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Moeditor, o melhor editor Markdown do mundo

Há pouco tempo, talvez 3 meses, achei que tinha de encontrar uma maneira de unificar a forma de escrita de notas rápidas, apontamentos e posts. Essa solução teria que me permitir definir algum tipo de estrutura, ser simples, portátil e, acima de tudo, future proof.

Não precisei de pesquisar muito para redescobrir Markdown.

Para quem não conhece, Markdown é uma linguagem markup criada por John Gruber e Aaron Swartz. O texto é escrito normalmente, como seria se estivessem a usar o bloco de notas ou um editor semelhante, e recorre a um sistema de caracteres super simples para a formatação, pensado na conversão para HTML.

Depois de optar por Markdown, faltava o editor. Mais uma vez teria que ser algo simples, porque a intenção é escrever e não fazer manutenção ou ter que usar o rato/trackpad. Foi assim que descobri o Moeditor, o melhor editor markdown do mundo! 🙂

O Moeditor está disponível para Linux, OS X e Windows. Mais, é software livre [ou opensource, se preferirem]; a licença é a GPLv3. Win Win (salvo seja!).

A aplicação tem as seguintes características:

  • utiliza a versão do GitHub para Markdown;
  • permite personalizar o tamanho e tipo de letra, e a altura da linha;
  • inclui pré-visualização em tempo real, simultânea e alternada;
  • disponível em vários idiomas;
  • vem com temas para destaque de código de algumas linguagens de programação;
  • e suporta expressões matemáticas para TeX.

O Moeditor está disponível no Github. Podem descarregar uma das várias versões disponíveis na página releases, ou clonar o repositório e ir acompanhando as alterações à medida que vão sendo feitas. Se optarem pela segunda, não se esqueçam de instalar as dependências.

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Como ativar o multi-processamento de janelas no Firefox

Electrolysis é uma nova funcionalidade do Firefox que torna um separador num processo independente dos restantes separadores abertos no browser. Isto é semelhante ao que o Chrome faz.

Apesar de já existir suporte para ela desde a versão 48 do Firefox, não vem ativa por padrão na maioria das instalações. É possível, no entanto, fazer essa ativação manualmente.

Antes de passarem à fase da ativação, convém que confirmem se precisam realmente de o fazer. Para isso, basta abrir um separador, escrever about:support na barra de endereço e carregar na tecla Enter.

Nessa página, a antepenúltima linha da primeira tabela vai ter o seguinte conteúdo: Multi-processamento de janelas. Se o valor que estiver à frente for 1/1, então está ativa; se for diferente, podem seguir para o próximo passo.

Para ativar o multi-processamento de janelas, façam o seguinte:

  • abram um novo separador e, na barra, de endereço, escrevam about:config e primam a tecla Enter;
  • aceitem o aviso;
  • na caixa de pesquisa localizada no topo dessa página, escrevam browser.tabs.remote.autostart e alterem esse valor para true (basta um duplo clique em cima do valor para o alterar);
  • na mesma caixa de pesquisa, escrevam agora extensions.e10sBlockedByAddons e alterem o valor para false;
  • reiniciem o Firefox.

Com isto, o Firefox vai passar a ser mais rápido a abrir e a carregar os sites. Alerto para o facto de poder haver extensões que deixem de funcionar corretamente. Aconteceu-me isso com a extensão para o Hootsuite, mas foi a única; as outras têm funcionado como seria de esperar.

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MintBox Mini ganha novo modelo, o dobro do armazenamento e da RAM

A CompuLab desenvolveu uma nova versão do MintBox Mini, o mini-computador que resulta da colaboração com o projeto Linux Mint e que vem com essa distribuição pré-instalada. O novo modelo tem o dobro da RAM e do armazenamento do anterior.

À venda por 395 dólares, este equipamento, com dimensões de 108mm x 83mm x 24mm, apresenta atributos mais que capazes para as tarefas computacionais do dia-a-dia do utilizador doméstico e até para um servidor caseiro.

