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Como ativar o multi-processamento de janelas no Firefox

Electrolysis é uma nova funcionalidade do Firefox que torna um separador num processo independente dos restantes separadores abertos no browser. Isto é semelhante ao que o Chrome faz.

Apesar de já existir suporte para ela desde a versão 48 do Firefox, não vem ativa por padrão na maioria das instalações. É possível, no entanto, fazer essa ativação manualmente.

Antes de passarem à fase da ativação, convém que confirmem se precisam realmente de o fazer. Para isso, basta abrir um separador, escrever about:support na barra de endereço e carregar na tecla Enter.

Nessa página, a antepenúltima linha da primeira tabela vai ter o seguinte conteúdo: Multi-processamento de janelas. Se o valor que estiver à frente for 1/1, então está ativa; se for diferente, podem seguir para o próximo passo.

Para ativar o multi-processamento de janelas, façam o seguinte:

  • abram um novo separador e, na barra, de endereço, escrevam about:config e primam a tecla Enter;
  • aceitem o aviso;
  • na caixa de pesquisa localizada no topo dessa página, escrevam browser.tabs.remote.autostart e alterem esse valor para true (basta um duplo clique em cima do valor para o alterar);
  • na mesma caixa de pesquisa, escrevam agora extensions.e10sBlockedByAddons e alterem o valor para false;
  • reiniciem o Firefox.

Com isto, o Firefox vai passar a ser mais rápido a abrir e a carregar os sites. Alerto para o facto de poder haver extensões que deixem de funcionar corretamente. Aconteceu-me isso com a extensão para o Hootsuite, mas foi a única; as outras têm funcionado como seria de esperar.

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7 dicas para navegar online com privacidade

Se estão a ler este post, presumo que estejam interessados em ter pelo menos alguma privacidade nas vossas navegações online. Seja por que motivo for, querem poder visitar sites, usar aplicações, etc e tal, sem deixar as marcas das vossas pegadas digitais. Pois bem, se é realmente isso que querem, estão dispostos a fazer alguns sacrifícios necessários para o conseguirem?

Vá, não se assustem. Estes sacrifícios dificilmente o serão – pelo menos num sentido estrito. Foi só para causar impacto. Mas terão que fazer algumas mudanças, algo que poderão achar mais penoso que os sacrifícios. Nós estamos programados para não gostar de mudança; o sacrifício tem sempre uma conotação temporária, ao passo que a mudança é visto como uma alteração permanente àquilo que conhecemos e a que estamos habituados.

Estão dispostos a isso? Se a primeira coisa em que pensaram foi «não», paciência; se foi um «sim», espero que o que se segue vos seja útil.

O desmame

Uma das primeiras coisas a fazer é abdicar das ferramentas que normalmente usam. Sim, terão que dizer adeus ao Google, Microsoft, Apple, Adobe, Twitter, Facebook, WhatsApp, etc. A lista é muito grande, mas penso que este pequeno apanhado vos permite ter uma ideia das aplicações – online, mobile e desktop – que terão que deixar de usar caso pretendam navegar online com privacidade. Não quer isto dizer que nunca mais as poderão usar; apenas que terão que evitá-las sempre que quiserem aceder a algo sem deixar rastos (fáceis de identificar).

Eu sei que não é fácil abdicar – mesmo que temporariamente – do Gmail, da pesquisa do Google ou das selfies/duckfaces no Instagram e Facebook. Peço-vos no entanto que pensem no seguinte: como conseguem eles fornecer tantos serviços gratuitos? Seremos mesmo os utilizadores ou o produto? Se lerem os termos de utilização e políticas de privacidade destes serviços – e até das aplicações – verão que muitas vezes nos enquadramos mais na segunda categoria do que na primeira. Caso vos restem dúvidas, basta aceder a essa informação de um dos vossos serviços ou aplicações preferidos para confirmar se é realmente assim ou não. Nada melhor que confirmarem.

As soluções milagrosas são, tipo, merda

A Al Jazeera tem um artigo muito interessante (ao qual cheguei através do Miguel Caetano) sobre o crescente número de aplicações que promete ter a fórmula mágica para conciliar encriptação e facilidade de uso por parte de qualquer pessoa. Prometem que os vossos dados não serão lidos por quem quer que seja, para depois guardarem esses mesmos dados num “cofre” para o qual eles têm a “chave” [é uma analogia]. E há ainda a questão da localização geográfica dos servidores onde é guardada a informação, que muitas vezes é em países onde as autoridades podem pedir o acesso aos dados, obrigando as empresas a entregar as “chaves” do vosso “cofre”.

