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Descoberto o primeiro filme a cores de sempre

Depois do dia da maior manifestação em Portugal desde o 25 de Abril, onde os portugueses demonstraram o seu desagrado e gritaram “basta” às medidas de austeridade apresentadas pelo executivo de Pedro Passos Coelho, pedindo um novo caminho mais justo para todos, hoje é dia de relaxar um pouco sem deixar de manter as mangas arregaçadas. Uma manifestação não traz por si resultados e é necessário continuar a lutar pelo bem-estar social e também pelo fim da situação económica em que o país se encontra, mas também, tal como convém fazer uma pausa durante o trabalho para ajudar a manter os níveis de produtividade, existe também a necessidade de o fazer com a luta pelos nossos direitos. É por isso que hoje, depois de algum tempo sem atualizar o blog, vos trago uma boa notícia.

A origem das cores no cinema

Até hoje, pensava-se que o primeiro filme a cores tinha sido gravado em 1909. A técnica utilizada foi o Kinemacolor, patenteado três anos antes por George Albert Smith. O método utiliza um sistema de dois filtros, um vermelho e outro verde, onde são passadas as imagens gravadas a preto-e-branco.

Descoberto o primeiro filme a cores do mundoRecentemente, e para meu choque, descobriu-se que o primeiro filme a cores do mundo (link) foi gravada em 1902. O seu autor foi o fotógrafo londrino Edward Raymond Turner, que morreu no ano seguinte devido um ataque cardíaco. Antes de realizar os seus testes, Edward patenteou a sua técnica, que se baseava na aplicação de três filtros, um vermelho, um verde e outro azul, nas imagens a preto-e-branco. Decorria o ano de 1899.

O trabalho de restauro desta importante obra para a história do cinema foi feito pelo National Media Museum, em Bradford, durante mais ou menos 3 anos. Nela, vêm-se 3 crianças, possivelmente filhas de Edward, com cores bastante reais. Foi neste ponto, a preservação das cores originais, que o trabalho de recuperação incidiu mais, uma vez que a película estava em boas condições de conservação por ter sido mantida durante muito tempo em latas. Quem a encontrou, juntamente com o material do autor, foi Michael Harvey, o comissário de cinema do museu londrino.

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