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O vosso sistema operativo proprietário anda a expiar-vos

Se ainda acham que devem utilizar software proprietário, leiam o seguinte artigo da Bloomberg: “U.S. Agencies Said to Swap Data With Thousands of Firms“. Aparentemente, a Microsoft, um parceiro de que o nosso governo tanto gosta, cede informações sobre as falhas de segurança dos seus produtos às agências governamentais norte-americanas antes de as corrigir, para que eles as possam explorar. Mas não é a única empresa a fazê-lo. Isto é de loucos!

Microsoft Corp. (MSFT), the world’s largest software company, provides intelligence agencies with information about bugs in its popular software before it publicly releases a fix, according to two people familiar with the process. That information can be used to protect government computers and to access the computers of terrorists or military foes.

Redmond, Washington-based Microsoft (MSFT) and other software or Internet security companies have been aware that this type of early alert allowed the U.S. to exploit vulnerabilities in software sold to foreign governments, according to two U.S. officials. Microsoft doesn’t ask and can’t be told how the government uses such tip-offs, said the officials, who asked not to be identified because the matter is confidential.

Que isto sirva de alerta para quem utiliza tecnologias proprietárias, seja um indivíduo ou um governo. Proprietário não só não é sinónimo de segurança, como pode ser precisamente o contrário, uma enorme falta dela.

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Mageia 3

Os utilizadores que pretendam uma alternativa a Windows e outros sistemas proprietários têm motivos para ficar contentes. Faz hoje uma semana que a versão 3 da distribuição de GNU/Linux, Mageia, foi lançada.

A lista de novidades é bastante extensa, mas deixo aqui um pequeno resumo das mais importantes:

  • Kernel atualizado para a versão 3.8.13;
  • KDE 4.10.2;
  • GNOME 3.6;
  • XFCE 4.10;
  • LibreOffice 4.0.3;
  • Systemd 195.

As várias opções de download estão no site oficial do projeto.

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Um mês de balanço com Fedora

Já deve ter feito um mês – ou quase – desde que instalei o Fedora 18 no computador fixo. Inicialmente tinha algumas reticências sobre a continuidade da distribuição no meu computador, por diversos motivos, mas agora não. O sistema tem uma boa performance e dá poucas ou nenhumas chatices.

Aqui fica o balanço de quase um mês de utilização.

Software: Ubuntu vs Fedora

Um dos meus maiores receios, quando instalei Fedora, foi a existência de poucos repositórios adicionais. Para Ubuntu existem centenas, talvez até mais, no Launchpad, o que significa que a aplicação que pretendem tem grandes probabilidades de já ter pacotes disponíveis para a distribuição. Isto não acontece no Fedora, mas também não há necessidade disso porque quase tudo o que vão precisar para a vossa utilização diária vai estar disponível nos repositórios oficiais.

Até agora, não tenho tido qualquer contratempo com falta de software. A maioria das aplicações disponíveis para Ubuntu também está nos repositórios do Fedora. Nos casos em que isso não acontecer, vão existir alternativas viáveis – e ainda não tive nenhuma situação em que elas não fossem pelo menos tão boas quanto as aplicações que utilizava anteriormente.
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Beta do Firefox melhora navegação privada

Depois de algum tempo a aguardar, é possível que a próxima versão estável do Firefox venha a ter a funcionalidade de navegação privada por janela. Isto irá permitir aos utilizadores ter pelo menos uma janela aberta com este modo ativado e outra com ele desativado.

Anteriormente, a navegação privada funcionava por sessão. Ao ser ativada, todos os separadores e janelas abertos anteriormente desaparecem temporariamente para dar lugar a uma janela que permite navegar em maior privacidade.

O gestor de transferências do browser também foi atualizado. Agora, já não aparece numa janela à parte, passando a estar integrado (de forma semelhante às extensões) na barra de navegação.

As restantes novidades da beta do Firefox, bem como as links para download, estão no blog da Mozilla.

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Patentes de software voltam a assombrar a Europa

Ao contrário dos Estados Unidos da América, na Europa não é possível patentear software graças a uma deliberação de 2005 do Parlamento Europeu. No entanto, o organismo europeu de patentes, o European Patent Office (EPO) tem vindo a aceitar estas patentes.

April, uma associação de defesa do Software Livre em França, congénere da ANSOL (Associação Nacional para o Software Livre) e FSF (Free Software Foundation), apercebeu-se disto e lançou uma campanha contra as patentes de software que, até ao momento, já recolheu o apoio de 460 empresas europeias. É necessário, no entanto, mais que o apoio das empresas; é preciso o apoio do cidadão.

Sendo português e europeu, isto toca-me particularmente. Tal como deve tocar a vocês. Se for permitido o patenteamento de software na Europa, a inovação nas tecnologias de informação vai sair prejudicada e isso irá refletir-se em diversas áreas da sociedade. É necessário lutar e, para isso, basta apenas que contactem os vossos representantes europeus. O vosso contributo é tão simples e rápido como ir a esta link.

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Unity recebe funcionalidade de pré-visualização na Dash

unity dash preview

O interface padrão do Ubuntu, o Unity, recebeu a possibilidade de pré-visualizar conteúdos na Dash. A Dash é o equivalente, neste interface, ao “Start” do Windows ou a “Dock” do Mac OS X.

A pré-visualização está disponível para imagens, vídeos, músicas e até aplicações. Daí, é depois possível abrir o conteúdo ou aplicação em causa, ou, no caso de software, fazer download, ver screenshots e ler a descrição do próprio programa.

Esta funcionalidade estará disponível, tudo indica, na próxima versão do Ubuntu, a 12.10 ou Quantal Quetzal. Se a quiserem ver em ação, está disponível um vídeo no Youtube.

via João Paulo @ G+

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Android 4.0 portado para o Raspberry Pi

Os fãs de SoC’s (e meias em geral[1]) ou, mais concretamente, do Raspberry Pi, certamente vão ficar contentes por saber que o Android 4.0 já foi portado para este dispositivo.

Para além das várias distribuições de GNU/Linux já disponíveis, o Raspberry Pi conta agora com o sistema desenvolvido para equipamentos móveis pelo Google. O código-fonte, no entanto, não ficará disponível no imediato. A razão prende-se com a tentativa de desenvolver uma plataforma comum para o Android “normal” e a usada para este SoC, que utiliza um kernel diferente do original.

Uma demonstração do Android 4.0 a correr no Raspberry Pi está disponível no blog do projecto. Como poderão constatar, nem tudo está a 100%, principalmente no que toca ao AudioFlinger, o sistema de som usado pelo sistema da Google. A aceleração 3D, essa, aparenta funcionar bem.

[1] esta era demasiado óbvia para a deixar passar

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Raspberry Pi poderá receber drivers gráficos livres

O Raspberry Pi é um mini-computador que tem um custo de produção reduzido e isso reflete-se no consumidor. Ele tem sido bastante procurado por entusiastas, dada a sua natureza hacker-friendly. Sem grandes complicações, qualquer pessoa consegue ter um mediacenter barato graças a este dispositivo ou implementar qualquer outro projecto.

No entanto, embora tenha muitas vantagens, o Raspberry Pi tinha um problema. O driver do GPU é proprietário, e curiosamente é o GPU que trata do processo inicial do arranque. Para a maioria das pessoas isto pode não trazer grande constrangimento, mas para o público alvo era um ponto negativo.

Felizmente, isso deverá mudar em breve. Não se sabe, no entanto, se pela mão da Broadcom, se pela mão da comunidade. Bem, nem é ainda certo que esse driver livre vá aparecer. Contudo, o site Phoronix anunciou que ele vai surgir nos próximos tempos.

Esperemos que este rumor seja verdadeiro. Isso significaria melhor performance, mas também que o servidor X (o que trata das coisas relacionadas com o interface gráfico) iria ter aceleração por hardware. Vamos aguardar para ver.