divagações, opinião

Ramblings about Firefox and a message to Mozilla (updated)

Update: It seems I was a bit unfair. Apparently, the slow performance was due to Flash Player, that piece of proprietary crap that’s been hard to wipe from the face of the web. But Firefox still has some performance related problems to fix.

Hello, Mozilla.

My name is Bruno Miguel, a Portuguese citizen using Firefox before version 1.0. For years, I’ve been recommending your browser to anyone I knew/know, not only because it’s free software, but also because I really thought of it as an excellent browser. I even helped the Mozilla’s Portuguese community in translation and blogging.

Well, not anymore. Today, I probably reached the limit of my patience with Firefox. Maybe I should’ve reached it a few releases ago, when people started to be more vocal about the browser’s performance issues. Instead, I chose to give it yet another change. I know this things happen and the devs were quick to say they would improve it.

Truth be said, for a few releases I saw an improvement. But version 18.0.1 (in Ubuntu GNU/Linux) is just a piece of pure slow performance crap. I mean it! Even after continuous profile maintenance, VACUUM the crap out of the *.sqlite files and disabling extensions, it’s slower than an old man with crutches. And I’ve seen this not only with my GNU/Linux system, but with other distributions and OSs. So, maybe it’s not just my problem.

I really don’t know what you want to do with the browser, Mozilla, but I think increasing the user base it not your objective. Maybe you want to force people to switch to other browsers, because that’s what I’m considering doing. Everyday, I see myself using more of Chromium, Epiphany, Midori and Rekonq, and less of Firefox. I’m just tired of poor performance.

The next stable Firefox version you release will be your final chance. If things don’t improve, I’ll be another user ditching Firefox for, probably, Chromium. But you probably don’t care, since more and more people are doing it and I have yet to see a strategy to avoid that. Maybe rewriting all the code would be a good start…

opinião

O drama da Pepa e a mala Chanel

Quem é a famosa Pepa do anúncio da Samsung, para além de uma blogger qualquer que eu nem conhecia? E que anúncio é este? Fala-se tanto desta polémica nas redes sociais e eu ainda só consegui saber que esta moça, que até é jeitosa, quer uma mala qualquer da Chanel.

Onde está o drama nisto? Se a Pepa quer uma mala da Chanel, que compre uma se puder; e oxalá que possa, porque é sinal que não vive com dificuldades. Ou peça ao José Castelo Branco, que ele(a) certamente terá bastantes e, presumo, não se importará de emprestar.

Vocês não gostavam de ter um tablet? Também é um luxo. E um novo smartphone? Aposto que também querem. Carro novo. Casa nova. Emprego (mais bem pago e) novo. Deixem lá a Pepa em paz. A rapariga foi bem mais honesta que a maioria de vocês seria no lugar dela: não escondeu que quer um artigo de luxo este ano, enquanto boa parte de vocês possivelmente apareceria no vídeo a pedir paz no mundo e outras merdas de outras tretas parvas.

No meio disto tudo, não fica mal quem criticou a moça – até porque tem esse direito -, nem a Pepa, que só pecou por não me convidar para um jantar a dois. Na fotografia, mal fica a Samsung por ter retirado o vídeo e ainda vir pedir desculpas (na minha opinião) sem qualquer motivo para tal.

opinião, política

Paulo Portas, TSU e falta de coragem

Depois de ontem à noite ter visto uma reportagem na SIC Notícias, onde Nuno Melo, do CDS-PP, afirmou que o líder do seu partido não quis abrir uma crise política ao rejeitar a polémica proposta de alteração à TSU (Taxa Social Única), fiquei bastante expectante em relação às declarações de hoje de Paulo Portas. «Que vai este gajo dizer amanhã?», pensei eu para mim. E a verdade é que fiquei mesmo curioso.

Como não sabia a que horas seria a conferência de imprensa, e como normalmente os únicos noticiários completos que vejo são dos da SIC Notícias, RTPN e RTP2, rumei ao Twitter logo depois do almoço. Num instante, vi uma notícia d’O Público sobre o tema que tanta expectativa me estava a causar. A surpresa, essa, desvaneceu-se assim que li o artigo.

Numa conferência de imprensa com direito apenas a 3 perguntas, o líder do CDS-PP afirmou o seguinte:

Se me perguntam se eu soube? Claro que soube. Se me perguntam se eu tive uma opinião diferente. Tive uma opinião diferente.Se me perguntam se eu alertei. Alertei. Se me perguntam se eu defendi que havia outros caminhos. Defendi. Se me perguntam se eu bloqueie a decisão. Não bloqueei pela simples razão de que fiquei inteiramente convencido que isso conduziria a uma crise nas negociações com a missão externa, a que se seguiria uma crise do Governo, a que se seguiria um caos que levaria a desperdiçar todo o esforço já feito pelos portugueses

Sinceramente, já esperava esta inércia; até mesmo a «opinião diferente» que Portas diz ter de Passos Coelho em relação à TSU. Não estava a ver o CDS-PP entrar em rotura com o outro partido da coligação. Não pelo motivo invocado, mas pela falta de coragem e medo de quebra com o partido que está no poder.

