ser passado com o parâmetro “-drive file=discovirtual,if=virtio”, em vez do “-hda discovirtual” que estava a usar. Fica um exemplo: kvm -cdrom GhostBSD10.1-RELEASE-20150912-mate-amd64.iso -drive file=disco,if=virtio -m 1024 -boot d

Deixo aqui esta informação para minha futura memória e para quem possa vir a necessitar dela. Boas virtualizações! 🙂

curiosidades

O vosso gato não gosta de vocês e talvez tente matar-vos

A última parte do título poderá ser exacerbada, mas nunca fiquem com muita certeza disso ou poderão acabar por ter uma surpresa pouco agradável. Não é que o vosso gato tenha alguma coisa contra vocês; a verdade é que ele está apenas preocupado em ter as suas necessidades satisfeitas, seja por vocês ou por outras pessoas quaisquer.

A conclusão deste comportamento do Felis silvestris catus vem de um grupo de investigadores da University of Lincoln, no Reino Unido. No estudo que realizaram, os investigadores dividiram os 20 gatos participantes em três situações distintas:

  • um local estranho na presença do dono;
  • um local estranho na presença de um estranho;
  • um local estranho e sem humano.

Em cada uma delas foi analisado o comportamento do animal, utilizando como parâmetros a procura de contacto feita pelo gato, o nível de comportamento passivo e sinais de stress que pudessem estar relacionados com a ausência do dono (quando aplicável).

De acordo com um dos investigadores, Daniel Mills, os resultados nas três situações analisadas foram bastante idênticos e não se mostrou que a ausência do dono pudesse causar ansiedade devido à separação. Mills acredita que, desde que as suas necessidades sejam satisfeitas, os gatos não se preocupam muito com quem estão.

“Although our cats were more vocal when the owner rather than the stranger left them with the other individual, we didn’t see any additional evidence to suggest that the bond between a cat and its owner is one of secure attachment[…]. This vocalisation might simply be a sign of frustration or learnt response, since no other signs of attachment were reliably seen. For dogs, their owners often represent a specific safe haven; however it is clear domestic cats are much more autonomous when it comes to coping with unusual situations.”

Este é um dos motivos que me faz preferir gatos a cães.

via National Post