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Qualquer cena de pancadaria fica melhor com a música de Mortal Kombat

 

Num dos países rei da falta de noção e bom-senso, os Estados Unidos da América, houve pancadaria numa festa de graduação de um liceu de Arlington. A cena é triste, como poderás ver nalguns vídeos colocados online.

Tudo terá começado, avança o site MSN.com, por causa de lugares guardados. Primeiro gerou-se uma discussão, que passou rapidamente a empurrões, murros, puxões de cabelo e… bem, mais coisas deprimentes. Foi uma sorte não terem magoado nenhuma criança.

Ao ver o vídeo, pensei: será que esta deprimência não ficaria melhor se tivesse a música de Mortal Kombat? Adicionei a música a um dos vídeos e fica realmente melhor. Suspeito que o resultado seja o mesmo com outras situações idênticas.

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Sobre o Eurovisão e o Salvador Sobral

Não via o Eurovisão há mais de 10 anos; mais de 15 até, julgo. Nunca achei grande piada àquele espetáculo todo, com a música a parecer um acessório e não o contrário. Até vir o Salvador Sobral. O rapaz tem uma voz excelente, mas melhor que isso foi ter ido para palco despojado de merdas e lantejoulas. E esse nem é o maior feito dele na final: o maior foi ter-me feito voltar a ver o festival.

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Retunde esse corretor ortográfico

O ano é 2016. Quase a acabar. Já ultrapassamos metade desta década cheia de evolução tecnológica. São poucos os que não têm um smartphone ou um tablet. Neles, já vêm integrados corretores ortográficos, que também encontramos nos browsers que usamos nos nossos computadores. E mesmo assim ainda há quem escreva ‘retunda’ para se referir àquelas coisas redondas e chatas que apanhamos na estrada, onde muitos idiotas param os automóveis para fazer ou atender chamadas, e que pouca gente parece ter percebido como funcionam com aquela outra coisa ainda mais chata que é a prioridade. Sabem, as rotundas. Até deixam o gato parvo.

Grammar nazi out.

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Condições de utilização da rede Wi-Fi Coimbra+

No post anterior, mencionei uma iniciativa da Câmara Municipal de Coimbra para fornecer acesso Wi-Fi gratuito nalgumas zonas da cidade, algo que considero meritório e pode ter um impacto positivo para a cidade, não só a nível de turismo. No entanto, na altura em que o publiquei, não consegui encontrar as condições de utilização da rede Coimbra+.

O site do municipio já tem essas condições (cliquem aqui para aceder a elas), que me parecem relativamente normais e aceitáveis, à exceção das seguintes proibições:

  • “Acesso e uso de redes P2P e Torrents”;
  • “Falsificar a identidade de pessoas, empresas ou sítios na internet, no seu todo ou em parte, por forma a mascarar a devida proveniência e/ou autoria”;

“Acesso e uso de redes P2P e Torrents”

Quem escreveu estas condições certamente não está muito à vontade com tecnologia, ou mesmo nada à vontade. É como eu com mecânica. Redes P2P são redes distribuídas, como o Skype, por exemplo, tem parte da sua infraestrutura. Quererá isto dizer que os utilizadores da Coimbra+ não poderão usar o Skype?

Nem tudo o que é P2P é sinónimo de pirataria, e o mesmo se aplica aos torrents. Se eu quiser descarregar a nova Stable do Debian, que é software livre e até tem o código-fonte disponível para quem o quiser ver e/ou alterar, não o poderei fazer através de Bittorrent enquanto estiver ligado a esta rede porque estaria a violar as condições de utilização da mesma.

Culpado por cumprir a lei. Quem é que se lembra destas palermices?!

“Falsificar a identidade de pessoas, empresas ou sítios na internet, no seu todo ou em parte, por forma a mascarar a devida proveniência e/ou autoria”

Se eu, por acaso, quiser usar o Tor para navegar na web enquanto estou ligado à rede Coimbra+, também estou a violar as condições de utilização. Primeiro, porque esta ferramenta me permite ocultar a minha proveniência – não quer isto dizer que me faça passar por outra pessoa, apenas que quero permanecer anónimo, algo que me parece ser um direito que tenho -, como também estaria a violar o ponto anterior, já que o Tor é uma rede distribuída, ou seja, é uma rede P2P.