O artigo que menciono no parágrafo anterior dá alguns exemplos de aplicações que prometem boa encriptação e facilidade de utilização (WhatsApp, Signal, TextSecure), mas que não entregam o que prometem. São banha da cobra, com a maioria ainda a pecar mais por não serem de código aberto – o que também não é garantia, porque o Telegram, um software livre semelhante ao WhatsApp, não implementava criptografia forte e nem sequer tinha a opção de encriptação ativa por omissão.

Encriptação não é fácil, dizem os entendidos na matéria. Mais difícil ainda é torná-la simples para o comum dos utilizadores – aquele que vê uma merda qualquer a piscar num site e, sem hesitar, vai lá clicar, acabando com malware instalado no computador e a chatear o “gajo da informática” porque o computador está outra vez lento e, como sempre, não sabe porquê.

As ditas dicas, finalmente

Antes de deixar aqui algumas dicas, como tinha prometido, faço um alerta: estas sugestões não vos permitirão ter total garantida de privacidade online. Lembrem-se que todo o software tem bugs e, eventualmente, alguém vai descobrir um e poderá explorá-lo, havendo assim a possibilidade de aceder à vossa informação. O risco existirá sempre, mas antes um risco menor que um maior.

Dica #1

Troquem o vosso sistema operativo proprietário por um de código aberto (livre). Sim, deixem os vossos Windows, OS X e outras merdas do género, e passem a utilizar aqueles que disponibilizam o código-fonte publicamente. Isto é a diferença entre vocês controlarem o vosso computador ou alguém ditar o que fazem com ele. Deixo-vos com duas sugestões rápidas, o Ubuntu e o Mint, mas existem muitos outros sistemas operativos livres que poderão utilizar.

Dica #2

Substituam o Chrome, Internet Explorer, Safari, Opera ou qualquer outro browser proprietário que utilizem, por um de código aberto. O mais conhecido é o Firefox, mas também existe o Chromium (que não é mais que a base do Chrome), Midori, etc. Existem alternativas para todos os gostos e uma boa quantidade deles utiliza Webkit.

Dica #3

Adeus Google, Yahoo, Bing e companhia; olá Duck Duck Go e ixquick.

Dica #4

Alguma vez viram um filme de ficção científica rasco em que alguém se ligava a vários computadores espalhados pelo planeta para esconder a origem do seu acesso? O Tor, de uma forma muito simplista, funciona assim. Esta aplicação cria um canal de comunicação encriptado, que pode ter como saída qualquer local do planeta.

Lembram-se de eu ter dito que encriptação não é fácil? Configurar o Tor não é exceção. Mas não se preocupem, porque também não é nada de extraordinário de fazer e vale mesmo a pena. Se sabem ler (presumo que sim, já que estão a ler isto), então vão conseguir configurar a aplicação. O site oficial tem as instruções, caso necessitem de ajuda.

Dica #5

Encriptem a informação que considerarem mais sensível com software que implemente a norma OpenPGP. O GnuPG é uma dessas aplicações. Isto tanto funciona em, por exemplo, imagens que tenham no vosso computador, como em emails que enviem.

Dica #6

Substituam o http:// por https:// sempre que o site a que estão a aceder o suportar. O addon HTTPS Everywhere, desenvolvido pela Electronic Frontier Foundation e disponível para Firefox e Chromium/Chrome, é uma ajuda preciosa neste ponto porque ele automatiza essa gestão.

Dica #7

Confirmem por vocês tudo o que eu escrevi aqui. A dada altura, esta informação poderá ficar desatualizada, ou até pode não ser a mais correta. A verificação é importante.

Conclusão

As alterações de hábitos que aqui proponho podem causar alguma resistência. Tenham, no entanto, em conta que a maioria delas é de fácil implementação e de adaptação rápida. Outras, como a mudança de sistema operativo, podem ser um pouco mais demoradas na adaptação, mas não são muito mais que as outras e trazem consigo imensas vantagens.

imagem via ireneogrizek.com

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Unity: minimizar aplicações com um click no launcher

O launcher do Unity (e o próprio gestor de desktop também) é uma ferramenta bastante útil, mas o facto de não permitir que uma aplicação seja minimizada ao clicar no ícone respetivo é chato. O suporte para a funcionalidade já existe desde o Ubuntu 14.04, a mais recente LTS (Long Term Support), só não está ativa.

