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Algoritmia esquisita no Grooveshark

Já escrevi algumas vezes aqui (nesta e noutras encarnações do blog) que uso o Grooveshark – com alguma frequência, até. Os grandes motivos para isso são a enorme biblioteca musical, o interface simples, a gratuitidade e, mais recentemente, a existência de aplicações para Android que se ligam a este serviço.

De todos os serviços online do género, este é o que recomendo. Claro que não há bela sem senão. Na questão dos algoritmos, algumas coisas parecem ter sido menos bem trabalhadas, resultando em estranhas anomalias musicais que vou passar a explicar com a ajuda de uma pequena contextualização.

Uma das minhas funcionalidades favoritas do Grooveshark é a possibilidade de entrar na página informativa sobre um determinado projeto musical e ter um botão disponível que vai selecionando automaticamente para tocar músicas semelhantes ao estilo musical do artista/banda/etc em causa. Por exemplo, se hoje me apetecer ouvir Reggae, basta pesquisar por Bob Marley ou outro músico dentro deste género musical, entrar na página do artista e clicar em “Play Station”. Com isto, o serviço começa a selecionar singles dentro do estilo musical daquele artista.

Esta funcionalidade também pode ser utilizada com uma seleção prévia de uma ou mais faixas, mas assim já se ativa noutro local. O resultado, no entanto, é o mesmo: seleção automática de músicas com base no critério inicial.

Apesar de interessante e, para mim, até bastante útil, só funciona bem quando lhe apetece. Hoje, por exemplo, entrei na página sobre Skrillex (DJ e produtor de Dubstep), cliquei em “Play Station” e, entre outras coisas, ouvi House e Rock mais comercial. House Music é um estilo musical eletrónico, por isso até se desculpa, mas a seleção de Rock pareceu-me estranha. Quiçá, um mistério insondável do algoritmo que foi escrito para esta funcionalidade. Ou talvez má classificação das faixas. Não faço ideia. Sei é que a frequência destas anomalias é grande o suficiente para não se deixar de notar, mesmo que se queira ignorar. Experimentem.

2 thoughts on “Algoritmia esquisita no Grooveshark

  1. jpmeneses says:

    a questão é que o desenvolvimento do Grooveshark foi feito a partir de uma lógica de biblioteca musical e não tanto de recomendação. Inicialmente, se não estou enganado, essa recomendação nem existia, o serviço era basicamente um arquivo de músicas do mesmo artista; e foi isso que o distinguiu face aos concorrentes (e foi isso que lhe trouxe notoriedade, mesmo que negativa). Só mais recentemente têm apostado numa lógica de algoritmo, mas agora é tarde. Seja porque já têm tantas musicas que já não as conseguem classificar internamente (como o Pandora) seja porque não apostaram na recomendação social (por-nos a nós a fazer esse serviço), como o Jango ou a Amazon, por exemplo.

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