geekices

A pirataria online e o ataque da indústria aos seus melhores consumidores

Em Portugal, várias associações e (falsos) movimentos cívicos continuam a combater a alegada pirataria online. Estes grupos, como a ACAPOR e a MAPiNET, defendem que os seus lucros são afetados pela partilha livre de conteúdos online. Este argumento é também usado em vários países e por vários grupos de lobbying.

Será que este argumentário é verdade? De acordo com o regulador britânico das telecomunicações, Ofcom, as coisas não são bem assim.

Num estudo, com uma duração de 12 anos, concluiu-se que os “piratas” britânicos que mais downloads fazem são também quem mais gasta em conteúdos legítimos. A diferença chega aos 300%, comparando com aqueles que não infringem os direitos de autor. O alegado criminoso é, afinal, também um dos melhores clientes daqueles que o querem meter na prisão.

O site Torrent Freak resume isto muito bem:

Telecoms regulator Ofcom has just published a study into the state of online copyright infringement in the UK, with some very interesting conclusions. The researchers found that 10% of the country’s most prolific infringers are responsible for almost 80% of all infringements carried out online, but with a bonus. These plus an additional 10% of infringers spend 300% more than ‘honest’ consumers who don’t infringe copyright at all.

Os dados estão disponíveis em PDF, caso pretendam consultá-los.

One thought on “A pirataria online e o ataque da indústria aos seus melhores consumidores

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *