dicas, geekices

Os atalhos mais comuns do Emacs

Para futura referência, deixo aqui alguns dos atalhos mais úteis na utilização do Emacs:

Basics

C-x C-f “find” file i.e. open/create a file in buffer
C-x C-s save the file
C-x C-w write the text to an alternate name
C-x C-v find alternate file
C-x i insert file at cursor position
C-x b create/switch buffers
C-x C-b show buffer list
C-x k kill buffer
C-z suspend emacs
C-X C-c close down emacs

Basic movement

C-f forward char
C-b backward char
C-p previous line
C-n next line
M-f forward one word
M-b backward one word
C-a beginning of line
C-e end of line
C-v one page up
M-v scroll down one page
M-< beginning of text M-> end of text

Editing

M-n repeat the following command n times
C-u repeat the following command 4 times
C-u n repeat n times
C-d delete a char
M-d delete word
M-Del delete word backwards
C-k kill line

Mais atalhos estão disponíveis aqui.

dicas, geekices

Como melhorar a performance do Firefox – parte I

O Firefox é um excelente browser, mas sofre de alguns problemas de performance após algum período de utilização. Isso é causado, entre outras coisas, pelos valores padrão de algumas opções; nomeadamente, opções relacionadas com o histórico.

Resolver isso é simples e rápido. Primeiro, precisam de abrir o browser e escrever o seguinte na barra de endereço e, claro, pressionar o Enter: about:config. Depois, clicam no botão do aviso para acederem a todas as opções. Por último, necessitam de criar quatro entradas novas. Para isso, basta clicarem com o botão direito do rato em cima de qualquer opção, escolher “novo” e de seguida “inteiro”.

As novas opções são:

Para cada uma destas entradas, defini os valores de 30, 30, 4000 e 2000, respetivamente. Podem, no entanto, definir qualquer outro valor. Salvaguardo apenas que, quando maior o valor colocado, maior será o histórico do Firefox, logo menor será a melhoria da performance; valores demasiado altos poderão ter um impacto muito negativo.

dicas, geekices

Iceweasel/Firefox sempre atualizado na versão mais recente em Debian Testing

Há mais ou menos uma semana adquiri um portátil usado. A máquina é bastante fraquinha: é um HP Pavilion dv5000, com apenas 1GB de RAM (ainda por cima DDR1), processador AMD Turion 2GHz de 64bit, e uma gráfica com apenas 128MB de RAM e um GPU bastante lento. Felizmente que dá para partilhar parte da pouca RAM com a gráfica, aumentando ligeiramente o desempenho gráfico do sistema sem sacrificar o resto.

Para poder utilizar este computador, decidi instalar Debian Wheezy. A distribuição, mesmo com o Gnome Shell a correr, mostra um bom desempenho neste hardware, sendo possível ter dois browsers diferentes abertos, ver um vídeo no Youtube e ainda ouvir música no Rhythmbox (o leitor de músicas do Gnome) através da rede.

Como o Wheezy vai ser a próxima Stable do Debian, esta pareceu-me a escolha mais acertada: estável, seguro e com boa performance, como já vem sendo normal em qualquer versão estável deste sistema operativo universal. Claro que, para ter esta estabilidade, as versões dos pacotes não seguem de forma muito próxima as versões dos projectos upstream. Um desses exemplos é o Iceweasel, o fork que o Debian fez para o Firefox. O browser da Mozilla já vai na versão 14, mas em Debian mantém-se na 10.

A razão pela qual o Iceweasel se mantém na versão 10 deve-se à decisão de acompanhar a ESR (Extended Support Release) do Firefox. Podem ler mais sobre a ESR aqui.

Enquanto esta decisão parece ser a mais acertada para uma Stable do Debian, não o é para mim. O browser é parte importante da minha utilização e eu sou um pouco neófilo no que toca às tecnologias web, logo necessito de ter sempre uma versão recente disponível. Não tem que ser obrigatoriamente a última versão lançada, mas também não pode andar com um ano ou mais de atraso.

A solução passou por visitar a página da Debian Mozilla Team e seguir as instruções para adicionar o repositório da branch Experimental ao Wheezy. Isto não fez com que acabasse com pacotes do Experimental; bem pelo contrário, só instala de lá aquilo que eu quiser que seja instalado, sem necessidade de andar a fazer pinning (que era uma dor de cabeça).

Para os mais apressados, deixo de seguida os passos que devem tomar:

  • Como root, abrir o ficheiro /etc/apt/sources.list
  • Adicionar numa linha nova o seguinte: deb http://ftp.pt.debian.org/debian experimental main
  • Gravar o ficheiro
  • Num terminal, como root, colocar os seguintes comandos tal como aparecem: apt-get update; apt-get install -t experimental iceweasel

É só mesmo isto e ficam com o Iceweasel na versão 14, tal como o Firefox, e sem instalarem pacotes desnecessários do Experimental.

dicas, geekices, software livre

Extensão permite configurar área de notificação do Gnome Shell

Gnome Shell trayUma das coisas que mais me incomoda no ambiente gráfico Gnome Shell é o facto da tray (área de notificação) ficar escondida no canto inferior direito. Quando, por exemplo, abro o Hotot, um cliente para Twitter, o ícone fica ali escondido e não é muito prático aceder a ele.

