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GT-I9000: 6 anos e ainda está para as curvas

Este post vai ser um regresso ao passado, um momento de saudosismo, pelo menos no que diz respeito ao “tempo tecnológico”. Porque, nas tecnologias, o tempo passa a voar como o ordenado na conta.

Comprei este Samsung Galaxy S (GT-I9000) há 6 anos. Na altura, tinha as “impressionantes” características:

  • CPU: 1.0 GHz Cortex-A8 (single-core)
  • RAM: ~389MB de RAM
  • ARMAZENAMENTO: 8GB

Pelos padrões atuais, é do tempo dos Flinstons.

Usei-o durante 5 anos e flashei-o várias centenas de vezes. Houve uma altura (largos meses consecutivos) em que lhe instalava diariamente as nightlies de Cyanogenmod. Isto não dá propriamente saúde ao armazenamento. Contudo, o telemóvel continua para as curvas.

A verdade é que “as curvas” são feitas a uma velocidade baixa. Nem com overclocking ao processador, para trabalhar a 1.4GHz.

Depois de quase um ano desligado, anteontem decidi flashá-lo com Android 4.4.2. Testei-o e pareceu-me tudo OK; até a bateria, que é a origina, se tem aguentado este tempo todo com pouca degradação.

Para chamadas, sms e a ocasional navegação na internet, vai chegando. Não vai substituir o meu telemóvel atual, mas se precisar de algum de backup sei que posso contar com o Samsung.

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O Medium é uma plataforma de adware?

Na semana passada, estava a pôr as feeds em dia e um dos links que abri foi um artigo no Medium. Já não me recordo qual o artigo, apenas que não o li de imediato. Deixei o separador aberto e li outras coisas que tinha pendentes.

Quando finalmente ia para ler o tal artigo, reparei que o uBlock tinha mais de 800 itens bloqueados na dita página. Achei estranho, porque o Medium tem uma boa reputação como ferramenta de blogging [se bem que a reputação vale o que vale].

Comecei por recarregar o separador, não fosse algo específico desse post. Quando terminou, o adblocker mostrava apenas 3 itens bloqueados. Poucos segundos depois, passou a 4, depois a 5, 6, e por aí fora.

«Há aqui algum tipo de malware», pensei eu.

Continuei com o despiste. Abri outra link fora do Medium e isso não aconteceu. Tentei então abrir outro artigo no Medium e voltou a acontecer o mesmo. Estava claro que é uma questão da plataforma.

Depois de confirmar que é específico do Medium, abri o logger do uBlock e reparei que estava sempre a ser adicionada a mesma entrada: https://medium.com/_/batch. Tentei fazer foi visitar a link, mas o servidor web retorna o erro HTTP 405.

Ficou a faltar analisar os cabeçalhos HTTP. Talvez volte a isto mais tarde, mas por agora preferi documentar este comportamento estranho da plataforma Medium, com um vídeo a acompanhar.

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Há vida em Marte?

Adam Frank. um professor de astrofísica da Universidade de Rochester, publicou um artigo de opinião, no The New York Times, sobre a possibilidade da existência de vida para além do nosso planeta. Ao contrário do que é habitual nesta questão, muitas vezes polarizada e que quase é levada ao nível da crença, o texto é incrivelmente sóbrio e interessante.

That’s why discussions of extraterrestrial civilizations, no matter how learned, have historically boiled down to mere expressions of hope or pessimism. What, for example, is the fraction of planets that form life? Optimists might marshal sophisticated molecular biological models to argue for a large fraction. Pessimists then cite their own scientific data to argue for a fraction closer to 0. But with only one example of a life-bearing planet (ours), it’s hard to know who is right.

Link
Imagem de JD Hancock, sob a licença CC-BY-2.0

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GhostBSD como guest em KVM

Já há algum tempo que me deixei do “distro hopping”, isto é, trocar de distribuição frequentemente. Hoje em dia, mantenho-as até me deparar com algum tipo de problema que me obrigue realmente a trocar o sistema operativo.

Foi uma situação destas que se passou recentemente com a instalação de Ubuntu que tinha no portátil, que de outra forma se teria mantido. A versão 15.04 começou a ter uma degradação de performance acentuada ao fim de alguns meses e a dar alguns erros (fiquei com o Apport, o daemon para reportar os erros aos devs do Ubuntu, pelos cabelos). Fartei-me e mudei para Debian Testing, com uma pequena passagem pelo Fedora 22, que não manti por não conseguir correr o Football Manager 2015 (via Steam).

Apesar de já não trocar de distribuição quase mensalmente, de vez em quando lá vou experimentando uma ou outra virtualizada no KVM. A última que testei foi a GhostBSD 10.1, que é baseada na FreeBSD 10.1.

A experiência não foi fácil. Sempre que iniciava a máquina virtual a arrancar pelo ISO da GhostBSD, com um disco virtual para instalar o sistema operativo, ocorria um Kernel Panic; se removesse o disco dos parâmetros do KVM, o ISO arrancava normalmente. Esta situação foi estranha, porque ainda há uma semana tinha instalado a OpenBSD no mesmo disco virtual e tinha tudo corrido dentro da normalidade.

