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Califórnia aprova medida para disponibilizar livros escolares licenciados com Creative Commons

O Governador da Califórnia, Jerry Brown, assinou 2 projetos de lei que irão permitir a criação de livros, digitais e em papel, com a licença Creative Commons Attribution (CC BY).

Estes manuais, para além de serem disponibilizados gratuitamente em formato eletrónico, terão um custo de aproximadamente 20 dólares para o formato físico. As famílias californianas certamente agradecerão a medida.

Ao ser escolhida a licença CC BY, qualquer individuo ou empresa poderá usar estes manuais para criar novos produtos, melhorar os existentes ou até criar grupos de colaboração em torno dos conteúdos. O uso de uma licença livre abre um leque de oportunidades que, de outra forma, não seriam possíveis.

Em Portugal, ainda mais nos tempos em que correm, com cada vez mais famílias em dificuldades financeiras ou a declarar falência, uma medida semelhante faria todo o sentido. Os livros estão cada vez mais caros, o que poderá a vir a dificultar o acesso à educação. Com a utilização desta ou de outra licença livre, inverter-se-ia essa tendência e facilitar-se-ia o acesso à educação, permitindo também que qualquer pessoa pudesse ajudar a melhorar os conteúdos.

via Creative Commons blog

One thought on “Califórnia aprova medida para disponibilizar livros escolares licenciados com Creative Commons

  1. Da notícia fiquei sem perceber quem iria produzir tais manuais. Não vejo interesse para uma editora “comercial” em disponibilizar os seus produtos ao abrigo dum licença como a CC BY: seria abrir portas à concorrência.

    Há uns meses apresentei uma proposta (http://goo.gl/WsVAf) que muito gostaria de vir a concretizar, que visa a criação dum repositório de conteúdos pedagógicos, disponibilizados pelos seus autores ao abrigo duma licença como por exemplo Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported, permitindo aos professores a produção de material adequando à sua realidade lectiva (de acordo com a as características de cada aluno e tempos de aprendizagem), bem como munindo uma comunidade de prática de artefactos para a produção de manuais escolares.

    Na prática e para quem conhece o movimento open source, o conceito é próximo, mas aplicado aos manuais escolares.

    Sinceramente julgo que é possível e que a educação elementar (pelo menos essa!) não deveria ser um negócio. Havendo uma relação tão próxima entre o acto de leccionar e os manuais escolares e sendo a educação apregoada como gratuita e acessível a todos os cidadãos, então o acesso aos manuais escolares deveria ser assegurado doutra forma que não comercial ou por recurso a bancos de livros usados.

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