Portas, tal como os seus congéneres políticos, não tem coragem. Deveria tê-la. Está em causa o país que lhe paga para que este o sirva. Esta decisão não serve o país; serve interesses partidários e, quiçá, outros. Precisamos de pessoas com tomates (desculpem-me a franqueza) e competência para ajudar a tirar o país do buraco em que se enfiou e está a enterrar cada vez mais. E isso não passa pela cantera política a que estamos habituados. Não será a votar PS, deixando de dar confiança ao PSD, que resolveremos este e outros problemas; não será a dar novo voto de confiança ao PSD que vamos lá; não é com os atuais políticos que vamos para a frente. Em vez de políticos, precisamos de pessoas competentes nas diversas áreas de atuação de um Governo. E isso, acho, só vai ser possível quando os portugueses deixarem de votar em cores partidárias e votarem em propostas credíveis, com olhar crítico.

opinião

Organização dos Jogos Olímpicos que implementar ditadura de marcas

Na minha zona existe uma expressão que é utilizada quando alguém pensa e/ou faz algo muito estúpido, que é: “comer merda às colheres”. Não me perguntem a origem dela, porque não faço ideia; ouço-a à muitos anos, mas nunca me questionei de onde surgiu.

Nesta categoria está a organização dos Jogos Olímpicos, que, devido à sua enorme vontade em agradar os patrocinadores, poderá expulsar pessoas dos recintos se usarem, por exemplo, roupa com menções a marcas rivais daquelas que patrocinam o evento. Tentem levar uma t-shirt com Pepsi escrito e arriscam-se a ser acompanhados até à saída por um gorila de 2 metros, porque a Coca Cola patrocina o evento. Talvez tenham sorte se levarem roupa da Nike, apesar da Adidas patrocinar o evento, porque estão a pensar em abrir essa exceção.

O responsável pela organização, Sebation Coe, justifica esta medida draconiana com a proteção dos interesses dos patrocinadores que, diz, pagaram muito para fazer parte dos Jogos Olímpicos. O desporto e o público, esses, ficam para segundo plano. Não importa a liberdade que cada um tem para vestir o que quer sem atropelar a liberdade dos outros; é mais importante proteger os investimentos dos patrocinadores, nem que para isso se tenha que ressuscitar a Gestapo para fazer a filtragem das pessoas à entrada.

Esta não é a única medida idiota a sair das cabeças dos responsáveis pelos Jogos Olímpicos. O Daily Record tem um apanhado da estupidez que grassa por Inglaterra nestes dias.

divagações, opinião, política

Um desabafo sem nexo em tempos de austeridade

Austeridade e crise

Quem é que não se sente assim neste momento? Duvido que alguém responda honestamente que não tem esta sensação. Eu próprio não consigo dizer que não. A austeridade tem destas coisas.

A cada notícia sobre novo corte e novo aperto, sinto que me estão a meter a mão no bolso. E eu não gosto disso. Essas coisas, só a minha namorada é que pode fazer; de resto, não, obrigado. Não conheço os ministros e a troika de lado nenhum para me andarem a mexer nos bolsos sem sequer perguntarem se o podem fazer. Fodasse, pá, brinquem com os vossos… bolsos.

Serão mais cortes, mais apertos, solução para esta crise? Que crise? Crise de qualidade política? Crise financeira? Crise de inteligência, já que mudamos a merda mas o cheiro é sempre o mesmo?

Estou longe de ser versado em economia e finanças, mas não me parece lógico que ordenados mais baixos sejam benéficos para a economia. Se as pessoas têm menos dinheiro, como vão gastar mais, para que haja mais dinheiro a circular? Se os cidadãos cortam nos gastos, o lucro das empresas diminui, certo? E se diminui, começam os cortes/despedimentos nas empresas, correcto? Isto para mim é lógico. No entanto, como referi, economia e finanças não é bem a minha área. Alguém me explique então porque motivo(s) a austeridade é boa para nós, porque eu, por mais que tente, não consigo perceber. E aposto que não sou o único português com esta dúvida.

Outra dúvida que me inquieta é porque raio o governo diz que temos que cortar na despesa, apresenta medidas para reduzir os gastos, e depois chumba uma proposta do PCP para a utilização de software livre nos organismos estatais, reduzindo os gastos com software em aproximadamente €50 milhões (estimativas deste partido). A proposta da bancada parlamentar do Partido Comunista é semelhante àquela que o PSD apresentou durante a última legislatura (quando o Governo era PS) e que anunciou com tanta poupa e circunstância, como é comum nos ataques demagogos de qualquer político. Agora, reprovam-na. E isto é apenas um exemplo.

Este dito por não dito, as promessas vazias, o dizer uma coisa hoje e outra amanhã, as propostas e medidas feitas a jeito paras as objectivas das câmaras e da pesca do voto, já me começa a fartar. Estou farto da merda de políticos que temos tido nos sucessivos governos. Está na altura de correr com estes filhos da mãe e dar oportunidade a alternativas. Acho que já tivemos provas mais suficientes de que com os mesmos de sempre não vamos lá. Ou é preciso chegar ao ponto em que a Grécia está para abrirmos a merda dos olhos?

Só posso falar por mim quando digo «basta». Estou farto disto. Precisamos de competência na política e já!