Geekices

Ativar a indicação de bateria de headphones Bluetooth no Plasma Desktop

A última vez que atualizei este blog foi há pouco mais de 2 meses. Como não quero que ele fiquei muito tempo sem conteúdo novo, decidi escrever este post, uma dica útil para quem usa o Plasma Desktop e headphones Bluetooth, e quer ver a percentagem de bateria na applet.

Esta dica aplica-se a EndeavourOS, Arch Linux e outras distribuições baseadas em Arch. Noutras, o path do ficheiro pode ser diferente, por isso terás de ter isso em consideração se pretenderes replicá-a no teu sistema. Para além disso, se usares uma distribuição com outro init system, como o runit, também terás de ter isso em consideração.

Ativar a visualização da bateria de headphones Bluetooth no Plasma é simples. Abre o ficheiro /usr/lib/systemd/system/bluetooth.service com o teu editor de texto preferido e, na linha ExecStart=/usr/lib/bluetooth/bluetoothd, adiciona --experimental à frente.

Exemplo:

sudo micro /usr/lib/systemd/system/bluetooth.service
[Unit]
Description=Bluetooth service
Documentation=man:bluetoothd(8)
ConditionPathIsDirectory=/sys/class/bluetooth

[Service]
Type=dbus
BusName=org.bluez
ExecStart=/usr/lib/bluetooth/bluetoothd --experimental
NotifyAccess=main
#WatchdogSec=10
#Restart=on-failure
CapabilityBoundingSet=CAP_NET_ADMIN CAP_NET_BIND_SERVICE
LimitNPROC=1
ProtectHome=true
ProtectSystem=full

[Install]
WantedBy=bluetooth.target
Alias=dbus-org.bluez.service

Posto isto, necessitas de reiniciar o serviço do bluetooth com o comando sudo systemctl restart bluetooth, sair da sessão atual do Plasma e fazer login novamente.

Queres ver como fica antes de adicionar a flag? Vê o tweet que publiquei sobre isto.

foto do Unsplash


Cenas

Criei um blog para relatar a minha experiência horrível com a fibromialgia

A minha experiência com a fibromialgia tem sido, no mínimo, horrível. E horrível é dizer muito pouco: aquilo por que tenho passado parece tirado de um pesadelo ou de um filme de terror. Não é à toa que o meu reumatologista descreve as dores que sinto como violentas, como podes ver na imagem que se segue.

excerto do relatório

Ao fim de um ano e uns meses, decidi documentar alguns episódios da minha experiência com a fibromialgia. Eu já tinha esta ideia há algum tempo, mas as dores e o consaço constantes fizeram com que a guardasse na gaveta algum tempo.

O blog, alojado no Github Pages, abre um pouco a cortina ao pesadelo que vivo. O endereço é fibrohell.github.io. O conteúdo está escrito em inglês, para poder chegar a uma audiência maior.


Direitos Digitais

Videovigilância em Portugal: um caos

A Associação Defesa dos Direitos Digitaisaka D3 – publicou uma excelente thread no Twitter sobre o caos completo que é a videovigilância no país e como iremos ter, não uma, mas quatro mãos cheias de problemas se o projeto de lei for aprovado.

Antes de avançares para a leitura da thread, assina esta petição para impedir a utilização de sistemas públicos de reconhecimento facial.

Deixo aqui a thread reproduzida na totalidade, com autorização da D3.

O que está a acontecer com o projeto de lei sobre a videovigilância é vergonhoso e um atentado às liberdades e direitos dos cidadãos.


Geekices

Outro tiro no (I)Pé

Durante a tarde de ontem, foi votado em Comissão do Parlamento o projeto de lei que prevê o bloqueio de sites por IP, para além do que já acontece com o bloqueio por DNS. Ainda não sei o resultado da votação, mas tudo indica que há uma maioria parlamentar – composta por PS, PSD e CDS – que pretende a extensão do bloqueio por DNS aos IPs, de acordo com o Marcos Marado.

Se a primeira coisa que te ocorreu é que isto não vai valer de muito, se é que vai servir para alguma coisa, estás certo. A ANSOL, D3, e outras associações alertaram para isso mesmo.

Há, no entanto, alguns problemas que isto pode vir a trazer. Um deles é o bloqueio de IPs da Cloudflare. Vários dos sites de partilha de conteúdos vulgarmente chamados de pirata, assim como outros que não estão em violação da legislação de direitos de autor, usam este serviço para esconder o seu IP. Bloquear endereços desta empresa pode resultar no bloqueio do acesso a vários sites legítimos.

Outro problema é a IGAC ter ainda mais poder para mandar bloquear aquilo que entender como estando em violação dos direitos de autor. Esta entidade não é um tribunal, nem tão pouco se deve armar em um, e muito menos se deve dar-lhe tais poderes. Esta merda ainda nos vai sair um tiro pela culatra.

Não me posso esquecer do facto de ser bastante fácil qualquer site “pirata” mudar de IP num piscar de olhos.

Quem vai gostar desta medida são os fornecedores de VPNs. Eu, pessoalmente, recomendo a Mullvad (para acesso a conteúdos legítimos e que não estão em violação dos direitos de autor e direitos conexos). Uma conta fica a €5 por mês, seja na modalidade de pagamento mensal ou anual, e o cliente corre em Linux, Windows e macOS.

Aproveita e faz-te sócio da D3.