As especificações são as seguintes:

  • Processador: AMD A10 Micro-6700T (4x quad-core com uma frequência até 1.2GHz – ou 2.2GHz em boost), que inclui a gráfica AMD Radeon HD 8210 graphics (Radeon R6)
  • 8GB RAM DDR3L a 1333MHz
  • mSATA 3.0 para o armazenamento
  • 2 portas HDMI com suporte para áudio
  • WiFi 802.11ac
  • 2 portas USB 3.0; 4 portas USB 2.0

Para além de suportar GNU/Linux, o MintBox Mini pode ainda correr Windows (o que não recomendo, uma vez que já vem com um sistema operativo decente pré-instalado e não vale a pena mudar de cavalo para burro).

Mais informações no site da CompuLab.

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Nextcloud Box: uma solução de cloud e IoT para utilizadores “domésticos”

A Canonical, Nextcloud e WDLabs lançaram hoje Nextcloud Box, um equipamento criado a pensar nos consumidores domésticos que pretendem uma solução de cloud privada e/ou IoT (Internet of Things).

Este equipamento é constituído por um Raspberry Pi 2 – ou outra SoC similar – um disco de 1TB, assemblados dentro de uma pequena caixa. O sistema operativo é o Ubuntu, que vem com o Nextcloud pré-configurado como solução cloud.

Com este equipamento, qualquer utilizador poderá ter uma solução simples e já preparada para alojamento privado de ficheiros. É possível expandir o leque de funcionalidades desta cloud e do equipamento, usando o software disponível nos repositórios do Ubuntu e os addons do Nextcloud.

O preço é bastante generoso: €70.

Para mais informações, visitem o site nextcloud.com/box.

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GT-I9000: 6 anos e ainda está para as curvas

Este post vai ser um regresso ao passado, um momento de saudosismo, pelo menos no que diz respeito ao “tempo tecnológico”. Porque, nas tecnologias, o tempo passa a voar como o ordenado na conta.

Comprei este Samsung Galaxy S (GT-I9000) há 6 anos. Na altura, tinha as “impressionantes” características:

  • CPU: 1.0 GHz Cortex-A8 (single-core)
  • RAM: ~389MB de RAM
  • ARMAZENAMENTO: 8GB

Pelos padrões atuais, é do tempo dos Flinstons.

Usei-o durante 5 anos e flashei-o várias centenas de vezes. Houve uma altura (largos meses consecutivos) em que lhe instalava diariamente as nightlies de Cyanogenmod. Isto não dá propriamente saúde ao armazenamento. Contudo, o telemóvel continua para as curvas.

A verdade é que “as curvas” são feitas a uma velocidade baixa. Nem com overclocking ao processador, para trabalhar a 1.4GHz.

Depois de quase um ano desligado, anteontem decidi flashá-lo com Android 4.4.2. Testei-o e pareceu-me tudo OK; até a bateria, que é a origina, se tem aguentado este tempo todo com pouca degradação.

Para chamadas, sms e a ocasional navegação na internet, vai chegando. Não vai substituir o meu telemóvel atual, mas se precisar de algum de backup sei que posso contar com o Samsung.

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O Medium é uma plataforma de adware?

Na semana passada, estava a pôr as feeds em dia e um dos links que abri foi um artigo no Medium. Já não me recordo qual o artigo, apenas que não o li de imediato. Deixei o separador aberto e li outras coisas que tinha pendentes.

Quando finalmente ia para ler o tal artigo, reparei que o uBlock tinha mais de 800 itens bloqueados na dita página. Achei estranho, porque o Medium tem uma boa reputação como ferramenta de blogging [se bem que a reputação vale o que vale].

Comecei por recarregar o separador, não fosse algo específico desse post. Quando terminou, o adblocker mostrava apenas 3 itens bloqueados. Poucos segundos depois, passou a 4, depois a 5, 6, e por aí fora.

«Há aqui algum tipo de malware», pensei eu.

Continuei com o despiste. Abri outra link fora do Medium e isso não aconteceu. Tentei então abrir outro artigo no Medium e voltou a acontecer o mesmo. Estava claro que é uma questão da plataforma.

Depois de confirmar que é específico do Medium, abri o logger do uBlock e reparei que estava sempre a ser adicionada a mesma entrada: https://medium.com/_/batch. Tentei fazer foi visitar a link, mas o servidor web retorna o erro HTTP 405.

Ficou a faltar analisar os cabeçalhos HTTP. Talvez volte a isto mais tarde, mas por agora preferi documentar este comportamento estranho da plataforma Medium, com um vídeo a acompanhar.

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Há vida em Marte?

