Geekices

Trying out Emacs again

A few days ago, I decided to give Emacs another try. I’ve previously attempted to use this text-editor / operating system — probably about 10 years ago or maybe a bit more — but never got the hang of it.

A few years after my first try at Emacs, I discovered Markdown. Since then, I’ve used text editors with a GUI to write in this markup language. That was until two years ago when I encountered a Vim mode for Markdown and adapted it to my specific needs. It has been one of my main tools to write, but I don’t really like the Vim keybindings.

After a bit of pondering, I thought about giving Emacs another go, mainly because the shortcuts are similar to the ones used by Tmux and I felt this would make my adaptation to the editor easier. But to do that, I would need to read about this software, given its complexity. That’s how I got to an amazing reading resource: “Emacs Mini Manual (PART 1) – THE BASICS”. If you want to learn how to use Emacs, give it a go; it’s really useful.

One thing about Emacs is that it feels bare-bone when compared to some editors. This is not true, of course, but for a newbie like me, it might as well be because most of the options are “hidden” and you need to know how to get to them.

After reading the “Emacs Mini Manual” and some other resources sent to my by folks at Twitter and at Fosshost’s IRC channel, I decided to try an Emacs distribution to help me use this software. That’s how I got to Prelude.

Prelude is an enhanced Emacs 25.1+ distribution that should make your experience with Emacs both more pleasant and more powerful.

And it really does. It has some themes, avoiding the eye-hurting default white background, and includes several plugins to ease your life. Also, you can configure it as you like, just like vanilla Emacs.

To try this distribution, I decided to write this blog post after setting it up. So far, so good.

PS: It’s almost time for EmacsConf.


Cenas

A minha curta experiência a viver com fibromialgia, parte 2

A 10 de Outubro, escrevi aqui sobre a minha experiência com fibromialgia. Passado pouco mais de um mês e várias sessões de fisioterapia depois, as únicas coisas que mudaram para melhor foram a nova medicação que me ajuda a dormir e já não sinto tanta rigidez nos músculos quando acordo. De resto, passo os dias com a sensação de que fui espancado e tenho algo a rasgar-me os músculos.

Tendo em conta que isto é crónico, #FML.


Cenas

A minha curta experiência a viver com fibromialgia

Há pouco mais de dois meses, num dia de folga, decidi esticar-me no sofá depois de almoço. Não houve qualquer razão particular para isto, foi apenas algo que me apeteceu; estava de folga e quis “lontrar” um bocadinho antes de lavar a louça e arrumar a cozinha.

Nem uma hora depois, comecei a sentir uma dor na região lombar. Mudei de posição mas não passou. Entretanto decidi deitar-me na cama para ficar mais direito. Uns minutos depois, a dor pareceu aliviar. Este alívio durou pouco tempo e num instante a dor intensificou.

No dia seguinte fui trabalhar. No meu trabalho, passamos 8 horas sentados e sem grande azo a estar de pé.

O primeiro dia de trabalho foi um pouco doloroso mas nada de extraordinário. No dia seguinte estive outra vez de folga, mas as dores continuaram. Ao terceiro dia fui novamente trabalhar e as dores continuaram a intensificar. No dia seguinte, pior ainda. E assim continuou até que tive de ir ao hospital.

Nesta altura, já mancava a andar por causa das dores musculares.

Na primeira visita ao hospital fizeram-me uma ecografia porque pensavam que era pedra nos rins e tiraram uma colheita de sangue para análise. O resultado dos exames não mostrou nada.

Uns dias depois acabei por ir novamente ao hospital. Para além da colheita de sangue da praxe – que deve ter dado para umas cabidelas – fizeram-me uma ecografia e um raio-x. Yet again, nada nos exames. Desta vez, no entanto, o médico disse-me que deveria falar com a médica de família e pedir-lhe para me passar uma credencial para uma tomografia (TAC) e outra para uma consulta de reumatologia.

Assim o fiz.

Neste período fui medicado com dois opióides (tramal 150mg e palexia 100mg), um anti-inflamatório, um relaxante muscular e algo idêntico ao Ben-U-Ron mas ligeiramente mais forte. Um cocktail de drunfos que só ajudou a fazer do meu fígado foie gras. True story.

Pouco mais de uma semana depois, fiz a tomografia. A consulta de reumatologia ainda demorou mais de um mês e meio, o que foi uma surpresa, porque sinceramente só contava com ela daí a pelo menos 6 meses por causa de todos os atrasos que a Covid-19 veio causar.

Quando finalmente chegou a consulta, mostrei a tomografia ao reumatologista, que me disse que o que aparece não é significativo para a sintomatologia que apresento. De seguida, fez-me um teste ao toque e, de acordo com o relatório que ele escreveu, apresentei dor em 15 dos 18 pontos do exame que é feito para diagnosticar fibromialgia.

YAY! – não pensei eu, porque a única coisa que me passava pela cabeça era: “Fodasse! Que é esta merda? O Preço Certo do Upside Down?”.

O médico recomendou-me exercício leve a moderado e coisas quentes, como botijas de água quente, na região que apresenta dor. É o que tenho feito desde esse dia, há pouco mais de uma semana.

Coisas bem quentes aplicadas onde dói aliviam – mas não tiram – a dor. Quando passa a sensação térmica, as dores voltam galopantes. Deito-me com elas, acordo durante a noite com elas e passo o dia com elas. Escusado será dizer que têm sido uns dias de merda nestes 2 meses e meio, mais dia menos dia.

Fiz um apelo no Twitter a quem está diagnosticado com fibromialgia e quisesse partilhar comigo a sua experiência com a maleita, e várias pessoas tiveram a amabilidade de o fazer ou fazer retweet do meu apelo. Recebi algumas links também, uma delas para a Myos, a Associação Nacional contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica. Neste endereço podes encontrar vários recursos se, como eu, estiveres a aprender a lidar com a doença.

Termino o post com um enorme shout out aos utilizadores do Twitter que “espalharam a mensagem” ou que partilharam comigo o que têm passado e o que tem resultado na gestão da dor. ❤️