Coimbra+ será algo a evitar

Eu compreendo que o município se queira salvaguardar de eventuais problemas legais. Tudo bem, é legítimo. Não são eles que têm culpa de, por exemplo, termos legislação arcaica e desenquadrada no que toca a direitos de autor. Agora, impedir que haja neutralidade nesta rede, impedir que se utilizem tecnologias perfeitamente legítimas só porque há a possibilidade de ser utilizadas para fins ilegais, e impedir que se navegue de forma anónima, é que não. Por isso, desaconselho a utilização desta rede enquanto as condições não forem revistas. Mais vale subscrever um plano de dados para o telemóvel que aceder à Coimbra+.

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7 dicas para navegar online com privacidade

Se estão a ler este post, presumo que estejam interessados em ter pelo menos alguma privacidade nas vossas navegações online. Seja por que motivo for, querem poder visitar sites, usar aplicações, etc e tal, sem deixar as marcas das vossas pegadas digitais. Pois bem, se é realmente isso que querem, estão dispostos a fazer alguns sacrifícios necessários para o conseguirem?

Vá, não se assustem. Estes sacrifícios dificilmente o serão – pelo menos num sentido estrito. Foi só para causar impacto. Mas terão que fazer algumas mudanças, algo que poderão achar mais penoso que os sacrifícios. Nós estamos programados para não gostar de mudança; o sacrifício tem sempre uma conotação temporária, ao passo que a mudança é visto como uma alteração permanente àquilo que conhecemos e a que estamos habituados.

Estão dispostos a isso? Se a primeira coisa em que pensaram foi «não», paciência; se foi um «sim», espero que o que se segue vos seja útil.

O desmame

Uma das primeiras coisas a fazer é abdicar das ferramentas que normalmente usam. Sim, terão que dizer adeus ao Google, Microsoft, Apple, Adobe, Twitter, Facebook, WhatsApp, etc. A lista é muito grande, mas penso que este pequeno apanhado vos permite ter uma ideia das aplicações – online, mobile e desktop – que terão que deixar de usar caso pretendam navegar online com privacidade. Não quer isto dizer que nunca mais as poderão usar; apenas que terão que evitá-las sempre que quiserem aceder a algo sem deixar rastos (fáceis de identificar).

Eu sei que não é fácil abdicar – mesmo que temporariamente – do Gmail, da pesquisa do Google ou das selfies/duckfaces no Instagram e Facebook. Peço-vos no entanto que pensem no seguinte: como conseguem eles fornecer tantos serviços gratuitos? Seremos mesmo os utilizadores ou o produto? Se lerem os termos de utilização e políticas de privacidade destes serviços – e até das aplicações – verão que muitas vezes nos enquadramos mais na segunda categoria do que na primeira. Caso vos restem dúvidas, basta aceder a essa informação de um dos vossos serviços ou aplicações preferidos para confirmar se é realmente assim ou não. Nada melhor que confirmarem.

As soluções milagrosas são, tipo, merda

A Al Jazeera tem um artigo muito interessante (ao qual cheguei através do Miguel Caetano) sobre o crescente número de aplicações que promete ter a fórmula mágica para conciliar encriptação e facilidade de uso por parte de qualquer pessoa. Prometem que os vossos dados não serão lidos por quem quer que seja, para depois guardarem esses mesmos dados num “cofre” para o qual eles têm a “chave” [é uma analogia]. E há ainda a questão da localização geográfica dos servidores onde é guardada a informação, que muitas vezes é em países onde as autoridades podem pedir o acesso aos dados, obrigando as empresas a entregar as “chaves” do vosso “cofre”.

