curiosidades

Bryan Lewis Saunders: 50 retratos, 50 drogas

Há pouco mais de 18 anos, no dia 30 de Março de 1995, o artista norte-americano Bryan Lewis Saunders decidiu pintar um auto-retrato seu, todos os dias, até ao fim da sua vida. Cinco anos depois, em 2000, Bryan mudou-se para um prédio de 11 andares para filmar um documentário sobre os seus inquilinos, veteranos e desempregados conhecidos pelo comportamento desagradável e sanidade mental questionável. Certo dia, o artista recebeu a visita de um vizinho que lhe mostrou um enorme livro sobre comprimidos, e disse que poderia encontrar qualquer um dos comprimidos no edifício. Isto inspirou o artista a experimentar uma droga diferente por dia e pintar um auto-retrato sob a influência, numa tentativa de ter a perceção de si próprio alterada.

Esta ideia tornou-se na série mais conhecida do artista, tendo inclusive sido exibida na galeria Maison Rouge, em Paris. São 50 auto-retratos, selecionados entre mais de 8700, cada um deles pintado sob a influência de uma droga diferente.

No que a drogas diz respeito, as escolhas foram desde as opções legais, como Valium, às ilegais, como o LSD e a cocaína. Maioritariamente, a escolha incidiu sob as legais; não por opção do artista, mas porque ele apenas tomou drogas oferecidas e foram maioritariamente estas.

Cada um dos trabalhos é diferente, variando entre os tons monótonos e carregados, a cores vibrantes, consoante a droga que estava a alterar o funcionamento do cérebro de Bryan durante a criação. É interessante observar não apenas as diferenças nos estilos, mas também para ter algo tangível e externo que representa as mudanças que ocorrem com pequenos ajustes à química do cérebro de cada um.

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