Uma das coisas que sempre quis fazer foi criar um blog colaborativo sobre música, onde se pudesse compilar as canções que ouço online e que alguns dos meus contactos das redes sociais vão também publicado; uma espécie de repositório de (boa) música. Foi por isto que, desde há talvez duas semanas, lancei o Hipsterama, um blog onde vou publicando músicas que ouço (normalmente online) e acho que valem a pena partilhar. Comigo, colabora o Pedro Esteves, o autor do Programa Lado B, o melhor podcast nacional.

Como a intenção do Hipsterama é tentar compilar as músicas que eu e algumas pessoas vão publicando nas redes sociais, escolhi o Posterous como plataforma. Graças à integração com as várias redes sociais, qualquer autor pode ter os seus posts publicados automaticamente na sua conta no Facebook, Twitter, etc.

Só agora revelo este projeto de forma mais ampla devido ao lançamento de uma rubrica chamada Hipstertape. Neste espaço pretende-se que qualquer pessoa, colaboradora do projeto ou não, possa publicar pequenas mixtapes, com especial foco para a utilização de músicas disponíveis livremente na Internet e, idealmente, com a autorização dos respetivos autores.

Qualquer pessoa, seja qual for o seu historial musical, pode colaborar com o Hipsterama. Para isso, basta visitar esta página ou contactar-me nas diversas redes sociais.

Antes de terminar o post, e já que o objetivo da mixtape que publiquei aqui é dar foco a músicas disponibilizadas livremente na Internet, ficam as faixas utilizadas e a link para a página de download de cada uma:

Não se esqueçam de fazer uma visita ao site.

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Música com cheiro a Verão: Work Drugs – Boogie Lights

Work Drugs é um projecto musical de Filadélfia, Estados Unidos da América, composto por Benjamin Louisiana, Thomas Crystal, Katie Nicks, Kansas City e Jonas Ohh. A sua sonoridade insere-se no Sedative-Wave/Smooth-Fi, sempre numa toada animada e positiva a cheirar a Verão e boa disposição.

Os trabalhos desta banda estão disponíveis no Soundcloud, de onde podem inclusive descarregar gratuitamente algumas faixas.

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Cakes and Tapes: uma editora portuguesa com boas surpresas e cassetes

cakes and tapes

Graças a uma publicação do Miguel Caetano no Facebook, descobri uma editora portuguesa, sediada em Aveiro, chamada Cakes and Tapes. Como o nome sugere, esta editora dedica-se à comercialização de edições limitadas de álbuns em formato cassete. Espero que não tenham pensado que vendiam bolos – se bem que incluir um pastel hermeticamente selado em cada cópia enviada aos clientes não era mal pensado.

A Cakes and Tapes tem debaixo da sua alçada alguns projectos musicais já com vários álbuns editados. Um deles, Plastic Flowers, despertou-me curiosidade e em boa hora. A sonoridade deles insere-se no Shoegaze, bastante melódica como manda o estilo. E o melhor é que o álbum “Natural Conspiracy” – dos vários que já lançaram, o único que tive oportunidade de ouvir até ao momento – está licenciado com a Creative Commons, como a maioria dos álbuns comercializados pela editora.

Uma outra banda representada em formato K7 pela editora é o projeto nacional Birds Are Indie. Mas estes, meus conterrâneos, já os conheço e recomendo. Mesmo que não gostem de Indie Folk, não percam a oportunidade para os ouvir, nem que seja um pouco.

Algo interessante sobre a Cakes and Tapes é que é um projecto a solo do Diogo Soares Silva. Dêem então um salto até ao site da editora e explorarem todos os lançamentos. Depois, podem encomendar uma ou mais cassetes, tendo sempre em conta que são edições limitadas e o design é personalizado. É de salutar uma editora que acrescenta valor aos seus produtos, em vez de ser sempre a mesma coisa processada até quase ao infinito.

Para terminar este post, deixo-vos com o álbum Natural Conspiracy, dos Plastic Flowers, que mencionei no início do texto. Podem encomendá-lo no Bandcamp por apenas €7, em formato K7, sem quaisquer custos de portes de envio.

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Ex.fm – Listen all the music

Encontrar variedade e qualidade (mais – ou menos – constante) de música em Portugal não fácil.

As rádios portuguesas são o que são, com pouca variedade na oferta musical e ainda menos qualidade. É isto que sinto em Coimbra. Ouvir rádio, só mesmo quando vou a conduzir, porque gosto de ter sempre um barulho de fundo que não incomode mas também não distraia.

Há sempre os espectáculos como alternativa. A questão é que, embora alguns não sejam pagos, há sempre o dinheiro gasto em deslocações e/ou comida e bebida, para além de custos com tabaco, por exemplo. Totalmente gratuitos, dificilmente são, e o pior é que podem ser aquilo que não se quer ouvir.

Resta a compra de músicas (por recurso a métodos mais – ou menos – legais). Ou restaria, se não estivéssemos em crise e sem dinheiro no bolso. Anda tudo de tanga e, se mal há dinheiro para comida, como pode haver para música?

Bem, estar teso(a) não quer significa deixar de ouvir música. Qualquer pessoa tem a colecção musical que construiu ao longo dos anos e isso deverá servir. Ela própria já deverá ter alguma variedade, mas o melhor é que é construída ao gosto de cada um. Há sempre uma música que se queira ouvir.

Nem todos têm maior intolerância a novidade. Eu, no que toca a música, gosto de descobrir coisas novas. Quem partilha deste gosto tem ao seu dispor um site com boa qualidade e variedade musical, chamado Exfm.

À semelhança do Grooveshark, o Exfm também permite pesquisar e ouvir músicas. No entanto, tem outras funcionalidades que o tornam mais apetecível que o anterior. Por exemplo, existe uma mixtape mensal mantida por curadores do site; uma recomendação diária, onde um site de música recebe destaque e é possível ouvir o que publicou; o álbum recomendado, que também se pode desfrutar; recomendações dos curadores; filtro por estilos.

Como podem constatar, as funcionalidades que possui são interessantes. A cereja no topo do bolo é, no entanto, ter esta colecção musical disponível em qualquer local, isto porque existe uma aplicação disponível para Android – e até para uma outra plataforma móvel, criada por uma empresa sediada em Cupertino.

Visitem.