O artigo que menciono no parágrafo anterior dá alguns exemplos de aplicações que prometem boa encriptação e facilidade de utilização (WhatsApp, Signal, TextSecure), mas que não entregam o que prometem. São banha da cobra, com a maioria ainda a pecar mais por não serem de código aberto – o que também não é garantia, porque o Telegram, um software livre semelhante ao WhatsApp, não implementava criptografia forte e nem sequer tinha a opção de encriptação ativa por omissão.

Encriptação não é fácil, dizem os entendidos na matéria. Mais difícil ainda é torná-la simples para o comum dos utilizadores – aquele que vê uma merda qualquer a piscar num site e, sem hesitar, vai lá clicar, acabando com malware instalado no computador e a chatear o “gajo da informática” porque o computador está outra vez lento e, como sempre, não sabe porquê.

As ditas dicas, finalmente

Antes de deixar aqui algumas dicas, como tinha prometido, faço um alerta: estas sugestões não vos permitirão ter total garantida de privacidade online. Lembrem-se que todo o software tem bugs e, eventualmente, alguém vai descobrir um e poderá explorá-lo, havendo assim a possibilidade de aceder à vossa informação. O risco existirá sempre, mas antes um risco menor que um maior.

Dica #1

Troquem o vosso sistema operativo proprietário por um de código aberto (livre). Sim, deixem os vossos Windows, OS X e outras merdas do género, e passem a utilizar aqueles que disponibilizam o código-fonte publicamente. Isto é a diferença entre vocês controlarem o vosso computador ou alguém ditar o que fazem com ele. Deixo-vos com duas sugestões rápidas, o Ubuntu e o Mint, mas existem muitos outros sistemas operativos livres que poderão utilizar.

Dica #2

Substituam o Chrome, Internet Explorer, Safari, Opera ou qualquer outro browser proprietário que utilizem, por um de código aberto. O mais conhecido é o Firefox, mas também existe o Chromium (que não é mais que a base do Chrome), Midori, etc. Existem alternativas para todos os gostos e uma boa quantidade deles utiliza Webkit.

Dica #3

Adeus Google, Yahoo, Bing e companhia; olá Duck Duck Go e ixquick.

Dica #4

Alguma vez viram um filme de ficção científica rasco em que alguém se ligava a vários computadores espalhados pelo planeta para esconder a origem do seu acesso? O Tor, de uma forma muito simplista, funciona assim. Esta aplicação cria um canal de comunicação encriptado, que pode ter como saída qualquer local do planeta.

Lembram-se de eu ter dito que encriptação não é fácil? Configurar o Tor não é exceção. Mas não se preocupem, porque também não é nada de extraordinário de fazer e vale mesmo a pena. Se sabem ler (presumo que sim, já que estão a ler isto), então vão conseguir configurar a aplicação. O site oficial tem as instruções, caso necessitem de ajuda.

Dica #5

Encriptem a informação que considerarem mais sensível com software que implemente a norma OpenPGP. O GnuPG é uma dessas aplicações. Isto tanto funciona em, por exemplo, imagens que tenham no vosso computador, como em emails que enviem.

Dica #6

Substituam o http:// por https:// sempre que o site a que estão a aceder o suportar. O addon HTTPS Everywhere, desenvolvido pela Electronic Frontier Foundation e disponível para Firefox e Chromium/Chrome, é uma ajuda preciosa neste ponto porque ele automatiza essa gestão.

Dica #7

Confirmem por vocês tudo o que eu escrevi aqui. A dada altura, esta informação poderá ficar desatualizada, ou até pode não ser a mais correta. A verificação é importante.

Conclusão

As alterações de hábitos que aqui proponho podem causar alguma resistência. Tenham, no entanto, em conta que a maioria delas é de fácil implementação e de adaptação rápida. Outras, como a mudança de sistema operativo, podem ser um pouco mais demoradas na adaptação, mas não são muito mais que as outras e trazem consigo imensas vantagens.

imagem via ireneogrizek.com

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Fifty shades of taxes

Já lá vai algum tempo desde a última vez que publiquei um post neste blog, e os intervalos entre cada um têm aumentado. É a falta de tempo, motivação, inspiração, tema; não necessariamente por esta ordem, nem todos em simultâneo. Hoje não é o caso, sabem porquê? Por causa de [desculpem-me os leitores e as leitoras mais sensíveis] merda.