Depois de pesquisar durante uns minutos, encontrei uma solução. O disco virtual deve ser passado com o parâmetro “-drive file=discovirtual,if=virtio”, em vez do “-hda discovirtual” que estava a usar. Fica um exemplo: kvm -cdrom GhostBSD10.1-RELEASE-20150912-mate-amd64.iso -drive file=disco,if=virtio -m 1024 -boot d

Deixo aqui esta informação para minha futura memória e para quem possa vir a necessitar dela. Boas virtualizações! 🙂

geekices, opinião

Bye bye Spotify

Na semana passada, o Spotify introduziu algumas alterações à política de privacidade da plataforma e, a julgar pelas reações nas redes sociais e blogs, vários utilizadores – incluindo eu – ficaram um bocado aborrecidos. Não é para menos.

Estas alterações introduzem novas formas de recolher informação sobre os utilizadores. Esta prática nada tem de nova; o Facebook e o Google têm feito muito dinheiro desta forma. O que torna isto ainda pior que os anteriores é a forma mais vaga com que é escrita, e ter a seguinte alínea:

3.3 Information Stored on Your Mobile Device

With your permission, we may collect information stored on your mobile device, such as contacts, photos, or media files. Local law may require that you seek the consent of your contacts to provide their personal information to Spotify, which may use that information for the purposes specified in this Privacy Policy.

Se eu instalar a aplicação oficial do Spotify, ela vai “varrer” o meu telemóvel e enviar tudo o que conseguir encontrar para os responsáveis do serviço?

Depois das reações negativas, os responsáveis do Spotify publicaram no blog oficial da plataforma que isto é apenas para tornar tudo mais claro (já faziam esta recolha de informação antes das alterações?) e que nada será partilhado sem que seja dada autorização expressa para isso. Só falharam em dizer de que forma será pedida essa autorização. Será quando a aplicação for instalada ou atualizada? É que, se for, todos nos sabemos que o grosso dos utilizadores vai aceitar algo que nem sequer leu.

Para já, só posso dizer “Bye bye Spotify”.

imagem de Jonathan Grado, sob a licença CC-BY-SA

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uTorrent considerado perigoso por vários antivírus e Google Chrome

O uTorrent dispensa apresentações, já que é bem capaz de ser o cliente de bittorrent mais usado no mundo. Isto causa-me alguma estranheza, pois esta aplicação começou a incluir publicidade e adware (através de aplicações que instala paralelamente) há um bom tempo atrás; mas devo ser só eu que não gosto que me encham o sistema operativo com tralha intrusiva e potencialmente maliciosa.

A inclusão de adware já fez com que o uTorrent fosse classificado como malicioso por um ou outro anti-vírus a dada altura – sempre situações esporádicas e de pouco impacto. Agora, avança o TorrentFreak, são vários os antivírus que estão a considerar a aplicação perigosa, e o Google Chrome começou a bloquear várias páginas do site deste software.

A imagem deste post, retirada do site TorrentFreak, ilustra o que se está a passar com o uTorrent e os vários antivírus.

A solução é mesmo usar outro cliente de bittorrent. Recomendo-vos o Transmission caso usem um sistema *NIX, ou o qBittorrent se pretenderem uma aplicação que suporte Windows e *NIX.

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uBlock bloqueia acesso ao SourceForge

O zombie chamado SourceForce, que outrora foi um dos maiores repositórios online de software livre, está cada vez mais próximo da “extinção”. A plataforma começou a definhar em 2012 e agora parece cada vez mais estar num ponto sem retorno.

Desde que foi vendido, o SourceForge tem-se visto envolvido nalgumas situações polémicas e vários projetos já o abandonaram ou estão em vias de o abandonar. Um dos mais populares foi o GIMP, em 2013, devido a preocupações com a publicidade usada no site. Seguiu-se uma build para Windows desta aplicação, porque os responsáveis pelo site incluíam um instalador para o programa que injeta adware nos computadores dos utilizadores.

Estes não são casos únicos. O Nmap , VLC e Notepad++ deixaram de utilizar o SourceForge devido a receio de uma situação semelhante à do GIMP para Windows.

A mais recente machadada no morto-vivo que é o SourceForge foi dada pelo bloqueador de publicidade que uso, o uBlock Origin. Esta extensão passou a incluir uma regra para bloquear o acesso a este site.

Não sei dizer em que dia os filtros do uBlock Origin passaram a bloquear o acesso ao SourceForge, nem qual dos filtros tem a regra, mas na semana passada conseguia aceder ao site e hoje já não.

geekices, software livre

Leanote, uma alternativa de código aberto ao Evernote

Julgo que já lá vão 2 ou 3 anos desde que ando à procura de uma aplicação de código aberto para usar em substituição do Evernote. Cheguei a analisar algumas, mas ficavam sempre aquém do que necessito. Até que “tropecei” por acaso no site alternative.to e reparei no Leanote.

Esta aplicação, escrita em Golang e com base de dados MongoDB, permite aos utilizadores alojarem a sua própria instância ou usar o site leanote.com para registar conta. Para além disso, ainda tem cliente para desktops GNU/Linux, Mac OS X e Windows – sendo que este segundo é desenvolvido com recurso a tecnologias web mais “tradicionais”.

Um dos pontos negativos deste software é ainda não ter binário para Android. Contudo, existe um repositório no Github onde esta aplicação móvel está a ser desenvolvida e os mais destemidos podem compilá-la.

Apesar do aspeto um pouco menos aprimorado da aplicação web, já troquei o Evernote pelo Leanote. Admito que os alarmes nas notas, como o Evernote tem, dariam jeito. A fluidez deste interface, o suporte para Markdown e uma quota maior de espaço mensal para notas e anexos [no caso do leanote.com], no entanto, fazem esquecer isso facilmente. Recomendo.