Adam Frank. um professor de astrofísica da Universidade de Rochester, publicou um artigo de opinião, no The New York Times, sobre a possibilidade da existência de vida para além do nosso planeta. Ao contrário do que é habitual nesta questão, muitas vezes polarizada e que quase é levada ao nível da crença, o texto é incrivelmente sóbrio e interessante.

That’s why discussions of extraterrestrial civilizations, no matter how learned, have historically boiled down to mere expressions of hope or pessimism. What, for example, is the fraction of planets that form life? Optimists might marshal sophisticated molecular biological models to argue for a large fraction. Pessimists then cite their own scientific data to argue for a fraction closer to 0. But with only one example of a life-bearing planet (ours), it’s hard to know who is right.

Link
Imagem de JD Hancock, sob a licença CC-BY-2.0

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GhostBSD como guest em KVM

Já há algum tempo que me deixei do “distro hopping”, isto é, trocar de distribuição frequentemente. Hoje em dia, mantenho-as até me deparar com algum tipo de problema que me obrigue realmente a trocar o sistema operativo.

Foi uma situação destas que se passou recentemente com a instalação de Ubuntu que tinha no portátil, que de outra forma se teria mantido. A versão 15.04 começou a ter uma degradação de performance acentuada ao fim de alguns meses e a dar alguns erros (fiquei com o Apport, o daemon para reportar os erros aos devs do Ubuntu, pelos cabelos). Fartei-me e mudei para Debian Testing, com uma pequena passagem pelo Fedora 22, que não manti por não conseguir correr o Football Manager 2015 (via Steam).

Apesar de já não trocar de distribuição quase mensalmente, de vez em quando lá vou experimentando uma ou outra virtualizada no KVM. A última que testei foi a GhostBSD 10.1, que é baseada na FreeBSD 10.1.

A experiência não foi fácil. Sempre que iniciava a máquina virtual a arrancar pelo ISO da GhostBSD, com um disco virtual para instalar o sistema operativo, ocorria um Kernel Panic; se removesse o disco dos parâmetros do KVM, o ISO arrancava normalmente. Esta situação foi estranha, porque ainda há uma semana tinha instalado a OpenBSD no mesmo disco virtual e tinha tudo corrido dentro da normalidade.

Depois de pesquisar durante uns minutos, encontrei uma solução. O disco virtual deve ser passado com o parâmetro “-drive file=discovirtual,if=virtio”, em vez do “-hda discovirtual” que estava a usar. Fica um exemplo: kvm -cdrom GhostBSD10.1-RELEASE-20150912-mate-amd64.iso -drive file=disco,if=virtio -m 1024 -boot d

Deixo aqui esta informação para minha futura memória e para quem possa vir a necessitar dela. Boas virtualizações! 🙂

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Bye bye Spotify

Na semana passada, o Spotify introduziu algumas alterações à política de privacidade da plataforma e, a julgar pelas reações nas redes sociais e blogs, vários utilizadores – incluindo eu – ficaram um bocado aborrecidos. Não é para menos.

Estas alterações introduzem novas formas de recolher informação sobre os utilizadores. Esta prática nada tem de nova; o Facebook e o Google têm feito muito dinheiro desta forma. O que torna isto ainda pior que os anteriores é a forma mais vaga com que é escrita, e ter a seguinte alínea:

3.3 Information Stored on Your Mobile Device

With your permission, we may collect information stored on your mobile device, such as contacts, photos, or media files. Local law may require that you seek the consent of your contacts to provide their personal information to Spotify, which may use that information for the purposes specified in this Privacy Policy.

Se eu instalar a aplicação oficial do Spotify, ela vai “varrer” o meu telemóvel e enviar tudo o que conseguir encontrar para os responsáveis do serviço?

Depois das reações negativas, os responsáveis do Spotify publicaram no blog oficial da plataforma que isto é apenas para tornar tudo mais claro (já faziam esta recolha de informação antes das alterações?) e que nada será partilhado sem que seja dada autorização expressa para isso. Só falharam em dizer de que forma será pedida essa autorização. Será quando a aplicação for instalada ou atualizada? É que, se for, todos nos sabemos que o grosso dos utilizadores vai aceitar algo que nem sequer leu.

Para já, só posso dizer “Bye bye Spotify”.

imagem de Jonathan Grado, sob a licença CC-BY-SA