Que melhor forma de classificar um projeto de lei que visa taxar tudo o que pode armazenar dados, porque os seus defensores dizem que os artistas, coitadinhos, estão a passar fome? Não é malícia, é mesmo o substantivo que me parece mais exato: merda!

Ok, se calhar sou eu que sou um bocado Angry Blogger. Os meus dedos não conseguiram evitar escrever uma rant quando li que a Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias aprovou a proposta de lei da Cópia Privada.

Na prática, isto significa que, sempre que comprar um disco externo para guardar as muitas fotos que vou tirando (podem ser más, mas fodasse, são minhas), vou estar a pagar um imposto para encher os bolsos aos “defensores dos direitos dos autores” (nunca os consigo chamar assim sem me rir com o sarcasmo). Se trocar de telemóvel, vou pagar esta taxa porque, bem, vou tirar fotos (minhas, da minha autoria, com os direitos reservados a mim e a mais ninguém) e alguém acha que deve lucrar com isso. Que nome se dá às pessoas que tentam lucrar a todo o custo com o trabalho dos outros?

A AGAFE – que teoricamente poderia ser uma das interessadas – já se manifestou contra esta proposta de lei. Bastou puxarem um bocadinho pelo bom senso para perceberem que os dispositivos de armazenamento são usados maioritariamente para guardar dados do próprio utilizador.

Se vamos começar a ser taxados porque podemos vir a descarregar algo “pirata” (arrrrr!), somos culpados até prova em contrário, ou estou errado? Então, se me tratam assim, em vez de comprar em Portugal, começo a fazê-lo fora do país e espero que vocês façam o mesmo. Quando vão a um restaurante e são mal atendidos e/ou servidos, voltam lá?

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O meu desagrado com o serviço da NOS

Há mais de um ano que utilizo o serviço da NOS e desde essa altura que noto algumas particularidades menos boas com ele. Quando a Zon se juntou à Optimus e mudaram a marca para NOS, pensei que isso trouxesse melhorias (antes de saber de algumas alterações pela imprensa). Estava tão enganado. Este meu mau hábito de ser idealista…

Sempre que faço um acesso por HTTP, SSH ou outro que normalmente use TCP, a velocidade corresponde sempre ao contratado e o serviço tem qualidade. Até mesmo quando os quatro computadores de casa estão a aceder a conteúdos em simultâneo, não se nota nenhum delay anormal. Como diria o José Sócrates: “Porreiro, pá”.

A porca torce o rabo quando alguém decide fazer um acesso que assente em UDP, como os torrents. Se descarregar a mais recente Stable do Debian ou qualquer conteúdo do Pirate Bay et all, o acesso a qualquer site torna-se no mínimo penoso, mesmo limitando a velocidade de transferência do conteúdo por Bittorrent. Há no entanto diferenças entre estes dois exemplos: a degradação, quando descarrego um ISO do Debian, é menor do que quando uso um dos chamados sites piratas – mesmo que o conteúdo seja também uma imagem desta distribuição, mas com um tracker diferente definido, ou outro conteúdo que posso descarregar legalmente.

O Carlos Martins já abordou este assunto algumas vezes no Aberto Até de Madrugada, uma das quais através de uma carta aberta que teve direito a respostas enlatadas e muito vagas por parte da – na altura – ZON, por isso não acho que valha a pena repetir a informação publicada pelo Carlos acerca da filtragem de tráfego. Recomendo, no entanto, uma visita ao site dele para saberem mais detalhes.

Esta prática, infelizmente, parece ser transversal a todos os operadores. Enquanto percebo que necessitem de fazer algum tipo de balanceamento de tráfego, o que me tem vindo a acontecer é algo que não consigo compreender e cada vez mais me faz pensar em mudar de operador. Pode ser que o próximo ISP não faça isto de forma tão vincada.

