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“Sonata ao luar” com uma roupagem diferente

O Beethoven vestiu umas calças largas, uma camisola de cavas e um cap, como qualquer sócio que se preze. Só não mandou umas rimas porque não era Hip Hop e a voz dele, convenhamos, já não é a mesma que era no século 18. Mas girou umas ganzas e acabou a comer o amigo. Afinal o iluminado Quintino Aires tinha razão.

O resultado da experiência homossexual do compositor alemão é esta remistura da autoria de Solarfist. E, arrisco, umas olheiras enormes – um pão de meio-quilo em cada olho, como diria a minha avó materna.

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Notas sobre o Meo Music

Há alguns meses que sou cliente M4O, mas ainda não tinha utilizado os serviços adicionais que são disponibilizados pela operadora e estão incluídos no pacote que subscrevi. No entanto, desde que o Zeinal Bava anunciou que o tráfego de dados móveis do Meo Music não seria contabilizado para o plafond de internet incluído para os telemóveis, instalei a aplicação e comecei a usá-la como rádio quando estou no carro. Basta-me ligar um cabo de som ao rádio e assim posso ouvir o que me apetece, em vez de ter que gramar com a porcaria que passa em quase todas as rádios.

Uso a aplicação quase diariamente há 2 meses, talvez 3. Depois deste tempo, tenho alguns apontamentos a fazer acerca da aplicação Meo Music para Android (e talvez até do serviço em geral), e que partilharei aqui. Espero que a equipa que desenvolve e gere o serviço os veja como algo construtivo.

Pontos positivos

O melhor para mim tem sido a grande coleção musical disponibilizada. Os meus gostos musicais não incluem muita música popular (aliás, quase nenhuma), ainda assim encontro imensa coisa de que gosto no Meo Music.

Também, permite-me aceder a artistas classificados como musicalmente semelhantes ao que estou a ouvir, e ainda ler informações sobre eles. Se gostam de descobrir projetos musicais novos, recomendo o Meo Music.

Tudo isto está disponível em Android, iOS, Windows, Mac OS X e julgo que também em Windows Phone. De acordo com a equipa, há uns tempos no Twitter, uma aplicação para GNU/Linux está planeada ou já mesmo em desenvolvimento.

Pontos negativos

O meu telemóvel é um Samsung Galaxy S com um single-core a 1GHz, mas com overclock a 1.2GHz e um pequeno hack para ter mais RAM. Assim, por exemplo, consigo correr a aplicação do Facebook relativamente bem. O Meo Music, no entanto, dá erros com alguma frequência.

A velocidade do stream também não é das melhores. Se mudar de artista, demora uns largos segundos até começar a dar música, se não demorar mais de 1 minuto; por outro lado, por vezes mudo de artista e a música começa rapidamente. Isto acontece aleatoriamente e é irritante. Já com o Spotify não é assim.

Também, falta a possibilidade de poder pôr músicas a tocar aleatoriamente e de criar playlists/rádios automaticamente baseadas num artista. Parecendo que não, isto é uma falha muito grande, no que à minha opinião diz respeito. E sim, o Spotify tem estas funcionalidades.

Balanço geral

No geral, a experiência com o Meo Music tem sido positiva. Mas a verdade é que isso se deve, essencialmente, à não contabilização do stream para o plafond de internet móvel. Se passarem a permitir tocar músicas aleatoriamente e a criar rádios baseadas num artista, ficará muito boa. Espero que isso esteja para breve.

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Peaking Lights

Peaking Lights é um duo de Wisconsin composto por Aaron Coyes e Indra Dunis. Para além de parceiros na música, são também marido e mulher, o que ajuda a explicar o intimismo das música que produzem.

O único álbum completo que para já ouvi (em loop) foi o último que lançaram, de seu nome Lucifer. Talvez a melhor forma de o descrever seja o Pop Psicadélico fundido com sons Dub e influências de Chillwave e semelhantes. O fusionismo, que gera uma envolvência incrível com a música, está sempre presente e parece-me muito bem feito. Foi amor à primeira música.

Quem me apresentou este projeto foi um colega de trabalho, que partilhou comigo dois factos engraçados: o casal, ao que parece, produz as músicas na cave de casa; e este último álbum teve como grande influência o nascimento do primeiro filho deles. Numa das músicas chega-se mesmo a ouvir o bebé, o que dá um toque engraçado à faixa.

Recomendo tão vivamente Peaking Lights, que vos deixo com a minha faixa preferida.

Uma das coisas que sempre quis fazer foi criar um blog colaborativo sobre música, onde se pudesse compilar as canções que ouço online e que alguns dos meus contactos das redes sociais vão também publicado; uma espécie de repositório de (boa) música. Foi por isto que, desde há talvez duas semanas, lancei o Hipsterama, um blog onde vou publicando músicas que ouço (normalmente online) e acho que valem a pena partilhar. Comigo, colabora o Pedro Esteves, o autor do Programa Lado B, o melhor podcast nacional.

Como a intenção do Hipsterama é tentar compilar as músicas que eu e algumas pessoas vão publicando nas redes sociais, escolhi o Posterous como plataforma. Graças à integração com as várias redes sociais, qualquer autor pode ter os seus posts publicados automaticamente na sua conta no Facebook, Twitter, etc.

Só agora revelo este projeto de forma mais ampla devido ao lançamento de uma rubrica chamada Hipstertape. Neste espaço pretende-se que qualquer pessoa, colaboradora do projeto ou não, possa publicar pequenas mixtapes, com especial foco para a utilização de músicas disponíveis livremente na Internet e, idealmente, com a autorização dos respetivos autores.

Qualquer pessoa, seja qual for o seu historial musical, pode colaborar com o Hipsterama. Para isso, basta visitar esta página ou contactar-me nas diversas redes sociais.

Antes de terminar o post, e já que o objetivo da mixtape que publiquei aqui é dar foco a músicas disponibilizadas livremente na Internet, ficam as faixas utilizadas e a link para a página de download de cada uma:

Não se esqueçam de fazer uma visita ao site.