Este é o comportamento que a equipa do Gnome Shell pretende, principalmente na tray, que foi mantida por uma questão de compatibilidade com aplicações mais antigas. Tudo bem. O problema é que esta é uma das áreas que não permite configuração, a não ser através de uma extensão. É um defeito grande deste ambiente gráfico: pouco configurável, a não ser que alguém crie uma extensão para alterar o que se pretende. Felizmente, foi o que aconteceu.

As instruções para instalar a extensão estão disponíveis no site Web Upd8. Podem aceder a elas através desta link.

nota: testei em Debian Testing com sucesso. não sei se funcionará com outras distribuições

dicas, geekices

Instalar e configurar Samba em Fedora 17

Desde a semana passada que troquei o Ubuntu 12.04 pelo Fedora 17. A mudança tem corrido maioritariamente bem, salvo uma ou outra situações que entretanto foram quase todas ultrapassadas. Uma delas, a que me leva a escrever este post, é a partilha em rede através do Samba.

Fica aqui para memória futura, minha e de quem necessitar, o que é necessário para que o Samba fique a funcionar corretamente e possam partilhar e aceder às partilhas das outras máquinas da rede.

1) Instalar o Samba
yum install samba4 samba4-client

2) Iniciar o serviço
systemctl start smb.service nmb.service

3) Iniciar o serviço automaticamente de cada vez que liguem o computador
systemctl enable smb.service nmb.service

4) Dar autorização na firewall (selecionando todas as entradas com nome Samba e carregando no botão “aplicar”)
system-config-firewall

Seguindo este passos ficam com o Samba instalado no vosso computador e disponível para partilhar e ver pastas partilhadas, quer seja com computadores com sistemas GNU/Linux, Windows ou outros que utilizem o mesmo protocolo. No entanto, as vossas partilhas pedem autenticação por omissão. Para remover a necessidade de login no acesso às vossas pastas partilhadas no Fedora, devem abrir o ficheiro /etc/samba/smb.conf como root e alterar a linha “security = user” para “security = share” (sem as aspas).

dicas

Como remover a tralha do Facebook

stylish.png

Antes de mais, alerto que este post não explica como remover contactos ou a própria conta. Não é a essa tralha a que me refiro. Refiro-me mais concretamente às sugestões de contactos e aos vídeos populares.

Para que estes conteúdos deixem de ocupar espaço no vosso ecrã, vão precisar do Firefox ou Chrome/Chromium e da extensão Stylish, disponível em cada um dos locais oficiais de extras dos browsers. No caso do Firefox, está disponível aqui; para o Chrome, está aqui.

Assim que tiverem os requisitos cumpridos, visitem o Facebook e criem um novo estilo com esta extensão. Caso não saibam como o fazer, podem consultar as instruções nas informações sobre a extensão para cada um dos browsers ou usar a imagem deste post como referência. Mas não se preocupem, é bastante simples de se fazer e mais rápido ainda.

Quando criarem um novo estilo, substituam todo o conteúdo que aparecer na caixa de texto principal pelo seguinte:

@namespace url(http://www.w3.org/1999/xhtml);

@-moz-document domain("facebook.com") {

.ego_column {display: none !important;}

* {font-family: sans-serif !important;}

li.uiStreamStoryAttachmentOnly .storyInnerContent .mainWrapper {display: none !important;}

}

Feito isto, basta gravar e está feito. Acabaram-se as chatas das sugestões de contactos e os vídeos mais populares, que servem apenas para ocupar espaço e não trazem nada de útil.

dicas, música

Ex.fm – Listen all the music

Encontrar variedade e qualidade (mais – ou menos – constante) de música em Portugal não fácil.

As rádios portuguesas são o que são, com pouca variedade na oferta musical e ainda menos qualidade. É isto que sinto em Coimbra. Ouvir rádio, só mesmo quando vou a conduzir, porque gosto de ter sempre um barulho de fundo que não incomode mas também não distraia.

Há sempre os espectáculos como alternativa. A questão é que, embora alguns não sejam pagos, há sempre o dinheiro gasto em deslocações e/ou comida e bebida, para além de custos com tabaco, por exemplo. Totalmente gratuitos, dificilmente são, e o pior é que podem ser aquilo que não se quer ouvir.

Resta a compra de músicas (por recurso a métodos mais – ou menos – legais). Ou restaria, se não estivéssemos em crise e sem dinheiro no bolso. Anda tudo de tanga e, se mal há dinheiro para comida, como pode haver para música?