Existem duas formas de ativar a minimização de janelas com clique no launcher: o CCSM (CompizConfig-Settings-Manager) e o Gsettings. A primeira é a menos recomendada, porque a aplicação é conhecida por criar alguns problemas. A segunda, no entanto, é considerada segura.

Para ativarem a funcionalidade, devem abrir a linha de comandos e colar o seguinte conteúdo:

gsettings set org.compiz.unityshell:/org/compiz/profiles/unity/plugins/unityshell/ launcher-minimize-window true

Para reverter, devem abrir novamente a linha de comandos e colar o seguinte:

gsettings set org.compiz.unityshell:/org/compiz/profiles/unity/plugins/unityshell/ launcher-minimize-window false

O vídeo neste post exemplifica a funcionalidade ativa.

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Moloko, o melhor gestor de tarefas que poderão usar

Ultimamente, tenho sentido necessidade de uma ferramenta para me ajudar com o planeamento e gestão de afazeres/tarefas. À medida que elas vão aumentando em número, aumenta também a probabilidade de me esquecer total ou parcialmente de uma ou mais. E a verdade é que a memória já foi melhor.

Uma das coisas que aprecio neste tipo de ferramentas é a possibilidade de criar sub-tarefas e/ou inserir notas com informação adicional. A utilidade destas funcionalidades no desenvolvimento de um projeto é enorme! Igualmente útil na gestão das tarefas de casa, que são sempre muitas como alguns de vocês sabem. Mas, na minha humilde opinião de melhor blogger do mundo, a melhor coisa que uma lista de tarefas pode ter é contexto. Refiro-me não só a tags e listas, mas também a locais.

Pesquisei durante várias semanas por uma ferramenta que me permitisse tudo isto e só encontrei uma que me enche as medidas e já conheço há muito tempo: Remember The Milk. Esta aplicação já tem uns anos e, antes do advento do Android, usava o interface web com alguma frequência. No entanto, à medida que me fui habituando a fazer muitas destas coisas no telemóvel, deixei de a usar porque nunca encontrei um cliente gratuito decente. Podia subscrever uma conta premium no serviço e usar a app oficial, mas se não queria pagar por um cliente também não ia pagar uma subscrição. Entretanto isso mudou, como vou de seguida relatar.

Antes de bajular a aplicação, quero mencionar que experimentei várias outras: Wünderlist, Google Keep, os inúmeros clientes para o Google Tasks, Produkteev, Asana, etc. Cada um deles tem características interessantes, mas ficavam sempre àquem do que pretendo e necessito ou então tinham funcionalidades pagas. Acreditem ou não, algumas só têm alarmes para contas premium. Não acho que faça qualquer sentido cobrar por coisas básicas quando disponibilizam contas gratuitas; ou faturam tudo logo de início ou então não estão com estas merdas.

Quando já estava para desistir, decidi dar uma vista de olhos no F-Droid e encontrei a (aplicação) Moloko. Este cliente para o Remember The Milk é software livre, gratuito, todas as funcionalidades do serviço (ainda não me apercebi da falta de alguma) estão lá, usa a sintaxe do RTM e tem o nome de uma banda porreira. Só coisas boas!

Bem, a aplicação peca numa coisa: quando se define a data limite na criação da tarefa, não é possível definir imediatamente uma hora. Assim que a gravam, no entanto, passa automaticamente para o modo de edição e, aí sim, já é possível. Um pequeno inconveniente que nem o chega a ser. Ah!, e não tem widgets incluídas, mas isso não me faz qualquer diferença.

Depois de uma semana a utilizá-la, já a considero uma aplicação essencial. E, ao contrário de várias que testei, não notei qualquer impacto a nível da duração da carga da bateria. É a minha espécie de secretária pessoal. Recomendo-a vivamente!

Download
Página oficial do projeto

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Atualizar o Samsung Galaxy S para Cyanogenmod 11 (Android Kit Kat)

Antes de começar com as instruções, quero esclarecer que elas presumem o seguinte:

  • Possuem um Samsung Galaxy S (GT-I9000);
  • Sabem o que estão fazer;
  • Não me vão reportar bugs. Existem alguns locais para o efeito;
  • O telemóvel já tem root feito;
  • Têm a versão 10.2, estável, da rom Cyanogenmod, com o kernel padrão (se possível, sem overclock);
  • Vão instalar uma nightly da versão 11 do projeto Cyanogenmod, que confirmaram anteriormente ser compatível com o upgrade direto no ClockWorkMod (CWM);
  • Têm a versão 6.0.4.5 do CWM instalada;
  • Descarregaram as GApps compatíveis com o Android Kit Kat.