E a ANACOM, que é a entidade nacional que regula o setor e, inclusive, publica no próprio site que “defende os interesses dos cidadãos, garantindo a prestação de informações claras e a transparência nas tarifas e nas condições de utilização dos serviços”, parece ter a tendência de fazer de Pilatos nestas questões e lava as mãos.

Para juntar a isto, ultimamente tenho que reiniciar o router várias vezes por semana. Todas as máquinas ficam com acesso interno, conseguem pingar as outras e aceder às partilhas; o acesso externa é que desaparece. Só voltamos a ter ligação depois de reiniciar o router, que entretanto já foi substituído.

Quando o problema era o router, liguei para o apoio técnico da NOS. Depois de selecionar uma quantidade demasiado grande de opções no IVR, lá consegui chegar à fala com uma assistente. Expliquei a situação, mas aparentemente não fui muito claro nos primeiros 10 minutos de conversa, porque ela não conseguiu perceber o que é uma rede interna – ou LAN, se preferirem.

Depois de quase fazer um desenho, a assistente finalmente fez que percebeu e pediu-me para ligar para o apoio informático. Fiquei tão estupefato com a resposta que só disse que ia ligar e terminei a chamada. No momento seguinte, liguei para a retenção a dizer que ia cancelar por este motivo e no dia seguinte tinha o técnico em casa para trocar o equipamento – que efetivamente não estava a funcionar corretamente.

Durante um mês, o serviço esteve a funcionar bem, exceção feita à questão dos torrents. Agora, como eu já esperava, voltou a dar dores de cabeça. E desta vez não parece ser o router.

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Porque não vejo noticiários

Não costumo ver noticiários. Há algum tempo que decidi que ia deixar de os ver completos e poucas vezes por mês, e tenho cumprido isso, mas de vez em quando vou assistindo a alguns minutos se houver possibilidade e paciência. As únicas exceções que abro são o Jornal 2 (sempre que tenho tempo de o ver), o único que ainda acho minimamente decente, e um qualquer dos noticiários da SIC sempre que vou visitar os meus pais e almoço e/ou janto com eles.

Hoje, às 20:20, mais ou menos, vi o bloco informativo da RTP1 enquanto aguardava que o jantar cozinhasse. Estava a dar o segmento sobre futebol e a notícia era a família afastada do Cristiano Ronaldo do Brasil: quem são, o que fazem, de que ramo derivam na árvore genealógico da família Aveiro, etc… Esta notícia precedeu a da conferência de imprensa da Seleção Nacional, representada pelo Hélder Postiga. Sim, leram bem, foi exibida antes da conferência de imprensa da nossa seleção.

Por motivos que claramente me ultrapassam, e para os quais ainda não consegui encontrar uma justificação de índole informativa, o faits divers de revista cor-de-rosa passou primeiro que uma conferência de imprensa oficial da seleção portuguesa. Foi uma de muitas nãotícias que cada vez passam em maior número nos noticiários e que me fizeram afastar deles.

Admito que ainda ponderei o grau de importância dos dois tópicos: família afastada do Cristiano Ronaldo e Seleção Nacional. Quando pesei a potencial importância e interesse das duas para os telespetadores, não consegui ver forma alguma da família afastada do CR7 se sobrepor à conferência de imprensa da Seleção das Quinas. Se ao menos tivessem lançado um CD de música pimba romântica…!

A SIC e a TVI são piores. O pouco dos noticiários que vou vendo destes canais é composto quase exclusivamente por faits divers. De vez em quando lá se enganam e passam alguma informação em quantidade superior ao normal (que é pouca).

Quando quero informação, viro-me para a Web. Pode demorar um pouco até encontrar fontes de informação com alguma qualidade, mas depois de feita a filtragem é um descanso (imperfeito, mas um descanso). Também, tenho mais meios de acesso à informação, como as redes sociais e leitores de feeds (Tiny Tiny RSS, Digg, Feedly), aplicações para Android, etc. Há maior diversidade, mais fontes e, depois de uma boa filtragem, qualidade superior à dos telejornais.

Imagem sob a licença CC-BY-NC-SA-2.0
Autor: Dave Bledsoe