Bem, estar teso(a) não quer significa deixar de ouvir música. Qualquer pessoa tem a colecção musical que construiu ao longo dos anos e isso deverá servir. Ela própria já deverá ter alguma variedade, mas o melhor é que é construída ao gosto de cada um. Há sempre uma música que se queira ouvir.

Nem todos têm maior intolerância a novidade. Eu, no que toca a música, gosto de descobrir coisas novas. Quem partilha deste gosto tem ao seu dispor um site com boa qualidade e variedade musical, chamado Exfm.

À semelhança do Grooveshark, o Exfm também permite pesquisar e ouvir músicas. No entanto, tem outras funcionalidades que o tornam mais apetecível que o anterior. Por exemplo, existe uma mixtape mensal mantida por curadores do site; uma recomendação diária, onde um site de música recebe destaque e é possível ouvir o que publicou; o álbum recomendado, que também se pode desfrutar; recomendações dos curadores; filtro por estilos.

Como podem constatar, as funcionalidades que possui são interessantes. A cereja no topo do bolo é, no entanto, ter esta colecção musical disponível em qualquer local, isto porque existe uma aplicação disponível para Android – e até para uma outra plataforma móvel, criada por uma empresa sediada em Cupertino.

Visitem.

dicas, geekices

Um estilo personalizado para o Scoop.it

Um estilo personalizado que torna a visualização dos tópicos no Scoop.it uma tarefa mais leve

Embora cada vez mais utilizadores estejam a usar o Pinterest, eu decidi voltar a virar-me para o Scoop.it (o meu tópico é este). Este serviço permite criar tópicos sobre qualquer tema, receber sugestões automáticas baseadas nas tags definidas aquando da criação, seguir outros tópicos e ainda receber sugestões de conteúdos dos outros utilizadores. Toda a informação adicionada nos tópicos pode ser partilhada nas redes sociais Twitter, Facebook, G+ e LinkedIn, e também em blogs WordPress e Tumblr. Continue reading

dicas, software livre

Gnome 3.4 já disponível e como o instalar em Ubuntu

Screenshot do meu desktop com Gnome Shell 3.4

A mais recente versão do Gnome foi disponibilizada ontem e já pode ser instalada em Ubuntu. Mas, antes de passarmos à instalação, fica um pequeno resumo das novidades:

  • Wallpaper dinâmico (isto é, ajusta a iluminação da imagem de fundo consoante a hora do dia);
  • Melhoramentos no interface das aplicações Contacts, Documents, gestão de discos e browser;
  • Melhor suporte para chamadas de vídeo através do Empathy;
  • Scrollbars mais finas;
  • Scroll mais suave;
  • Etc, etc, etc.

Apesar de todos os melhoramentos a nível do interface, continuo a achar o tema padrão feio e tosco. Recomendo vivamente uma alteração do tema, quer do GTK, quer da Shell. Podem ver uma boa selecção no Deviantart, por exemplo.

Agora, à parte que aposto que vos interessa mais: a instalação. Estas instruções aplicam-se ao Ubuntu 11.10 e não garanto que funcionem, nem tão pouco que não vos rebente o interface gráfico. Se as decidirem seguir, estão por vossa conta e risco; eu não me responsabilizo se algo correr mal, porque nem sequer sou eu quem mantém os PPAs utilizados nas instruções.

Então, sem mais demoras, para instalarem a nova versão do Gnome devem inserir os seguintes comandos na nossa amiga consola:

  • sudo add-apt-repository ppa:ricotz/testing
  • sudo add-apt-repository ppa:gnome3-team/gnome3
  • sudo apt-get update && sudo apt-get dist-upgrade
  • sudo apt-get install gnome-shell

Boa sorte e que Stallman esteja convosco.

dicas, geekices

Gow: ferramentas do projecto GNU em Windows

Gow - GNU on Windows

Quando se pretende utilizar o conjunto de ferramentas de userland do projecto GNU, o Cygwin é a opção mais conhecida. No entanto, para quem pretende apenas os utilitários mais populares deste projecto, o Gow, criado e mantido por Brent R. Matzelle, oferece uma alternativa mais leve.

Gow significa GNU on Windows e, tal como o projecto em que se baseia, é um acrónimo recursivo. Neste utilitário, com aproximadamente 10MB, irão encontrar os vossos utilitários preferidos. Algumas das aplicações incluídas são: bash, grep, putty, bzip2, gawk, grep, egrep e curl. A lista completa, juntamente com as versões utilizadas, está disponível aqui.

Como qualquer aplicação para Windows, o Gow vem com um instalador com os habituais “seguinte, seguinte, seguinte”, o que torna a instalação das mais de 100 aplicações incluídas num processo bastante familiar. Se estavam reticentes, não se preocupem porque não é necessário compilar nada. Também, os binários são adicionados à variável de ambiente PATH, para que possam ser acedidos facilmente através da linha de comando do sistema.

via Free Software Magazine