Agora que ficou tudo esclarecido e descarregaram os ficheiros necessários (as links estão mesmo acima, no último e antepenúltimo pontos), devem fazer um backup. Para isso, têm que desligar o telemóvel e utilizar a combinação “Volume Up + Home + Power” para entrar dentro do ClockWorkMod. Depois, escolhem a opção “Backup and Restore”, e de seguida “backup to /storage/sdcard0” ou o equivalente que estiver configurado no vosso telemóvel.

A criação da cópia de segurança demora algum tempo. É recomendado que o façam com o telemóvel ligado a uma fonte de energia constante. A espera compensa, caso alguma coisa corra mal; basta só restaurar o backup e ficam com tudo como estava antes.

Depois disto, devem escolher (e confirmar) as opções “wipe data/ factory reset”, “wipe cache partition” e “advanced” > “wipe dalvik cache”. Este passo serve para limpar o sistema operativo e garantir que não há – esperemos – erros nas aplicações devido a configurações incompatíveis com as novas versões.

O passo seguinte é a instalação da rom. Escolham a opção “install zip” > “Choose Zip from Sd/Ext Sd”, naveguem até à pasta onde têm o ficheiro para atualização, selecionem-no e façam a confirmação.

Para instalar as GApps, o processo é bastante semelhante ao de cima, mas devem escolher o ficheiro com as aplicações da Google que descarregaram anteriormente.

Quando terminarem, recomendo que limpem novamente a cache do Dalvik, etc, só para ter a certeza de que a aplicação de chamadas funciona. Assim que instalei os ficheiros, reiniciei sem o fazer e poucos segundos após começar uma chamada, ficava sem qualquer áudio. Isto obrigou-me mesmo a ter que refazer a instalação do início. Recomendo, como tal, ter especial atenção a este passo.

O primeiro arranque, aviso desde já, pode ser um pouco mais demorado. Não se sobressaltem se isso acontecer.

Se por acaso tiverem algum problema com as aplicações depois de instalado o Cyanogenmod 11, restaurem o backup feito inicialmente e comecem de novo o processo de instalação. No entanto, depois de limparem a cache do Dalvik e assim, apaguem também a pasta “/system”. Mas atenção que ao fazerem isto ficam sem todas ou quase todas as aplicações que tiverem instaladas.

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Spigot, um leitor de feeds minimalista

Há algum tempo que procuro um software livre que me permita manter uma lista restrita de fontes de conteúdos e que seja funcional tanto no desktop como no telemóvel e/ou tablet. Assim uma espécie de News360, só que mais simples – quer na estética, quer na utilização.

Hoje acabei por descobrir uma plataforma ótima para o efeito. O projeto chama-se Spigot e é muito recente.

O facto de ter muito pouco tempo de vida faz com que faltem algumas funcionalidades. No momento em que escrevo este post, ainda não tem sequer suporte para paginação, mas o autor garante que a vai adicionar muito brevemente.

Apesar destas limitações, normais na fase inicial de desenvolvimento, o projeto promete. Deixou-me tão boa impressão que já contribui com um tema novo para ele e vou tentar também criar um ícone. O facto do autor ser acessível e ter respondido a todas as minhas sugestões de forma positiva também ajudou a ter esta opinião, admito. E isso é uma coisa boa: alguém disponibilizar algo e aceitar feedback dos utilizadores.

Coloquei uma demo online, para que possam testar a aplicação.

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Fedora 19 – Como configurar o Samba para funcionar corretamente

A versão 18 do Fedora foi talvez a melhor que já experimentei. Não me recordo de nada que me tivesse dado dores de cabeça. A 19, por seu lado, hoje deu-me uma. Vou publicar aqui este post para que, quem tiver os mesmo problema, possa encontrar possíveis soluções.

No Fedora 18, a versão do Samba que usava era a 3, tal como já tinha usado no Ubuntu e em Debian. Sempre funcionou bem e não deu chatices, até que sou forçado a usar Samba 4 com o upgrade para o Fedora 19. Desde esse momento que não consigo aceder à máquina e respetivas partilhas na rede, como normalmente fazia.

Após algumas horas a insistir, descobri que o meu ficheiro /etc/hosts não tinha o IP da máquina na rede e não o associava ao Hostname. Só após inserir manualmente a linha “192.168.1.11 fringe” é que consegui aceder às partilhas do meu PC na rede local.

