Cenas, Geekices

A minha desilusão cada vez maior com as redes sociais

Há já algum tempo que tenho vindo a ficar desapontado com o estado atual das redes sociais que utilizo mais frequentemente: Facebook e Twitter. Em ambas há muita polarização de opiniões, uma presença forte e irritante do politicamente correto, partilha de informação falsa e/ou coisas que sem pés nem cabeça, e um massajar constante de egos entre utilizadores.

Se a tua reação foi “qual a novidade?”, eu confesso que ainda sou do tempo em que era possível ter uma discussão – daquelas em que debates ideias e não daquelas em que quase andas à porrada – com pessoas com opiniões diferentes, principalmente no Twitter. E dos encontros de utilizadores. Good ol’ days

Agora, abro qualquer uma delas e lá está alguém com uma posição mais extremada sobre o que quer que seja. Já não se discutem os assuntos, atacam-se as opiniões dos outros; parecem as conversas de café entre bêbedos, que acabam com todos à porrada.

E se não é isto, é um grupo de utilizadores a massajar os egos uns dos outros. Arranjem um quarto, caralho!

Talvez tenha sido eu quem mudou. Bem, não sou diferente de ninguém e, como tal, não sou imutável. Se calhar estou mais picuinhas com as coisas. Talvez tenha perdido a paciência para outras coisas. O que quer que seja, cada vez mais me sinto um peixe fora de água nas redes sociais.

O sentimento de desilusão tem vindo a crescer lentamente há alguns anos e, recentemente, acelerou bastante, ao ponto de me fazer pensar em apagar a minha conta no Twitter e no Facebook.

Esta ideia tem andado a correr em background na minha massa encefálica há alguns meses e ganhou força recentemente, depois de ler estes dois posts. Mas ainda não me decidi se apago ou não as contas.

Por um lado, (principalmente o Twitter) permite-me aceder a informação, estar a par das efemérides e contactar com algumas pessoas com quem não tenho contacto pessoalmente porque estão em localizações geográficas distantes da minha. Por outro, por cada conteúdo interessante (não necessariamente coisas com que concorde, porque bolhas só nos pés e essa doem como o raio), tenho que levar com outros tantos que não acho que tenham ponta por onde se pegue. Incluo nisto o massajar de egos, que é algo que cada vez me irrita mais.

Apesar de tudo, continuo a achar que há potencial para coisas boas nas redes sociais. Por isso é que esta é uma decisão fodida de tomar.


Cenas, Geekices

E o streaming o vento levou

Os serviços de streaming prometiam facilitar o acesso legal a conteúdos. Prometiam, pois claro, qual estereótipo de político. E como no estereótipo, as promessas foram levadas pelo primeiro vento que se levantou. Hoje, temos que ter n subscrições para podermos ver uma mão cheia de séries: Netflix, HBO, CBS, Youtube, Amazon

Entre estar a pagar a vários serviços para ver meia-dúzia de séries ou ir a um tracker de torrents, imaginem qual a opção que muita gente toma.

Já nem tomo em conta as limitações que os direitos de autor colocam. Por exemplo, um subscritor português da Netflix não vai ter acesso a vários conteúdos que só estão disponíveis para os subscritores norte-americanos.

Depois queixam-se…

imagem retirada daqui


Cenas

My “killer” #FM2019 tactic

In the last 5 months or so (I’m really bad with dates), I’ve been improving the first tactic I built for Football Manager 2019. This was done using the latest official game update at the time of writing.

Before this, I was using a tactic made by some user from fmscout.com. I can’t really recall which was but I had good results, yet would notice some instability in the performance every few games even against weaker adversaries. Playing with Benfica, I would be league champion but with one or two defeats, and a few ties. Of course, winning the Champions League would be a really hard thing to accomplish.

I wanted to change that and, at the same time, build my first FM2019 tactic. So I began building it, tweaking and tweaking after every game until I could find a tactic that would be good at attacking and defending, and would also act as a positional block in both stages of the game.

The secret to this was making the right and left defenders work as defensive midfielders when the team is attacking. This allows the central midfielders to focus more on attacking, while also allowing this defenders to enter the area from time to time to score some goals.

With this and some other specificities to this tactic, I get 20+ shots against 4 to 5 from the opposite team, even in away games. Of course, if you’re playing, let’s say, with Benfica against Barcelona in their own stadium, it will be a tough game but you’ll most likely win.

Keep in mind that this tactic doesn’t make miracles. You’ll most likely loose, even when playing at home, if your opponent is far better than you.

Download the tactic


Cenas, Geekices

Uma dose de likes e um garrote

Adoro adquirir conhecimento novo e, quando há algo que não percebo, dá-me gozo tentar perceber e aprender. Apesar disto, ainda hoje não consigo entender um fenómeno – paranormal, diria – que só tenho visto acontecer no Instagram. Aliás, entender até entendo, só não consigo ver uma ponta que seja de lógica nele; é que nem um bocadinho à Danoninho.

Qual a cena de partilharem fotos, seja de uma viagem ou de o raio que o parta, espaçadamente durante várias semanas ou meses no Instagram?

Um padrão que tenho notado nestas situações é o primeiro “batch” de imagem ser tipicamente o maior, seguido de mais fotos desse evento publicadas umas semanas ou meses mais tarde, com algumas até repetidas da publicação anterior. E isto pode continuar por semanas e meses… Em casos que classificaria de mais extremos, esta partilha pode durar várias semanas, com intervalos de poucos dias entre cada publicação.

A cena, parece-me, é um misto de gratificação instantânea, uma mania de querer criar uma aparência nas redes sociais que provavelmente não corresponde à realidade da pessoa e um vício.

Tirando a dopamina extra, não consigo encontrar lógica neste comportamento. Confesso até que, sempre que vejo alguém adotar este padrão, o meu cérebro crasha a tentar perceber a motivação da pessoa. Os likes são assim tão importantes?!

nota: imagem “gamada” daqui