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Guia prático de sobrevivência ao Jesus Zombie

Diz a lenda cristã que o seu Deus foi crucificado pelas pessoas que ele queria “salvar” e, ao terceiro dia, ressuscitou. A este evento mitológico, talvez o mais importante do calendário cristão, chamam Páscoa. Ele é visto como um sinal de salvação para os que crêem e temem o seu Deus.

Se de facto o Deus dos cristãos morreu e ressuscitou, das duas uma: ou foi um embuste para aumentar a sua popularidade, ou então é zombie. Eu vou partir do princípio que a segunda hipótese está correcta.

Como se trata de um morto-vivo, e dizem os relatos que isto só acontece neste dia, convém ainda assim estar bem preparado. É do senso comum que os zombies morrem quando são decapitados ou levam um tiro na cabeça. Torna-se então necessário ter um machado ou espada à mão, e uma arma de fogo com alguma potência, como uma caçadeira.

Na eventualidade de se cruzarem com várias pessoas transformadas em mortos-vivos pelo Jesus, devem levar convosco uma arma automática e alguns cartuchos, meia dúzia de granadas e uns foguetes de sinalização para distrair o bando de zombies ou para sinalizarem a vossa presença a possíveis sobreviventes que possam encontrar.

Para além deste armamento, é necessária uma mochila para levar todo o material de sobrevivência, um canivete suíço – útil para degolar muito vagarosamente o Jesus Zombie, mas também porque é um autêntico arsenal de utensílios em tamanho pequeno -, uns binóculos e umas botas que aguentem terrenos difíceis, kit de primeiros socorros e alguma comida, e uma corda.

Estas são apenas umas dicas gerais para que sobrevivam à Páscoa. Existem coisas que são do senso-comum e por isso não as mencionei aqui, como por exemplo não beijar cruzes para não correr o risco de apanhar doenças de outras pessoas.

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