Mas esta não foi a única chatice. Na versão 3 do Samba, para poder ativar as partilhas sem autenticação, bastava editar o ficheiro “/etc/samba/smb.conf” (ou usar um interface gráfico para o configurar) e alterar a entrada “security = user” para “security = share”. Como o Samba 4 já não suporta este método, tive que adicionar a entrada “map to guest = Bad User” na zona correspondente a “Standalone Server Options”. Para além disto, ainda removi o comentário da linha com o conteúdo “max protocol = SMB2”.

Algo que já deveria vir corretamente configurado, não vem. Isto é grave, porque o Samba é bastante usado para partilhar ficheiros numa rede – com ou sem máquinas a correr Windows.

Não sei se isto também acontece com uma instalação nova porque fiz upgrade direto, nem tentei instalar tudo novamente para ver se também se repete porque tenho demasiadas configurações para replicar e não ando com propriamente paciência para isso.

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Linux Deepin – um falhanço para novatos devido ao IPV6

O Linux Deepin é uma distribuição de origem chinesa, baseada em Ubuntu, conhecida por ser simples e funcional para os novatos. Realmente cumpre, no que a ambiente gráfico diz respeito. No entanto falha em algo muito importante.

O meu irmão teve a infeliz ideia de instalar esta distribuição no computador do meu pai. Durante o processo, ele não definiu o idioma como português – diz ele que essa opção não apareceu. Quando acabou de instalar, estava tudo em inglês. Escusado será dizer que o meu pai percebe tanto de inglês como de chinês simplificado: nada.

Para resolver isto, tentei (porque a esta altura o meu irmão já estava sentado no sofá, como se não fosse nada com ele) instalar os pacotes com os idiomas e foi aqui que a coisa começou a correr mal. A velocidade máxima com que o APT se ligava aos repositórios não chegava a 2KB/s. É a mais pura das verdades. E isto era quando ele se conseguia ligar, porque na maioria das vezes dava erro por timeout. O mesmo se passava com o acesso ao site da distribuição.

A minha solução foi desativar o IPV6, adicionando o seguinte conteúdo no ficheiro “/etc/sysctl.conf”:

net.ipv6.conf.all.disable_ipv6 = 1
net.ipv6.conf.default.disable_ipv6 = 1
net.ipv6.conf.lo.disable_ipv6 = 1

Depois de fazer isto, corri o comando “sysctl -p” para ele assumir os novos valores.

Seguindo estes passos funcionava tudo bem durante alguns minutos, até eventualmente voltar ao mesmo. Tinha que reiniciar e voltar a correr o comando “sysctl -p”, ou apenas correr novamente o comando sem reiniciar, para ele estabilizar durante alguns momentos e voltar ao mesmo em pouco tempo. Escusado será dizer que a esta altura já me estava a passar com tamanha falha.

Talvez por já estar no limite da minha paciência, decidi adicionar os módulos “ipv6” e “net-pf-10” ao ficheiro “/etc/modprobe.d/blacklist.conf”. Reiniciei só mesmo por via das dúvidas e, do nada, estava tudo a funcionar bem. Quer dizer, tudo menos a minha paciência, que já estava completamente esgotada. Agora, vou só ali recarregá-la e já volto.

Raios da distribuição, mais este bug estúpido.

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Como melhorar a performance do Firefox – parte II

No primeiro post desta série, há 5 meses e 10 dias atrás (pouco tempo, portanto…), deixei algumas dicas para melhorar a performance do Firefox através da diminuição da informação guardada no histórico do browser. Hoje, vou explicar-vos como podem melhorá-la ainda mais.

Há já algum tempo que o Firefox vem com o “Hardware Acceleration” ativo. Esta funcionalidade permite melhorar a performance da aplicação ao utilizar o GPU para processamento de dados. O impacto é positivo nalguns casos, mas o oposto noutros.

Se se enquadram na segunda situação, experimentem desativar esta funcionalidade. Basta aceder às opções do Firefox, clicar no ícone “Avançado” (localizado no canto superior direito da janela de configuração do Firefox), escolher o separador “Geral” e encontram a opção que devem desativar a meio da janela (+/-).

Caso sintam alguma dificuldade em fazer isto, a imagem abaixo dá-vos uma ajuda.

firefox hardware acceleration option

Esta não deverá ser a última publicação sobre dicas para melhorar a performance do Firefox. A próxima, espero, será publicada num menor curto espaço de tempo.

via Paulo Trindade @ G+ e Tweaking with Vishal