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Gurung: os caçadores de mel dos Himalaias

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Em 1987, o fotógrafo francês Eric Valli e a sua esposa Diane Summers visitaram o Nepal com o intuito de conhecer a tribo Gurung e o seu meio de subsistência baseado na recolha de mel a vários metros do solo. Desta visita nasceu uma paixão pelo povo e vários trabalhos publicados em fotografia e livros.

Esta atividade, exclusiva dos homens do povo Gurung, é feita duas vezes por ano e sem grande proteção, como de resto já seria de esperar, uma vez que este processo de recolha não sofreu grandes alterações ao longo do tempo. Os homens sobem ao topo dos penhascos e, com a ajuda de escadas feitas com vegetação local, paus com a ponta aguçada e um cesto para guardar o bem precioso, cortam os enormes favos de mel produzidos pelas maiores abelhas produtoras de mel do planeta.

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O ritual que antecede a recolha do mel varia um pouco de aldeia para aldeia. No entanto, é comum haver orações, sacrifícios de plantas, fruta e arroz para dar sorte, e uma fogueira que é acendida por baixo dos favos para que o fumo afaste as abelhas e facilite a extracção.

As abelhas, que podem chegar aos milhares por cada favo, atacam ferozmente qualquer pessoa que se aproxime, apesar do fumo. As mazelas nos apanhadores de mel são sempre grandes. As mais comuns são rostos feridos por picadas e pés ensanguentados. Por vezes, no entanto, existem algumas fatalidades, mas nada que impeça os Gurung de continuar a sua tradição.

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A abelha que produz os favos recolhidos pelos Gurung é a Apis laboriosa. Ela é considerada a maior abelha produtora de mel do mundo, com um tamanho médio de 3 centímetros. A espécie existe apenas nos Himalaias e produz os favos em altitudes a partir dos 2500 metros.

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